A expressão temporal guineense «fiz cinco anos em...», a formação de infelizmente e as expressões formulaicas
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A expressão temporal guineense «fiz cinco anos em...», a formação de infelizmente e as expressões formulaicas
1. As variantes do português em diversos países são marcadas por uma evolução própria e autónoma, fruto de várias razões a que não são alheias as variáveis individuais. O português falado na Guiné-Bissau assume também esta autonomia, mas as inovações e contrastes com a variante do português europeu acabam por oferecer dúvidas aos falantes. É o caso da expressão «fiz cinco anos no Brasil». No Consultório analisa-se a aceitabilidade desta construção, que inclui o...
A má dicção de competitividade, a pronominalização em tem-la visto e a compreensão escrita entre os jovens de Portugal
1. Em Portugal, é sabido que as vogais e, i e u (ou o), quando átonas, são um desafio para a boa dicção. Palavras como ministério e produtividade saem diminuídas sob formas como "mnistério" e "prutividade", em consequência da redução vocálica que caracteriza a variedade lusitana. No Pelourinho, um novo apontamento dá conta de mais uma ocorrência deste fenómeno,...
Vírgulas incontornáveis, duas gramáticas de PLNM, o termo adotabilidade e o louvor do português na Academia francesa
1. Mas, afinal, há vírgulas obrigatórias ou não? Que regras, que critérios, enfim, que dicas podem existir para o seu uso correto? Em O nosso idioma, regressa este tema incontornável, com um texto de Carla Marques, consultora permanente do Ciberdúvidas, que apresenta um conjunto de situações de escrita onde as vírgulas afirmam a sua necessidade.
2. Diversificam-se as obras destinadas a apoiar as aulas e os cursos de Português como Língua Não Materna (PLNM). Na Montra de livros,...
Sentidos do verbo temperar, a pronúncia de «às avessas», o último Cuidado com a Língua! (no veterinário) e o amor pelo adjetivo
1. Os sentidos das palavras atêm-se aos usos e são os usos que lhes asseguram a vitalidade ou lhes ditam o esquecimento. Esta ação, associada aos efeitos da própria temporalidade ao incidir sobre a língua, leva a que certos sentidos que já tiveram momentos de uso pleno se tornem opacos e distantes dos falantes. É o que parece motivar a questão relacionada com a possibilidade de outros sentidos do verbo temperar, que não o de "condimentar a comida". Para além desta, outras...
Fenómenos de concordância, usos da vírgula com orações, a grafia e pronúncia de redarguir, o verbo duelar e as eleições em Espanha
1. A concordância é um fenómeno sintático que se manifesta ao nível da frase, afetando diversos dos seus constituintes (nomes, adjetivos, verbos, determinantes, pronomes) e envolvendo marcas como o número, o género ou o tempo. A complexidade deste processo gramatical gera, com alguma frequência, dúvidas que nascem do confronto entre as regras gramaticais e a diversidade e riqueza dos usos de uma língua. Duas das questões colocadas no Consultório são um bom exemplo desta realidade: estará correta a...
O centenário de Sophia de Mello Breyner, os femininos de poeta e druida, o português na Venezuela e o legado de Jorge de Sena
1. A obra e a personalidade de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) deixaram memória perene na vida literária e cívica de Portugal. É o que se assinala neste dia, 6 de novembro de 2019, em que se cumprem cem anos sobre o seu nascimento, um aniversário marcado por um extenso programa de atividades culturais a realizar até 20/12/2019 no Porto (sua cidade natal), em Lisboa e noutras cidades portuguesas (ver programa aqui). No Ciberdúvidas, a rubrica Antologia dá igualmente testemunho do génio...
A evolução de plafom, o cinema no Cuidado com a Língua!, a invasão linguística da Web Summit e os alertas de Jorge de Sena
1. A palavra plafom entrou no português a partir do estrangeirismo plafond e as sucessivas adaptações que a palavra sofreu ocorreram não só no plano ortográfico como também no plano semântico, como se explica na resposta «O uso e o significado do galicismo plafond», que integra a nova atualização do Consultório. Aqui encontramos ainda questões relacionadas com a concordância com a expressão «nem um nem outro», com a correção da preposição...
Preposições esquecidas, o uso do latinismo media, um cetáceo "caranguejeiro" e a Noite das Bruxas em português
1. Numa frase como «ouço a música que gosto», destoa o esquecimento da preposição de. Com efeito, se se diz «gosto de música», para quê cortar essa preposição nas construções com o pronome que? A forma correta e arrumada é, portanto, «ouço a música de que gosto», como lembra Carla Marques, consultora permanente do Ciberdúvidas, no apontamento que assina na rubrica O nosso idioma, a respeito da necessidade de não esquecer as preposições nas construções relativas, a...
A pronúncia de Gameiro, a grafia de Marra(á)quexe, o campino no Cuidado com a Língua! e o feminino de padre
1. A pronúncia dos apelidos de família caracteriza-se por uma certa liberdade, o que pode, nalgumas situações, provocar incertezas. É o caso da pronúncia do apelido Gameiro, cuja origem também se descreve na atualização do Consultório. Indo da ortoépia para a ortografia, aborda-se a possibilidade de aceitação das duas formas do topónimo Marraquexe e Marráquexe, cidade de Marrocos. Já no plano lexical, um...
Um erro maléfico, palavras sem feminino, o significado de icástico e os usos de ficar alerta(s)
1. O facto de na tradução portuguesa do título do novo filme da Disney, Maléfica: Mestre do Mal, se optar pela forma masculina (mestre) e não pela forma feminina (mestra) dá azo a um exercício de interpretação em busca de possíveis intenções subjacentes a esta má opção gramatical, num apontamento de Carla Marques, colaboradora permanente do Ciberdúvidas. Questões relacionadas com a formação do feminino têm motivado diversas publicações que apontam...
