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Na imagem, Silva Porto, Colheita – Ceifeiras, 1893 (Museu Nacional Soares dos Reis, Porto).

 

Com o tempo estival no hemisfério norte e coincidindo com o período das férias escolares em Portugal, as atualizações do Consultório do Ciberdúvidas têm uma pausa em julho e  agosto. Durante este período não serão aceites nem selecionadas novas questões, ficando, por isso, inativo o formulário para envio de dúvidas. No entanto, para outros assuntos, fora do âmbito do uso da língua, continuamos contactáveis, como habitualmente, aqui. Como sempre também,  fica disponível o acesso aos mais de 50 000 artigos e respostas em arquivo, abordando os mais diversos temas da língua portuguesa.

Nas rubricas O nosso idioma, Pelourinho, Ensino, Controvérsias, Diversidades, Antologia e Montra de Livros, entre outras, abranda o ritmo de atualização, mas os destaques (ver mais abaixo) não deixarão de assinalar a entrada de novos conteúdos, sejam eles originais de consultores e colaboradores do Ciberdúvidas, ou material previamente publicado noutras fontes devidamente referenciadas. O mesmo acontecerá na página do Ciberdúvidas no Facebook.

Assim é este trabalho: uma incessante recolha e tratamento de tudo o que se diz, escreve e lê com interesse para o conhecimento da nossa língua e para discussão dos seus temas – onde quer que ela se fale.

E, enquanto setembro não chega para retomarmos a plena atividade, saboreemos o verão ou qualquer outra estação do ano com um poema do poeta português Eugénio de Andrade (1922-2005):

As Amoras

O meu país sabe às amoras bravas
no verão.     
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.