Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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E ainda bem!
Os desafios da variação do português contemporâneo

«É comum as grandes questões da política linguística do português serem tratadas, a nível nacional, ou como fantasmas, que não existem, ou como resfriados, que se espera que passem» – observa a linguista Margarita Correia, a propósito dos desafios da atual variação da língua portuguesa, em crónica publicada no Diário de Notícias de 26 de maio de 2020 e igualmente disponível nestas páginas.

“Pérolas” da língua portuguesa
Erros primários que saltam do ecrã

Uma confusão absurda no uso da expressão «ouvidos de mercador» e um erro primário na conjugação do verbo manter neste apontamento da professora Arlinda Mártires sobre um deslize que passou na RTP3.

A criatividade lexical de uma pandemia
Os vocábulos novos e os novos significados

A professora universitária Luísa Ribeiro Ferreira dá conta, neste apontamento* divulgado na plataforma 7 margensda criatividade lexical que a pandemia covid-19 estimulou, com expressões como distanciamento social, etiqueta respiratóriaequipamento de proteção individual, entre outras.

* escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

Ensino à distância por mais um ano?
A catástrofe anunciada pós-covid-19

Sobre o ensino à distância, realidade que se tem vivido em Portugal em tempo de pandemia, e que se prevê que se viva no ano letivo de 2020/2021, a  historiadora Raquel Varela  enumera neste apontamento transcrito do seu blogue*  enumera o que que classifica de «graves malefícios desta catástrofe anunciada» – para os alunos em particular, mas, também, para os dias futuros pós- covid-19. 

*texto escrito segundo a.norma ortográfica de 1945

Qual é a origem da palavra <i>água</i>?

Um texto do tradutor e professor universitário Marco Neves sobre a etimologia da palavra água, passando pelos seus vários cognatos quer entre as línguas românicas, quer entre as germânicas. Apontamento publicado em 24/05/2020 no Sapo 24 e no blogue Certas Palavras.

Na ponta das línguas
Portugal é segundo país europeu com mais poliglotas

O mundo tem 7111 idiomas, e Portugal é o segundo país europeu com mais poliglotas. Saiba também que existem no nosso país 10 línguas e conheça uma outra, bem longe, com 820. Parece ficção, mas a diversidade idiomática é bem científica. São estes alguns dos temas do artigo do jornalista André Manuel Correia,  publicado na Revista do semanário Expresso de 23 de maio de 2020 – a seguir transcrito,  na íntegra, com a devida vénia

A bilha, a panela e o panasco
Vamos falar de insultos?

O corpo, as práticas sexuais e a orientação sexual são realidades de uma esfera humana que é objeto de censura e interditos. Estes encontram expressão nos numerosos vocábulos do calão, também chamados tabuísmos, que, entre os seus referrentes mais reiterados, contam as nádegas e o ânus como temas de um campo lexical saturado de significações pejorativas, obscenas e insultuosas, conforme revela o texto que adiante se transcreve com a devida vénia, extraído de uma publicação de 23 de  dezembro de 2016 do blogue esQrever – Pluralidade, Diversidade, Inclusão LGTBI. Respeitou-se a norma ortográfica do original.

<i>Hipo-</i> («cavalo») vs. <i>hipo-</i> («inferior, sob»)
Dois elementos de origem grega que são homónimos

O termo hipotensão tem as mesmas duas sílabas iniciais de hipopótamo, mas esta e aquela palavra escondem dois elementos diferentes, um prefixo e um radical de origem grega que são homónimos no português contemporâneo. À volta de um episódio ocorrido numa escola em Portugal, o professor João Nogueira da Costa publicou em 11 de novembro de 2018, na sua página de Facebook, o apontamento adiante transcrito e dedicado a um contraste semântico e etimológico que convém conhecer desde cedo.

Das linhas de trincheira ao olho do furacão
As metáforas da pandemia (I)

«A pandemia que se vive atualmente apresentou-se como um fenómeno ímpar e misterioso, o que fez dela um caminho fértil para o desenho de metáforas.» Tomando como ponto de partida este conceito, a professora Carla Marques explora um conjunto de metáforas do campo da guerra e das catástrofes naturais, que têm sido mobilizadas para falar da pandemia que se vive. 

A reforma ortográfica e os afetos
O lado humano da ortografia

Embora constitua um domínio técnico, a língua é fonte de afetos e a relação do homem com a sua língua pode ser entendida à luz desta realidade, como nos explicava Carla Marques num artigo de opinião  publicado no Correio da Educação, revista digital das Edições ASA, de 25 de novembro de 2011.