Marco Neves - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Marco Neves
Marco Neves
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Tradutor e docente universitário português, autor dos livros Doze Segredos da Língua Portuguesa e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa. Dinamiza o blogue Certas Palavras.

 
Textos publicados pelo autor
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«No caso de "Volta à França", o nome é mais usado assim, com acento, embora também encontre, nalguns jornais, o uso de "Volta a França". Curiosamente, pronunciamos sempre da mesma maneira, pois mesmo sem artigo os dois "aa" ali seguidos transformam-se numa vogal aberta. Coisas da língua falada. (...)»

[Marco Neves, no blogue http://www.certaspalavras.net/volta-a-franca-e-erro-de-portugues/ Certas Palalavras, 4 de julho de 2018]

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Portugal, topónimo, é também Portugal em espanhol, em catalão, em francês, em inglês, em alemão e em norueguês. Mas já em Itália é «Portogallo»«Portugália» na  Hungria», «Πορτογαλία» na Grécia e «Португа́лия» na Rússia onde decorre o Campeonato do Mundo de Futebol, de 14 de junho a 15 de julho de 2018. 

[artigo publicado  no portal SAPO24, de 24/06/2018 escrito pelo autor na véspera do jogo Irão-Portugal.]

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União, geografia, coleção, prazer, alienação – sintetizam, neste artigo do tradutor e professor Marco Neves, a vibração dos portugueses no acompanhamento do jogos da sua seleção no Campeonato de Mundo de Futebol, Rússia 2018. 

[in portal SAPO 24, de 17/06/2018]

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Por Marco Neves

Com edição de Guerra e Paz, trata-se do mais recente livro do professor universitário, tradutor e revisor Marco Neves, agora num registo ficcional inovador no contexto da divulgação e debate de temas da língua portuguesa. 

 

Geralmente fala-se de história da língua – da portuguesa ou de outra –, e raramente se pensa nas pessoas que, fora dos grandes palcos do poder, no dia a dia, ao longo dos tempos, a foram falando e transmitindo ora em fases críticas, ora em períodos estáveis da vida coletiva. A proposta do livro é inovadora no contexto da divulgação e debate de temas da língua portuguesa, porque adota sobretudo uma perspetiva ficcional, dando maior relevo às questões concretas com as quais se deparam os falantes e as sociedades. A narração acompanha as aventuras de uma linhagem imaginária, os Contreiras, desde o século I a. C. até ao século XXI, por entre saltos temporais e excursos com que o narrador/autor discute e – na linha, aliás, do seu anterior livro – esclarece aspetos que constituem como que um ficheiro secreto da memória cultural portuguesa. Assim, revela-se que o português nasceu não na província hispânica da Lusitânia, mas, sim, na Galécia – a atual Galiza, o Norte de Portugal com extensões pelas Astúrias e por Leão – crescendo para o sul, na esteira da Reconquista e depois da Expansão extraeuropeia. Descobre-se que, no território de Portugal e nos países que conheceram a colonização ...

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Por Marco Neves

Um livro que constitui uma novidade no contexto das muitas publicações respeitantes ao uso da língua portuguesa. Na verdade, Marcos Neves afasta-se do tradicional discurso censório e até inquisitorial sobre gramática e norma, para, em contacto com a história e com a atualidade, apresentar uma língua portuguesa dinâmica, falada por indivíduos e comunidades capazes de descobrir criticamente a sua identidade e viver sem medo de inovações nem influências exteriores.

Na sua maior parte, esta obra resulta das observações, reflexões e comentários que o autor tem produzido ao longo dos últimos anos no blogue Certas Palavras e agora reúne em volume, pondo estes conteúdos ao alcance de quem se disponha a vencer o preconceito e a ver o português com outros olhos – tanto na interpretação do passado como na avaliação do presente. Marco Neves desvela, assim, o caráter galego da língua no alvor da sua história; salienta as especificidades das várias normas do português, em especial das que contrastam o português europeu com o português brasileiro, apelando a um exigente sentido de contextualização e sem entrar em velhas desvalorizações mútuas; e atreve-se a criticar o vezo – que não é exclusivo das culturas de língua portuguesa – de, no espaço público e quantas vezes em privado, se manipular a norma-padrão para a caça ao erro.

Tudo isto e muito mais faz deste livro uma novidade em Portugal, embora, ao propor uma visão mais crítica e menos mítica da língua e dos seus usos, encontre paralelo noutros espaços linguísticos. Bastará mencionar, no âmbito do inglês, as obras já clássicas de