Lúcia Vaz Pedro - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Lúcia Vaz Pedro
Lúcia Vaz Pedro
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Professora de Português e Francês no ensino secundário, na Escola Secundária Inês de Castro (Vila Nova de Gaia). Licenciada em 1992 pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem mais de trinta livros (escolares, romances e infantis) publicados, entre os quais se contam Português atual, Manual do Bom Português Atual, Língua Portuguesa e Matemática e Camões Conseguiu Escrever Muito para Quem Só Tinha Um Olho, bem como edições escolares do Auto da Barca do Inferno e de Os Lusíadas. Formadora na área de Língua Portuguesa, em centros de formação para professores, em colégios privados, na Universidade Católica, na  Sonae, no Jornal de Notícias, no Porto Canal; a convite do Instituto Politécnico de Macau, em 2014, deu também formação a professores universitários chineses. Desde 2012, mantém uma crónica semanal no Jornal de Notícias, intitulada "Português Atual". Foi responsável por uma rubrica diária sobre língua portuguesa no Porto Canal. Elaborou um contributo para o grupo de trabalho parlamentar para avaliação do impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em 2018, foi-lhe atribuída a medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Gaia.

 
Textos publicados pela autora
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A situação preocupante de uma classe profissional

Os media portugueses deram ampla projeção a um caso ocorrido numa escola lisboeta: um professor detido, porque suspeito de agressão a um aluno desobediente ou provocador, em plena sala de aula. Mas o inverso também não é inédito, pois não são assim tão raras as notícias de alunos a agredirem professores e demais funcionários. Que se passa com as escolas e, afinal, com a sociedade para chegarmos a este ponto? Sobre este triste panorama, transcreve-se com a devida vénia o texto que a professora Lúcia Vaz Pedro assina na edição de 24 de outubro de 2019 do jornal português Público.

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E outras respostas disparatadas em aulas e testes de Português
Por Lúcia Vaz Pedro

«Professora, como é que que Camões conseguiu escrever tanto só com um olho?» foi uma das perguntas mais disparatadas relatadas por  Lúcia Vaz Pedro da sua experiência de mais de 25 anos de docência de Português e que justificam o tão expressivo título deste seu novo  livro (editora Manuscrito).

Com muitos, muitos mais casos de erros reais verdadeiramente hilariantes. Como, por exemplo, a uma pergunta da professora («Qual a função do apóstrofo?»), o aluno responde assim: «Os apóstrofos são os discípulos de Jesus e andavam sempre com ele» … Ou estoutra: «Faz um resumo da batalha de Aljubarrota, tendo em conta o episódionarrado em Os LusiadasResposta: «Pum-pum. Zás. Ui! Ai! Os portugueses deram cabo dos espanhóis.» Ou, ainda, no seguimento de uma  extrato de O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner. Pergunta: «Refere qual o tempo verbal predominante  no  parágrafo destacado.» Resposta do aluno: «O tempo deve ser frio, pois é noite de Natal.» Nada melhor do que humor da professora, no seu comentário: «Valha-me o Menino Jesus!» – seguido, depois da devida explicação sobre a confusão do aluno entre o tempo verbal em causa e o tempo meteorológico...

Partindo deste tipo de «situações passadas em sala de au...

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Resposta da autora ao artigo Acordo Ortográfico? Revogar, claro!
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Conforme as novas regras introduzidas pelo Acordo Ortográfico de 1990 e muito além dele
Por Lúcia Vaz Pedro

Neste livro, a professora Lúcia Vaz Pedro esclarece algumas questões relacionadas com o Acordo Ortográfico de 1990, em vigor no Brasil, em Cabo Verde e em Portugal, nomeadamente as que mais dúvidas têm causado a quem o aplica. Ao longo de cinco capítulos que constituem este Manual do Bom Português Atual, editado pela Calendário de Letras, em 2016, pontuam-se os esclarecimentos sobre a três novas letras acrescentadas ao alfabeto português, sobre o uso das maiúsculas e das minúsculas iniciais, da supressão das consoantes não articuladas, da acentuação e das novas regras quanto à hifenização (grande parte delas inexistentes de todo na norma de 1945). Outros assuntos tratados vão além das (novas) questões ortográficas – como é o caso das competências gráfica, morfossintática e discursivo-textual do português, assim como à volta da pontuação e outras questões problemáticas da língua (palavras homófonas e parónimas,...

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Em vigor no Brasil desde 2004, em Portugal desde 2008 e em Cabo Verde em 2015

O retomar em Portugal da polémica à volta do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 – cf. Parlamento [português] prevê (des)Acordo Ortográfico + Acordo Ortográfico "é estúpido e não deixa pensar" – é pretexto deste artigo da professora Lúcia Vaz Pedro, publicado em versão reduzida no “Jornal de Notícias” de 21 de maio de 2019.