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Nos meses de julho e agosto, período das férias escolares em Portugal, também no Ciberdúvidas é tempo para fazer balanços, projetos e uma pausa nas atualizações regulares.

O envio de questões ao Consultório fica, portanto, desativado, mas, como é hábito e sempre que se justifique pelo seu interesse, assinala-se nos Destaques, em baixo, e nas páginas do Ciberdúvidas no Facebook e no Instagram  a entrada de novos conteúdos nas demais rubricasO nosso idioma, Pelourinho, Ensino, Controvérsias, Diversidades, Antologia e Montra de Livros, entre outras.

Além disso, o acervo do Ciberdúvidas, que chega a cerca de 49 000 textos, mantém-se disponível para consulta em todas as suas rubricas, desde as respostas aos artigos dedicados a variadíssimos tópicos relacionados com o português na sua unidade e diversidade.

Para assuntos fora do âmbito da língua, podem utilizar-se os contactos indicados nestas páginas.

Finalmente, em 2022, ano em que o Ciberdúvidas completa 25 anos de atividade, fica expresso um enorme agradecimento a quantos, tantas vezes com palavras de apoio e estímulo, procuram este espaço de divulgação, esclarecimento e debate de temas da língua portuguesa onde quer que ela se fale e escreva. A todos é dedicado o poema que se segue, de Ana Luísa Amaral*:

 

Uma botânica da paz: visitação

Tenho uma flor
de que não sei o nome 

Na varanda,
em perfume comum
de outros aromas:
hibisco, uma roseira,
um pé de lúcia-lima

Mas esses são prodígios
para outra manhã:
é que esta flor
gerou folhas de verde
assombramento,
minúsculas e leves

Não a ameaçam bombas
nem românticos ventos,
nem mísseis, ou tornados,
nem ela sabe, embora esteja perto,
do sal em desavesso
que o mar traz

E o céu azul de Outono
a fingir Verão
é, para ela, bênção,
como a pequena água
que lhe dou

Deve ser isto
uma espécie da paz:

um segredo botânico
de luz

 

 * Fonte: Lyrik-Line. Listen to the poet (27/06/2022). Áudio disponível aqui. Mantém-se a ortografia de 1945, adotada pelo original. Na imagem, Flores, de Aurélia de Sousa (1866-1922).

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