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Ana Martins
Ana Martins
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Linguista, consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, responsável da Ciberescola da Língua Portuguesa. Autora de A Textualização da Viagem: Relato vs. Enunciação, Uma Abordagem Enunciativa (2010), Gramática Aplicada - Língua Portuguesa - 3.º Ciclo do Ensino Básico (2011) e de versões adaptadas de clássicos da literatura portuguesa para aprendentes de Português-Língua Estrangeira.

 
Textos publicados pela autora

Os valores aspetuais perfeito-imperfeito realizam-se na flexão do verbo. É o aspeto gramatical.

Uma ação perfetiva (realizada pelo pretérito perfeito) corresponde a uma ação unificada, sumariada, holística. Imaginemos um intervalo de tempo como uma linha espacial, com um princípio (limite da esquerda) e um fim (limite da direita). O intervalo de tempo da ação perfetiva tem o limite da direita fechado. Esse intervalo de tempo pode ter demorado um segundo ou décadas, mas o seu limite temporal da direita é perspetivado como fechado:

1. A minha filha brincou no parque, depois fomos às compras e foi tudo perfeito.

Pelo contrário, a situação imperfetiva oferece uma visão analítica da ação, na sua extensão não mensurável. O intervalo de tempo da ação é aberto, ou seja, o termo da ação não é considerado. O aspeto imperfetivo, em português, pode ser expresso pelo pretérito imperfeito, pelo presente, pelo pretérito perfeito composto, ou pelo progressivo (estar a + INF):

2. Eu brincava neste parque. Tudo era perfeito.

O valor durativo pertence à semântica do verbo que designa a ação, independentemente das opções morfológicas do locutor, ou seja, independentemente da flexão em que se encontra o verbo (se bem que nem todas as combinatórias sejam aceitáveis, como por exemplo: ? «A bomba estava a explodir»). Falamos então de aspeto ...

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Tradução do resumo da comunicação intitulada "Online Courses of Portuguese as a Second Language. Closing the Gap with Blended Learning in Mainstream Education" (tradução livre: "Cursos em linha para Português como Segunda Língua. Reduzindo discrepâncias com a aprendizagem mista no ensino regular"), que Carla Barros Lourenço (Direção-Geral da Educação, Ministério da Educação) e Ana Sousa Martins (Ciberescola/Cibercursos da Língua Portuguesa) apresentaram à 7th International Conference on Computer Supported Education (7.ª Conferência Internacional de Educação assistida por Computador), que se realizou em Lisboa, de 23 a 25 de maio de 2015. Também se inclui o acesso ao texto integral em inglês, publicado nas atas do referido encontro. (...)

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Texto em que a autora, Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescol/Cibercursos da Língua Portuguesa, evidencia como a construção do projeto Ciberescola da Língua Portuguesa, no contexto do ensino do Português Língua Não Materna (PLNM) no ensino básico e secundário em escolas públicas portuguesas, tem assentado grandemente na estimulação da aprendizagem autónoma, permitindo defender que este modelo, concebido e aplicado especificamente para o PLNM, é exportável para outras disciplinas (artigo publicado na revista Nova Ágora, n.º 5, setembro de 2016).

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Nas aulas de Português Língua Estrangeira da Ciberescola há uma competência que é visada logo após os primeiros seis meses de iniciação à língua: a escrita de pequenos textos. O esforço aplicado num trabalho de escrita numa língua estrangeira é pesado, por vezes, penoso, mas compensa – e muito. A escrita, ao contrário da fala, dá tempo ao emissor. Temp...

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A utilização das tecnologias da informação no ensino de línguas está a crescer a um ritmo constante nos últimos 10 ou 15 anos. Há cada vez mais aplicações de inserção de dados via Internet, exercícios interativos gerados automaticamente, gráficos dos resultados atingidos pelos alunos e aconselhamento automático (gerado pelo programa de computador) sobre quais os itens que o aprendente deve reforçar, a que se pode acrescentar, ou não, a aprendizagem colaborativa, na comunidade virtual.