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♦ Coincidindo  com as férias escolares no verão em Portugal, e como é tradicional nesta época com as atualizações regulares do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, elas ficam interrompidas até setembro.

Nos Destaques, em baixo ou do lado direito, e na nossa página do Facebook não deixaremos de assinalar novos conteúdos, sempre que for caso disso ou a atualidade assim o justificar. 

Até lá, e como sempre, fica acessível  a consulta  a todo o  vasto e diversificado arquivo do Ciberdúvidas – que, à presente data, ultrapassa já as 45 mil respostas e artigos à volta da língua portuguesa, em toda a sua pluralidade.

Para quaisquer outros contactos, que não de âmbito linguístico, o endereço habitual: aqui.

Na imagem, À sombra da parreira, 1914 (Figueiró dos Vinhos, Portugal), de José Malhoa (1855-1933), no Museu Nacional Grão Vasco (Viseu).

 

♦ A todos os nossos consulentes, deixamos  este poema, o XXII do Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro:

 

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

O Guardador de Rebanhosin Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa, Lisboa, Ática, 1946 (10.ª ed. 1993), p. 48. Fonte: Arquivo Pessoa (em linha; manteve-se a grafia original).

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