O anglicismo blockchain, vocábulos endiabrados, o direito à norma-padrão e à volta da linguagem antianimal
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O anglicismo blockchain, vocábulos endiabrados, o direito à norma-padrão e à volta da linguagem antianimal
1. Estendendo-se também à atividade financeira, a tecnologia digital cunha, como sempre, a sua terminologia em inglês. Sem haver distinção gramatical de género nesta língua, que fazer, por exemplo, com o empréstimo blockchain («tecnologia de cadeia de blocos»)? Usá-lo como nome feminino, à semelhança da sua tradução para português? A questão, que pode não ter resposta óbvia, é comentada no consultório, onde se fala ainda da grafia do advérbio alacremente, se...
Palavras novas, palavras gastas, palavras literárias e a difusão do ensino do português pelo mundo
1. As palavras novas nascem das necessidades de comunicação. É neste contexto que, na presente atualização do Consultório, se analisa a possibilidade de formar o adjetivo preletivo a partir do nome preleção. Também a pronúncia de uma palavra "nova" para o falante pode dar azo a dúvidas: é o que acontece com a forma verbal esmero. O uso do singular no complemento do nome na expressão «crimes de leso-patriotismo» é alvo de explicação numa outra resposta. E a que...
Combustível, largo, China, clima, assédio, populismo, paiol, toupeira ... – palavras em fim de ano
1. «Não gostar de tudo» será o mesmo que «não gostar de nada»? A diferença é comentada no consultório, cuja atualização inclui a análise de uma frase de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett (1799-1854), um breve apontamento sobre a história da insólita grafia Bahia e o regresso das dúvidas ainda suscitadas pelo verbo contratualizar.
2. Na rubrica O nosso idioma, a jornalista Rita Pimenta explora a...
Dissomia, os maus usos da língua, Liechtenstein em português e «a bela palavra» desenrascanço que o inglês «deveria roubar»
1. No Consultório, identificamos dissomia como a palavra procurada por um consulente para traduzir um termo do francês. Indaga-se, ainda, a origem da expressão «grande soda», a regência do verbo dignar-se (com preposição a, de ou sem preposição) e a grafia de um topónimo alemão (Listenstaine ou "Lichtenstein"?).
2. Diferentes rubricas do Ciberdúvidas apresentam...
A tradução de açorda, as subtilezas da vírgula, os títulos dos jornais e o regresso da "precaridade"
1.Como traduzir para inglês, francês, alemão ou castelhano o termo açorda, tão típico da cozinha do Portugal meridional? Para resolver este e outros problemas de tradução no domínio da gastronomia, a Montra de Livros apresenta o Dicionário Gastronómico Multilingue, numa edição da Dinalivro, em Portugal, e da Estante, no Brasil, da autoria de Rodolfo Farinha.
Uma brevíssima nota etimológica: açorda é um arabismo, do árabe hispânico...
Palavras da escuma dos dias
1. A importância das palavras fica bem patente na nova atualização do Consultório. Elas suscitam dúvidas sobre a sua grafia (bola ou bôla?), a sua origem (mandonismo faz parte do português do Brasil?) e as suas concordâncias (Olhos cinza ou olhos cinzas? e «O problema do Brexit é as fronteiras» ou «são as fronteiras»?)
2. A atualidade traz à tona palavras que se repetem incessantemente na comunicação social ou nas conversas quotidianas:
– Black Friday é a expressão...
Pleonasmos, outros desvios e a palavra marimbondo
1.«Surpresa inesperada», «pequenos detalhes» ou «ambos os dois» são bons exemplos de pleonasmos, isto é, de sequências de palavras redundantes. Em O nosso idioma, a linguista Carla Marques explica o seu funcionamento, num texto que é também um exercício divertido para tomar consciência dessas expressões e saber evitá-las em discurso. Noutro apontamento, Sara Mourato comenta o topónimo Valhadolid, um dos aportuguesamentos do nome da cidade castelhana de Valladolid, onde, em...
A busca de harmonia de uma língua que une e divide
1. A tendência para a harmonia é uma das características dos usos da língua. Os falantes procuram a regularidade, o que gera as dúvidas. Um dos objetivos do Consultório passa pelo auxílio no esclarecimento das questões que a língua oferece aos seus utilizadores. Na presente atualização, mostra-se como as incertezas linguísticas podem passar pela grafia correta de uma palavra (dí(c)tico, dêí(c)tico ou deí(c)tico? ou ainda pitaia ou pitaya?), pelos sentidos veiculados pelas palavras («uma...
A língua como espelho da vida social
1. Na presente atualização, um denominador comum, o gosto em conhecer e explicar a língua, sem deixar de a relacionar com a vida social. É o caso das quatro novas respostas que trazem ao consultório novos tópicos de reflexão – dos significados do substantivo paradocente e do pronome pessoal consigo aos usos frásicos de «ter à mão» e do verbo entreter.
Na imagem, o retrato de D. José Pessanha (1885), de Columbano (1857-1929)....
Mandonismo, uma "palavra-fénix", e as expressões «alguma coisa foi» e «tão único»
1. Qual fénix renascida, algumas palavras também se reerguem das próprias cinzas. Há palavras repletas de vitalidade e pujança e outras adormecidas e votadas ao esquecimento. Há palavras que estão "na moda" e outras que ninguém usa ou mesmo (re)conhece. A palavra mandonismo encontrava-se neste limbo até Jerónimo de Sousa, líder do Partido Comunista Português, a trazer de novo para a ribalta na entrevista que concedeu ao jornal Público e...
