Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório
Diogo Sobral Explicador Cascais, Portugal 100

Se bem entendo, em casos como «Eu tenho as chaves do João», «do João» é um modificador do nome restritivo. Mas se alterarmos a frase para «Eu tenho as suas chaves», usando assim um determinante possessivo, pode-se dizer da mesma forma que suas é um modificador do nome restritivo?

Obrigado pelo vosso tempo.

Lucas Tadeus Estudante Mauá, Brasil 195

Estava lendo Marília de Dirceu [de Tomás António Gonzaga] e me deparo com este verso:

«O mesmo, que cercou de muro a Tebas.»

Que eu saiba só tem duas regência o verbo em questão:

1) Cercar algo DE.

2) Cercar-se DE.

Gostaria de saber se a regência do verbo é outra (Cercar A algo DE) ou se Tebas é de gênero feminino.

Fernando Pestana Professor Rio de Janeiro , Brasil 162

Algumas ocorrências que encontrei de pronomes oblíquos átonos arcaicos:

«Que estais no céu, santificado... Não no disse eu, menina? Seja o vosso nome…» (Almeida Garrett)

«Ele ou é trova, ou latim muito enrevezado, que eu não no entendo.» (Almeida Garrett)

«Via estar todo o Céu determinado / De fazer de Lisboa nova Roma; / Não no pode estorvar, que destinado / Está doutro Poder que tudo doma.» (Camões)

«O favor com que mais se acende o engenho / Não no dá a pátria, não, que está metida…» (Camões)

«Ora sabei, padre Fr. João, que eu bem no supunha, bem no esperava; mas parecia-me impossível, sempre me parecia impossível que viesse a acontecer.» (Eça de Queirós)

«A culpa de se malograrem estes sublimes intentos quem na tem é a sociedade…» (Camilo Castelo Branco)

«Parentes, amigos, nem visitas nenhumas parecia não nas ter.» (Almeida Garrett)

Há alguma explicação para o uso da consoante n antes dos oblíquos átonos?

Muito obrigado!

Rui Almeida Funcionário público Porto, Portugal 110

No contexto atual da pandemia covid-19 e respetivas campanhas de vacinação, generalizou-se nos media o recurso a frases como «o ministro foi inoculado com a vacina», o que me parece abusivo (é a vacina que é inoculada e não o recetor da mesma).

Gostaria de saber a vossa opinião a este respeito.

Obrigado.

Adelaide Richardson Tradutora Portugal 219

Tenho encontrado o termo "membrezia" e "membresia" em sites portugueses para definir a pertença a um grupo/ clube.

Qual dos termos é mais aceitável, se é que algum? Li a entrada acerca de "membresia" mas não fazia menção a esta outra grafia...

Obrigada.

Evandro Braz Lucio dos Santos Professor Santa Quitéria, Brasil 99

Na frase «Depois de todo o terror, assistir àquilo foi a gota de água», o termo «a gota de água» é sujeito ou predicativo do sujeito do termo «assistir àquilo»?

É possível, no predicativo de um sujeito oracional, haver artigo?

Se for invertido assim «A gota de água foi assistir àquilo»,neste último caso, o termo «a gota de água» é sujeito?

Obrigado.

Cristina Rodrigues Professora Porto, Portugal 95

Numa relação de ordem cronológica entre duas situações, como identificar o ponto de referência?

Por exemplo, em «Antes de escrever, o escritor sente-se ansioso», qual é o ponto de referência ?

«Antes de escrever» ou «o escritor sente-se ansioso»?

Irene Rosalina Estudante Portugal 216

A modalidade configurada na frase

«– Você, agora, arrume a questão: tem um mês para a convencer.»

é apreciativa ou epistémica com valor de probabilidade ?

Obrigada, desde já!

António Ferreira Comercial Portugal 115

Compreendo a forma de pronunciar certas palavras, quando as mesmas assumem uma forma com silabas adicionais.

Como exemplo refiro: carro e carroça" (lendo-se cárro e cârroça), ou faca e faqueiro (lendo-se fáca e fâqueiro).

Assim sendo, como explicar o caso de raça e racismo, onde as duas palavras são ditas como "ráça" e "rácismo"?

Há alguma regra que possamos considerar para saber quando se abre ou fecha a vogal?

Obrigado.

José Manuel Souto Gonçalves Jornalista Horta, Portugal 183

O que significa a palavra mentidero?

Em que sentido posso empregá-la?