Textos publicados pela autora
Valor comparativo vs. orações comparativas
Pergunta: Boa tarde, prezados professores! No estudo das orações subordinadas, verifica-se que, regra geral, as adverbiais comparativas se posicionam à direita da subordinante. No entanto, admitindo que construções como «em relação ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» e «comparado ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» estejam correctas, o que justifica a anteposição da subordinada em relação à subordinante? Quanto à função sintáctica, serão modificadores da frase ou outra? Por outro lado, em comparativas como «sou...
Correferência não anafórica: visitante e Gulliver
Pergunta: Num exame nacional de Português, considera-se que, no excerto abaixo, as palavras visitante e Gulliver contribuem para a coesão lexical por substituição.
«Se um visitante do passado chegasse hoje às nossas cidades civilizadas, um dos aspetos que surpreenderiam esse Gulliver antigo seria certamente os nossos hábitos de leitura.»
Gostaria que me esclarecessem porquê e se não poderia ser um caso de correferência não anafórica, uma vez que só o conhecimento...
«Em ano bom, o grão é palha; mas no mau, a palha é grão.»
O significado do provérbio
Qual o significado do provérbio «Em ano bom, o grão é palha; mas no mau, a palha é grão.»? O apontamento da professora Carla Marques incluído no programa Páginas de Português, na Antena 2, no dia 07 de junho de 2026, aborda esta questão....
Deíctico pessoal e expressões sem valor deíctico
Pergunta: Na frase «Todos os anos regresso a Os Maias», podemos que considerar que existem os três deiticos (pessoal, temporal e espacial)?
Obrigada!Resposta: Na frase em apreço, consideramos apenas a existência de um deítico pessoal.
Em (1), é possível identificar, na flexão verbal, a presença da 1.ª pessoa do singular, que tem como referência o locutor do enunciado:
(1) «Todos os anos regresso a Os Maias.»
Note-se que, neste caso, embora a frase apresente uma referência locativa (o local aonde se...
