Marco Neves - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Textos publicados pelo autor
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À volta do plural em português e noutras línguas

Partindo da descrição da vogal átona final que se escreve o, como em livro, o professor universitário e tradutor português Marco Neves passa à análise do -s final do livros , dando conta das maneiras de marcar o plural em português e noutras línguas no texto que se segue, transcrito do  blogue Certas Palavras, com data de 23/12/2018. Manteve-se a ortografia do original,anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

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Uma expedição do tempo dos reis espanhóis

Texto do professor universitário e tradutor Marco Neves, respigado do seu blogue Certas Palavras, com a data de 13 de dezembro de 2018 – em que o autor, natural ele próprio de Peniche, transcreve o episódio d’ A Baleia que Engoliu Um Espanhol, escrito anteriormente, onde  alude aos «amigos de Peniche».

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Um concurso (também) na língua da Galiza

«Eu nom sei que tes nos olhos, que se me miras tu matas
matas-me se pr'a mim ris, matas-me quando me falas.»

Assim começa uma canção intitulada Tris Tras, que na voz de Ugia Pedreira, do grupo galego Marful, teve grande sucesso em 2006. Anos mais tarde, Sabela, uma jovem galega das Pontes de Garcia Rodrigues (Corunha), levou esta e outras composições – Benditas FeridasNegro Caravel –  à edição de 2018 de um programa muito popular em Espanha, o concurso Operación Triunfo, cantando-as não em castelhano, mas na língua da Galiza. Escrito pelo professor universitário e tradutor Marco Neves, e publicado pelo portal Sapo 24 em 16/12/2018, transcreve-se um texto em que o autor comenta e realça o significado da participação de Sabela, «uma cantora que anda a usar a língua das Cantigas de Amigo para ganhar um concurso espanhol» (manteve-se a norma ortográfica, anterior ao Acordo Ortográfico de 1990).

Para saber mais sobre a edição de 2018 do referido concurso, ver aqui. E, para apreciar a versão original do grupo Marful, leia-se a letra aqui e assista-se aqui mesmo a um vídeo da BBC Alba, um canal escocês em língua gaélica.

 

 

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Uma viagem pela história do inglês

Das costas continentais europeias do Mar do Norte à Oceânia, passando pelas Américas, por África e pela Ásia, recebendo influências de celtas, víquingues, franceses, ameríndios, africanos, indianos e muitos outros, assim se expandiu e desenvolveu o inglês, hoje o principal idioma veicular à escala mundial. O professor universitário e tradutor Marco Neves define as principais etapas de desenvolvimento da língua inglesa num texto publicado no blogue Certas Palavras, em 30/11/2018.

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Por Marco Neves

Um livro  que bem pode classificar-se como um antidicionário de dificuldades da língua. Depois de 12 Segredos da Língua Portuguesa, o professor universitário e tradutor português  Marco Neves faz nova incursão no mundo do prescritivismo gramatical, para, ao modo dos muitos guias publicados na última década em Portugal, acabar por contrariar uma a uma várias ideias feitas sobre o português e outras línguas naturais.

Trata-se de uma obra na sua maior parte preenchida por um conjunto de 41 secções, cada qual dedicada a uma expressão ou construção supostamente incorreta, como seriam os casos de «beijinhos grandes», «o comer», «fazer a barba», «já agora», «mal e porcamente», entre outros. Configura-se, assim, um reportório de erros, afinal, inventados deliberada ou inconscientemente – os «erros falsos» do título –,  em cujo comentário por vezes se intercala a desmontagem de 12 mitos sobre a linguagem e os seus estudos. Uma introdução e um glossário precedem esta lista, seguida ainda de um epílogo que revela como os pseudoerros, sem serem um exclusivo do contexto português, têm igualmente levantado barreiras sociais noutros domínios linguísticos – o do inglês não é exceção. As notas facultam de forma concisa informação bibliográfica útil, que permite aceder ao essencial da discussão em torno da natureza do fenómeno linguístico e da sua regulação em so...