Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Sim, é verdade: Portugal não descobriu o Brasil
... Mas criou o Brasil no plano linguístico, cultural e civilizacional

«Portugal não descobriu o Brasil pela simples mas suficiente razão de que o Brasil não existia antes de os portugueses lá terem chegado», escreve neste artigo* o presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e professor universitário português, Renato Epifânio — a propósito dos 200 anos de independência do maior país da América Latina e da sua relação com Portugal.  

 

*in jornal Público do dia 13 de agosto de 2022. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

Da importância de verbalizar o pensamento
O que nos distingue como seres humanos
«Se a fala, que é instantânea e efémera, resulta de uma atividade tão complexa –  escreve neste artigo* a linguista e professora universitária Margarita Correia –, já a escrita, que é elaborada, perene e pode ser fruída interminavelmente, constitui o apogeu da expressão do pensamento consciente.»
 
*in Diário de Notícias de 1 de agosto de 2022
Solastalgia
O sentimento de perda provocado pelas alterações climáticas

«O neologismo [solastalgia] foi criado por um professor de Filosofia na Universidade de Newcastle (Austrália), Glenn A. Albrecht, de 64 anos, autor modesto, mas agora coroado pela sua invenção lexical, revelada em 2019 num livro que se chama Earth Emotions. New Words for a New World

Crónica do crítico literário português António Guerreiro,  incluída no suplemento Ípsilon do jornal Público, no dia 29 de julho de 2022, a respeito de uma nova palavra, solastalgia, que designa o sentimento de medo e angústia decorrentes das alterações climáticas e ambientais, a que também se chama ecoansiedade. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

Calor
Da temperatura aos afetos

O calor e os seus significados, ativados pelo pino do verão, motivam a crónica da professora Carla Marques no programa Páginas de Português (Antena 2, 24 de julho de 2022).

Leituras luso-brasileiras
A presença da corte portuguesa no Rio de Janeiro (1807-1821)

«Existe um gigante de língua portuguesa no mundo, que aliás devia ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, e Portugal conseguiu, findos os tempos imperiais e regressado aos seus limites europeus, ver a sua língua falada em vários continentes e por 27 vezes mais pessoas do que aquelas que vivem neste pequeno retângulo.» Editorial do jornalista Leonídio Paulo Ferreira na edição de 22 de julho de 2022 do Diário de Notícias, a respeito das consequências políticas e linguísticas da transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em finais de 1807.

O anglicismo <i>whistleblower</i> e a sua tradução
A propósito da extradição de Julian Assange

«Em bom rigor, Julian Assange pode ser identificado como “denunciante”. Remeto para a letra da Directiva 2019/1937 do Parlamento e do Conselho europeu.»

Excerto do artigo que o provedor do leitor do Público, José Manuel Barata-Feyo, assinou em 23 de julho de 2022 no referido jornal. Trata-se de um comentário à carta de um leitor a respeito do anglicismo whistleblower, palavra que ocorre em referência ao caso de Julian Assange e tem sido traduzida como denunciante, informador ou delator. Mantém-se a ortografia de 1945, conforme o original.

O planeta tem esse nome porque é plano?
A etimologia de planeta

«Se os gregos já sabiam que nosso planeta é esférico, porque lhe deram justamente o nome de planeta

Apontamento do linguista Aldo Bizzocchi, que o publicou no seu blogue Diário de um Linguista em 18 de junho de 2022. Transcreve-se com a devida vénia este texto, que, partindo da crítica a posições anticientíficas e negacionistas como a da pseudoteoria da terra plana – o "terraplanismo" –, é dedicado à etimologia da palavra planeta.

Sobre a linguagem e as identidades LGBTQIA+

Um inicial artigo no jornal Público do político e historiador português José Pacheco Pereira (Porque é que “todes” não é todos, nem todas?), questionava «a selva de classificações e as respetivas gavetas [da] obsessão pelas identidade» da chamada linguagem LGBTQIA+. Respondeu-lhe a psicóloga clínica e psicoterapeuta Joana Cabral (Mais categorias não nos excluem, aumentam-nos), com réplica no texto intitulado "Anjos, arcanjos, querubins e serafins". E, depois, a socióloga portuguesa Cristina Roldão (Ainda sobre o debate em torno da linguagem inclusiva).

Toda esta controvérsia aquiaquiaqui e aqui.

Ainda sobre o debate<br> em torno da linguagem inclusiva
A importância da palavra nas lutas étnico-raciais e LGBTQIA+

«Na crítica à linguagem inclusiva — escreve neste artigo * a socióloga portuguesa Cristina Roldão — reiteradamente se acusa o movimento antirracista e LGBTQIA+ de um suposto esquecimento das desigualdades socioeconómicas, mas depois nada se avança sobre elas. Ora, uma real preocupação com as desigualdades socioeconómicas que tocam as vidas das pessoas racializadas e LGBTQIA+ deveria tornar evidente o porquê da importância da luta pelas palavras.»

*in jornal Público do dia 21 de julho de 2022

 

Anjos, arcanjos, querubins e serafins
O discurso do excesso identitário, «censório e intimidatório»

Réplica* do político e historiador José Pacheco Pereira aos artigos que contestaram o que escreveu no jornal Público, no dia 9/07/2022  — e aqui transcrito —, intitulado Porque é que "todes" não é todos, nem todas? Sobre esta polémica suscitada à volta da linguagem inclusiva decorrentes, entre outros, dos termos «não binária», queertransLGBTI-Fobiagay e «expressão de género», cf., em contraponto, o artigo Mais categorias não nos excluem, aumentam-nos, da autoria psicóloga clínica e psicoterapeuta Joana Cabral.

 
* in jornal Público do dia 16 de julho de 2022. O autor escreve segundo a norma ortográfica de 1945.