Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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As origens das quadras a Santo António, São João e São Pedro

As festas dos chamados Santos Populares têm funda tradição nos países de língua portuguesa. Aida Alves, diretora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, dá conta das origens da poesia popular alusiva a estes festejos num apontamento publicado pelo Correio do Minho em 13/06/2019.

Na imagem, "Marcha Geral de S. João, 1966", incluída em "As marchas dos anos 60 [em Ílhavo]", in sítio eletrónico Ramalheira (consultado em 15/06/2019).

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Usos e abusos da palavra, a propósito da morte de Agustina Bessa-Luís (1922-2019)

É o que, por regra, se chama a alguém que, em vida, se tenha sobressaído  por uma qualquer «aptidão  excecional para determinada atividade, principalmente se relacionada com o intelecto». O termo – quantas vezes, também, aplicada a «artistas de importância limitada, ou até a entidades medíocres que adquiriram proeminência em atividades de negócios»... – emergiu, de novo, nos comentários ao falecimento da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís (1922 – 2019). É o que observa o jornalista Luís M. Faria neste apontamento publicado na Revista do semanário Expresso do dia 8 de junho de 2019, esmiuçando a respetiva origem e evolução semântica, desde a expressão «mau génio» até aos aos clichês «génio incompreendido» e «génio maligno».

 

 

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O contributo lexical das traduções do grego nos séculos XVIII e XIX

Ensaio da investigadora brasileira Tâmara Kovacs sobre o contributo das traduções da obra de Homero para a evolução do léxico em Portugal e no Brasil, nos finais do século XVIII e ao longo do século XIX.

 

Na imagem, Irís ordena a Príamo que vá resgatar o corpo de Heitor (1796 dC - 1807 dC), de Domingos António de Sequeira (1768-1837). Fonte: MatrizPix.

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De D. Dinis à lírica de Camões, até à poesia de Cecília Meirelles e de Sophia de Mello Breyner

«Última flor de Lácio», que nasceu «inculta e bela», última a se desgarrar da saia da mãe Latim, era considerada, em seus primórdios, uma língua inferior, popularesca, rústica e menor que sua irmã espanhola, recorda neste ensaio* professora universitária brasileira Adrienne Kátia Savazoni Morelato. «Mal sabia o mundo que as pessoas nascidas naquela região cantavam em vez de falar ou contar»...

 

* transcrito, com a devida vénia, do jornal digital Tornado, do dia 9 de junho de 2019.

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Especialista em literatura angolana crítica o ensino do português nos país

«Hoje em dia, os alunos em Angola  terminam o ensino superior e não há garantias de que sabem escrever português», diz nesta entrevista* o guineense Mário Joaquim Aires dos Reis, que se especializou em literatura de Manuel Rui Monteiro. «Muitos não sabem ler ou compreender um texto de dificuldade média.»

 

* entrevista concedida ao jornalista Edno Pimentel, publicada no semanário luandense Nova Gazeta, do dia 3/06/2019. Manteve-se a norma ortográfica de 1945, seguida em Angola.

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Palavras que se atraem

Alguns erros ortográficos ficam a dever-se à interferência da oralidade no sistema escrito. Grafias erradas como concerteza, benvindo ou embaixo poderão encontrar neste facto a sua justificação, como explica a professora Carla Marques.

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No espaço pluricontinental onde o português convive com outros idiomas locais

«A língua portuguesa é uma construção conjunta de todos aqueles que a falam — e é assim desde há séculos», escreve neste artigo, dado à estampa no semanário Expresso do dia 1 de junho de 2019, o jornalista e  escritor angolano José Eduardo Agualusa. «A minha língua — aquela de que me sirvo para escrever —, não se restringe às fronteiras de Angola, de Portugal ou do Brasil. A minha língua é a soma de todas as suas variantes. É plural e democrática.»

 

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A terminologia das eleições para o Parlamento Europeu

Europeístas versus eurocéticos – e ainda os que nada querem com a União Europeia, defendendo a saída dos respetivos países do espaço comunitário dos atuais 28 Estados-membros –, social-democrata, extrema-direita, neoliberal, cristão-liberal,  ultraliberal e populismo(s); ou ainda, os neologismos de mais recente criação: MayexitDexit,  Frexit, Nexitbrexiteiros. Alguns dos termos mais falados e escritos no decurso das eleições para o Parlamento Europeu, realizadas entre 23 e  26 de maio p.p.

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As perceções linguísticas associadas a nacionalidades e etnias

«O contacto com outros povos propiciou a consolidação de perceções relativas às diferentes nacionalidades raças e etnias com as quais os portugueses foram convivendo», escreve a professora Carla Marques, num apontamento em que  recorda os muitos sentidos associados às palavras que designam nacionalidades ou etnias.

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A falta de padronização da toponímia em português

A padronização dos nomes geográficos é uma tarefa valorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que, para isso, promoveu a realização, de 29 de abril a 3 de maio p.p., da 1.ª sessão do Grupo de Especialistas em Nomes Geográficos das Nações Unidas (UNGEGN). Este encontro também contou com a presença da Divisão dos Países de Língua Portuguesa em Nomes Geográficos (DPLPng), para a qual o Brasil e Moçambique têm dado importantes contributos. Estranha-se, contudo, a inatividade de Portugal e de outros países de língua portuguesa, de modo a capacitar a língua portuguesa a enfrentar a sua internacionalização também no domínio da toponímia. Desta situação preocupante dá conta a linguista Margarita Correia, professora universitária e investigadora do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada da Universidade de Coimbra (CELGA-ILTEC), em artigo  publicado no Diário de Notícias no dia  25 de maio de 2019.