Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Grace Mary Pederneiras de Castilho Professora Rio de Janeiro , Brasil 142

Gostaria de saber se, na comparação, é possível o uso de «mais/menos que» ou somente os seguintes vocábulos: «como», «tal/tais que», «feito».

Desde já, agradeço a atenção dispensada à minha mensagem.

Cristina Aparecida Duarte Tradutora São Paulo, Brasil 192

Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida.

No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso.

A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.»

Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado.

Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.

Agatha Alves Estudante Mogi Das Cruzes, Brasil 168

Na frase «o repertório vem depois da escolha do argumento e deve estar relacionado a ele», por que «a ele» está correto, se aprendemos que o pronome de caso reto só é usado na posição de sujeito?

Manuela Araújo Guimarães, Portugal 162

No poema "Seus Olhos", de Almeida Garrett, nos versos 4 e 5, «Não tinham luz de brilhar,/ Era chama de queimar», podemos aceitar a presença de três recursos expressivos, a metáfora, a hipérbole e a antítese?

Passo a explicar o meu ponto de vista.

– Metáfora e hipérbole (o poeta pretende realçar o poder que os olhos da mulher têm sobre ele e os sentimentos intensos que ela provoca, ao ponto de o fazer sofrer).

– Antítese (mostra que o amor que o sujeito poético sente é paradoxal, isto é, intenso, mas, ao mesmo tempo, destruidor).

Agradeço, desde já, a atenção e um possível esclarecimento.

Grace Montenegro Enfermeira Porto, Portugal 315

Gostaria de saber se a palavra infodemia existe no plural, ou se já supõe um coletivo.

Obrigada!

José Saraiva Leão Estudante Foz do Iguaçu, Paraguai 175

Em frases do tipo «ao que lhe responderam», «ao que lhe disseram», por exemplo, em «perguntei-lhes tal coisa, ao que me responderam...», qual a função do «o que» se liga à preposição a e qual a função do que que antecede «responderam», «disseram»?

Muito obrigado!

Geobson Freitas Silveira Funcionário público Bela Cruz, Brasil 157

É possível relacionar a conjunção adversativa mas com ideias de condição?

Por exemplo, na frase abaixo, pelo menos a meu ver, o sentido expresso pelo referido vocábulo se aproxima muito do mesmo valor da conjunção se ou da locução «desde que».

«Você até pode sair hoje à noite, mas não vá a nenhuma boate, nem consuma bebida alcoólica.»

Obrigado.

Geobson Freitas Silveira Empregado público Bela Cruz, Brasil 170

Outro dia, lendo o livro Sintaxe Clássica Portuguesa de Cláudio Brandão de Sousa, eis que me deparo com a seguinte construção: «[...] a preposição de serve de exprimir [...].»

O questionamento me surgiu devido ao uso do infinitivo após a preposição de, porque, pelo menos para mim não é comum, foi a primeira vez que vi. Daí procurei em alguns dicionários se havia abonações de exemplos semelhantes, mas só encontrei com substantivos, como por exemplo: «o cabo da vassoura serviu-me de cajado».

Assim, se possível for, por gentileza, gostaria de saber sintaticamente qual seria a função do verbo servir no contexto mencionado. Seria complemento verbal? Oração adverbial?

Obrigado.

José Garcia Formador Câmara de Lobos, Portugal 242

Voltando novamente ao uso do infinitivo pessoal/impessoal (flexionado ou não), queria esclarecer se, de facto, há situações que exigem um ou outro. Ou seja, estamos a falar de questões meramente estilísticas, sem que o seu uso indiferenciado implique agramaticalidade frásica?

Muito obrigado pelo contributo.

Cibele da Silva Funcionária pública Feira de Santana, Brasil 172

Estava estudando predicados e sugiram algumas dúvidas que pesquisando pela internet não consegui compreender. Pode me ajudar?

Como classifico um predicado de uma oração com sujeito indeterminado, oculto ou sem sujeito?

Nos dois primeiros casos, apenas observo se há VL [verbo de ligação] + PS [predicado do sujeito] para eliminar um PN [predicado nominal]?

Na oração sem sujeito, se não há sujeito, será sempre um predicado verbal? Meio confuso...

Desde já agradeço.