Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório
Adina Vladu Tradutora Santiago de Compostela, Espanha 434

Queria saber qual é o termo que se usa em português para designar o inglês crumble, isso é, por uma parte, a cobertura crocante de um doce tipo tarte, com frutas, tradicional de Inglaterra, e por outra (e por extensão) esse mesmo doce.

Muito obrigada.

Cláudia Jaleco Técnica Superior de Comunicação Arruda dos Vinhos, Portugal 290

Gostaria de saber qual a grafia correta para os topónimos começados pelo som A-do, pois encontram-se registos com 3 grafias diferentes. Ex. A-do-Mourão, A-das-Lebres, A-dos-Bispos Será: - À-do - A-do - Á-do

Agradeço desde já o vosso trabalho e a ajuda prestada.

Henrique Riuna Químico Salvador, Brasil 340

Em cores originadas de adjetivos compostos apenas o segundo elemento sofre a concordância nominal.

A minha dúvida é se isso se mantém quando vem antecedido da palavra cor, como nos exemplos: "roupa na cor amarelo-esverdeada" / "vermelho-clara" / "azul-escura" etc.

Ou seja, concorda em singular feminino, pois é antecedido da palavra cor, certo?

Ou a cor ficaria invariável: «roupa na cor "amarelo- esverdeado" / "vermelho-claro" / "azul-escuro"» etc?

Matos Santos Estudante Anagé, Brasil 328

Nesta frase seria possível dizer «a onde»?

1. E a bola regressa a onde já tinha estado.

E estas outras duas também seriam possíveis em Portugal?

2. E a bola regressa aonde já tinha estado.

3. E a bola regressa para onde já tinha estado.

Raquel Santos Estudante Porto, Portugal 376

Estou a ter alguns problemas para distinguir ditongos crescentes.

Poder-me-ão dizer se é uma situação normal, dado que são muito instáveis e que há quem os considere falsos ditongos. (Já vi quem defenda serem falsos ditongos, outros, porém, chamam-lhes falsas esdrúxulas. Não sei qual seria a designação apropriada.).

O problema é, no momento em que tenho de acentuar graficamente as palavras que os incluem, não sei porque tenho de aplicar a regra.

Como posso justificar a acentuação gráfica em palavras como: contrário, mágoa, tábua, nódoa, ténue, árduo, vácuo, polícia, côdea, cárie, aéreo? Ou a sua ausência em: lavandaria ou geometria?

Agradeço desde já a atenção e parabenizo o sítio do Ciberdúvidas e o vosso labor extraordinário. Bem hajam!

João Saavedra Estudante Lisboa, Portugal 306

A dúvida surge na seguinte frase:

«Na segunda parte do trabalho, pretendeu-se determinar as constantes cinéticas da invertase de S. bayanus

A construção frásica «pretendeu-se determinar» está correta, ou deveria ser «pretendeu determinar-se»? Ou será que ambas são aceites?

Na Gramática do Português, volume II (organizada por Eduardo Buzaglo Paiva Raposo, Maria Fernanda Bacelar do Nascimento, Maria Antónia Coelho da Mota, Luísa Segura e Amália Mendes, publicada pela Fundação Gulbenkian), no sub-capítulo "Propriedades dos verbos auxiliares", a secção sobre construção passiva pronominal apresenta os exemplos «Pretende-se corrigir os exames antes do fim do mês», «Pensou-se expulsar os diplomatas bizantinos» ou «Lamentou-se perder as chaves da casa» (p. 1249) como estando gramaticalmente corretos.

Ana L. P. Cavalheiro Professora Pelotas, Brasil 475

Gostaria de saber como funciona a obrigatoriedade ou não dos pronomes o ou a, ou seja, se é obrigatório o uso, conforme estes exemplos:

– Conheces estes livros?

– Não, não conheço.

ou:

– Conheces estes livros?

– Não, os não conheço.

 

Obrigada.

Jorge Gastão Estudante Lastro, Brasil 333

«Pois que adianta querer ser isto tudo se eu me vejo como um incompleto íon!»

Sobre esta sentença, tenho três indagações:

1. Nesta sentença, a locução "pois que" equivale a que tipo de conjunção? Ou ainda: qual o valor conjuntivo do termo "pois que"?

2. Caberia também um sinal de interrogação ao final desta sentença?

3. Caberia uma vírgula após a palavra tudo?

Obrigado.

Alexandre Badibanga Estudante Luanda, Angola 571

Visitar a vossa página tem sido das melhores coisas que venho fazendo de um tempo para cá. O rigor e a facilidade com que descrevem/explicam são invejáveis!

Hoje trago mais uma pergunta, desta vez, no campo da análise sintática. Ei-la:

Gostava de saber que função sintática desempenha o grupo destacado, na frase abaixo:

«Em cada poste estava encostado um ramo de palmeiras

Eu considerei como complemento direto, pois responde à pergunta «o quê?» feita à locução verbal «estava encostado». Porém, há pessoas que classificam como sujeito. Neste prisma, gostaria de entender se há lógica em classificar tal expressão como sujeito.

Obrigado

João Martins Professor Portugal 557

Comprei recentemente a edição fac-similada do famoso Cozinheiro dos Cozinheiros de Plantier. É um livro extraordinário, no sentido gastronómico do termo. Mas também achei muito interessante as diferenças na grafia do português, desde o final do século XIX, e algumas palavras agora muito raras (trocazes, láparo, lebracho, tencas, etc.).

Mas a minha pergunta concreta tem a ver simplesmente com a palavra às (contr. de prep e artigo) que nesse livro surge sempre como "ás."

A minha pergunta é quando tal mudança teve lugar na ortografia portuguesa e porquê.

Muito obrigado.