O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
Tergiversação e tergiversar
Fugir à conversa e jogar em dois campos

«A tergiversação é uma atitude tão frequente em diferentes camadas da nossa sociedade e em diferentes ângulos políticos que até parece estranho que poucos reconheçam o seu significado quando a palavra se faz mostrar», afirma a professora Carla Marques num apontamento sobre as palavras tergiversação e tergiversar

Oito erros fonéticos recorrentes
Incorreções de pronúncia na nossa comunicação diária

O plural de acordo e de líder, a prolação de intoxicar e de inclusive, ou o tropeção recorrente na palavra síndroma – são alguns dos exemplos de pronúncias erróneas  frequentes (na perspetiva da norma culta de Portugal) na comunicação diária dos falantes menos cuidados referidos pela professora Sandra Duarte Tavares neste apontamento.

in  edição digital da revista Visão de 18 de novembro de 2020.

Reduções de palavras que não são abreviaturas
Nove casos de apócope e um de contração

Recém é o mesmo que recente, mas só se usa com particípios passados (recém-nascido, recém-casados, recém-eleito...). O professor João Nogueira da Costa regista este e outros casos de reduções de adjetivos no apontamento que aqui se transcreve, da sua página de Facebook (30 de agosto de 2019).

Nomes, criatividade e política
Inovação nos prenomes brasileiros

«Em cada esquina brasileira há um Julielson, uma Anicleide ou duas irmãs chamadas Analimar e Mart’nália, como as filhas do famoso sambista Martinho da Vila e sua esposa Anália» – assinala a linguista brasileira Edleise Mendes a respeito da campanha para as eleições de 15 de novembro de 2020 no Brasil.

Apontamento incluído no programa Páginas de Português , na Antena 2,  em 22 de novembro de 2020.

De <i>cálamo</i> a <i>calamidade</i>
Parentescos lexicais inesperados

etimologia é uma disciplina linguística que proporciona surpresas, como revela o professor João Nogueira da Costa numa breve recolha que parte da palavra cálamo, passa por calamar, «lula», e acaba em calamidade, palavra que, no contexto da terrível pandemia de covid-19, se tornou recorrente – basta lembrar a expressão «estado de calamidade».

Falar e desfalar
Porquê comunicar bem pessoalmente e mal na TV?

O problema (e a razão) de tantos portugueses comunicarem escorreitamente  no  seu dia a dia – e pessimamente quando falam na televisão.

  [Miguel Esteves Cardoso, in jornal Público do dia 17 de novembro de 2020.]    

Ironia
O contraste entre a realidade e a aparência

«Na situação irônica, há um descompasso entre o que acontece e o que se espera acontecer», observa o professor universitário brasileiro Roberto Lota num apontamento dedicado a três tipos de ironia, ilustrando este recurso expressivo com um exemplo retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, a conhecida obra de Machado de Assis (1839-1908).

 

.[in Língua e Tradição,13 de novembro de 2020.]

 

 

De <i>correr</i> a «correr atrás do prejuízo»
O contrassenso de alguns modismos

O verbo correr é de uso corrente, tanto em sentidos associados ao movimento físico como noutros menos literais. A sua combinação com preposições diversificadas gera também sentidos específicos. Estranho, todavia, é o uso do verbo na construção «correr atrás do prejuízo», que significa o contrário daquilo que se afirma. Um modismo analisado à lupa pela professora Carla Marques

Que têm as vacinas que ver com as vacas?
A origem de uma palavra

«Uma palavra portuguesa que tem origem numa expressão latina inventada por um inglês do século XVIII… Eis uma bela demonstração de como as palavras gostam de passear [...]» – considera o professor e tradutor Marco Neves num apontamento dedicado à origem da palavra vacina.

 Texto originalmente publicado em 15 de novembro de 2020 no blogue Certas Palavras e no Sapo 24.

Os jovens têm um vocabulário reduzido?
Uma ideia a avaliar

«O conhecimento que temos, enquanto falantes de uma língua, do léxico desta, tem características particulares quando comparado com outros tipos de conhecimentos, como, por exemplo, o das estruturas das frases.»

Artigo da linguista Margarita Correia publicado originalmente no dia 14 de novembro de 2020 no Diário de Notícias.