O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Português na 1.ª pessoa O nosso idioma
Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
Raça e expressões racistas
Da motivação para a violência

Uma crónica de Carla Marques em volta da palavra raça e de expressões racistas que integram as palavras negro e preto, motivada pelo assassinato do ator português Bruno Candéalegadamente por motivos racistas (emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 2 de agosto de 2020).

As delícias das pequenas palavras portuguesas
De "bá" a "zá"

«Pensei [...] nas palavras pequenas, daquelas simples, só com uma consoante e a letra a…» Passando à ação, o tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves propõe um pequeno percurso comentado por monossílabos que começam pelas letras consoantes do alfabeto português. Texto publicado em 1 de julho de 2018 no blogue Certas Palavras e no livro Almanaque da Língua Portuguesa (Guerra & Paz, 2020). Mantém-se a ortografia de 1945, que é a seguida pelo autor.

A educação em contextos multilingues nos PALOP
Avanços e caminhos para o ensino da Língua Portuguesa
Por Vários

Vídeo de uma mesa-redonda realizada em 28 de julho de 2020 pela Associação Brasileira de Línguística (ABRALIN) com a finalidade de analisar, discutir e renovar os avanços alcançados no ensino de Português nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Trata-se de uma sessão integrada na ABRALIN/Ao vivo, conjunto de palestras e mesas-redondas promovidas por esta entidade brasileira como forma de ultrapassar os constrangimentos criados pela pandemia de covid-19. O texto adiante transcrito corresponde à apresentação que a ABRALIN disponibilizou.

Internacionalizar a ciência é anglicizá-la?
O português também é veículo de conhecimento

«Internacionalizar [o ensino superior português] tem que ser, também, prover o português, língua que se quer internacional, dos recursos (i.e. textos científicos) que lhe permitam ser efetivo veículo de ciência e conhecimento para os seus mais de 250 milhões de falantes» – defende a linguista portuguesa Margarita Correia em crónica publicada em 28 de julho de 2020 no Diário de Notícias.

 

 

 

«O comer» é erro de português?
Arrepios não fazem erros

Criticando a atitude de quem diz "arrepiar-se" com a expressão «o comer», no sentido de «a refeição», o tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves argumenta que se trata de um uso correto e exorta a «parar com esse disparate de querer impedir os verbos de se transformarem em nomes», pois «[a]inda nenhum dos nossos bisavós tinha nascido e já os portugueses transformavam verbos em nomes (entre outras malfeitorias)». Apontamento publicado no blogue Certas Palavras em 26 de julho de 2020 (mantém-se a ortografia de 1945, seguida no original).

Burla e Borla
Dos burlões que nos enganam e dos burlados que são apanhados
Uma crónica que trata as palavras burla e borla, inspirando-se nas recentes notícias vindas a público em torna dos esquemas de burla associados ao Banco Espírito Santo, que mostram que uma boa burla envolve milhões, enquanto o burlão age como se nada fosse.Uma crónica da professora Carla Marques emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 26 de julho de 2020.
Os luso-africanos
Descolonização, relações interétnicas e terminologia

«(...) A Senegâmbia abrange uma zona cultural importante, compreendendo os atuais SenegalGâmbia e Guiné-Bissau, com foco central na Casamance, onde contactos intercomunitários foram frequentes. Os luso-africanos mencionados por Jean Boulegue integraram-se ao longo do tempo nas sociedades da região e hoje a sua presença histórica aparece em nomes de algumas famílias, da própria Casamance (do português Casa Mansa) e, mais para norte, da localidade de Joal-la-portugaise, onde nasceu Leopold Sedar Senghor [1906-2001], principal teórico da negritude e primeiro presidente do Senegal (...).»

[Artigo do economista e escritor Jonuel Gonçalves incluído em 21 de julho de 2020 na edição eletrónica do jornal Público, à volta do colonialismo português em África, da descolonização, de relações interétnicas e da terminologia associada.]

O inglês, o português e a ciência
A divulgação do saber em língua vernácula

«A ideia de que existem línguas mais aptas ou eficazes para determinados tipos de comunicação é um mito que importa desfazer. Todas as línguas são à partida igualmente aptas para qualquer tipo de comunicação em qualquer âmbito de experiência ou de conhecimento», escreve a professora e linguista Margarita Correia, em crónica publicada no Diário de Notícias em 20 de julho de 2020.

A máscara e o ridículo
Disfarces de uma civilização enlouquecida
A partir da atitude do presidente dos Estados Unidos, que se rendeu ao uso da máscara, não porque acredita nos seus efeitos de proteção, mas por interesses políticos, faz-se um percurso em torno da evolução da significação de máscara e das reações que gera, que implicam vários tipos de ridículo. Uma crónica da professora Carla Marques emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 19 de julho de 2020.

 

Que a escola se salve até onde puder
O novo normal

Após a tomada de decisão governamental de o ano lectivo 2020/2021 arrancar em regime presencial, a professora Lúcia Vaz Pedro questiona a medida num artigo publicado no Público em 22 de julho de 2020: «será que quem debita as soluções conhece a realidade? Será que sabe quantos metros quadrados tem uma sala de aula e quantos alunos constituem uma turma? Quantos serão os que respiram o mesmo ar dentro do mesmo espaço?».