Marco Neves - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Textos publicados pelo autor
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As origens das letras com que escrevemos o português

Longa história têm as letras com que se constrói a escrita. Provavelmente inventada pelos Sumérios, na antiga Mesopotâmia, terá sido, no entanto, a partir dos hieróglifos usados pelos Egípcios que os Fenícios souberam criar um conjunto de sinais que estão na base de grande parte dos alfabetos usados no mundo. Os Gregos deram o seu contributo com a criação de signos claramente vocálicos, e os Romanos definiram a forma da maioria das letras com que se escrevem muitas línguas contemporâneas, entre elas, claro, o português. Mas outras letras foram surgindo, como conta o tradutor e professor universitário Marco Neves no seu blogue Certas Palavras, num texto publicado em 13 de setembro de 2019, que a seguir se transcreve com a devida vénia (manteve-se a ortografia, anterior à do Acordo Ortográfico de 1990; todas as imagens provêm do original aqui transcrito).

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Palavras engraçadas aos ouvidos de uma alemã

Há palavras e expressões que para nós, falantes de língua portuguesa, são perfeitamente banais. No entanto, para um falante de língua estrangeira, estas mesmas palavras e expressões podem ser engraçadas e, ao mesmo tempo, estranhas, tanto em percebê-las como em pronunciá-las. Neste artigo publicado originalmente no portal no Sapo 24*, o  professor  universitário e tradutor Marco Neves lista e explica  algumas destas palavras e expressões, depois de ter assistido em Lisboa a uma conferência comemorativa dos 30 anos de Português nas instituições europeias e do que nela contou uma funcionária alemã da Comissão Europeia.

* Crónica escrita conforme a norma anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, disponível igualmente no blogue  do autor Certas Palavras, com a data de 1/09/2019.

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A relação dos portugueses com a situação linguística da Galiza

As listas de nomes de lugar associadas aos mapas de Espanha podem tornar-se desconcertantes para qualquer falante de português, porque nelas se encontram topónimos com pouco ou nada de castelhano, como «O Barco», «A Guarda», «Gondomar», «A Lagoa», «Cabana Moura» ou «O Reino». Será que a cartografia espanhola mostra especial deferência com a chamada lusofonia? Longe disso. A abundância de nomes "portugueses" deve-se à Galiza, onde existe um rico património linguístico que está na origem da própria língua portuguesa. Esta e outras surpresas galegas constituem o tema do texto a seguir transcrito com a devida vénia, da autoria do tradutor e professor universitário Marco Neves, que o publicou em 22 de outubro de 2017 no Sapo 24 (manteve-se a ortografia, anterior à norma de 1990).

Na imagem, a placa toponímica do lugar de A Igrexa (= igreja), na paróquia de Calo, no concelho de Teo (Santiago de Compostela, Galiza). Fonte: GaliciaPress.

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Perguntas portuguesas sobre o galego
Por Marco Neves

Este pequeno livro, de cerca de 130 páginas, retoma o (discreto) contraponto português na discussão da profunda afinidade linguística luso-galaica, num momento em que se encara o futuro do galego com muita apreensão. Insere-se, portanto, numa história já longa, embora com não muitos intervenientes em Portugal. Entre estes, destacaram-se inicialmente filólogos e linguistas como Teófilo Braga (1843-1924) e Leite de Vasconcelos (1858-1941), a que se seguiu Rodrigues Lapa (1897-1989), certamente o português que até aos anos 70 deu ao debate o contributo mais estruturado, até do ponto de vista político. As décadas seguintes veriam em Portugal a recondução do galego às balizas da história medieval da língua e à aceitação do seu estatuto de língua autónoma e diferenciada do português, por exemplo, no trabalho de Ivo Castro, profundo conhecedor da Galiza; noutra perspetiva, Fernando Venâncio daria a energia polémica à abordagem do tema já no presente século. Procurando responder à questão que dá título ao seu próprio livro, Marco Neves, tradutor e professor universitário, inclui-se, portanto, nesta linhagem; e, se, por momentos, chega a dar a impressão de voltar aos tempos de Rodrigues Lapa, depressa mostra que a sua posição é bem diferente.

O prólogo é do linguista

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Artigo baseado num capítulo do livro do autor O Galego e o Português São a Mesma Língua?

Por que razão não há só uma língua no mundo? E, entre os cerca de sete mil idiomas, atuais, além das regras próprias – consagradas gramaticalmente – o que determinou as suas diferenças  ao longo do tempos?

[Artigo publicado no blogue Certas Palavras, com a data de  27 de junho de 2019 – que o autor adaptou de um capítulo do seu livro O Galego e o Português São a Mesma Língua? (Através Editora). Escrito conforme a norma ortográfica de 1945]