Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Gramática formal e ensino
Uma entrevista com o linguista João Costa

«Não defendo uma aplicação direta dos modelos teóricos da linguística formal ao ensino e aprendizagem da língua materna. É necessária, contudo, a explicitação, para que haja um uso mais consciente da língua.» Declarações do linguista João Costa, que, em Portugal, é também Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XXII Governo Constitucional, acerca de como aproximar, atualizando-os, os conteúdos gramaticais do ensino não universitário dos avanços dos estudos científicos sobre as línguas e o fenómeno da linguagem humana em geral. Entrevista publicada na revista científica ReVel (v. 19 n. 37 de 2021).

Fernão de Oliveira: a
Sobre a Grammatica da Lingoagem Portuguesa de 1536
Por Maria Clara Barros

«Na Grammatica da Lingoagem Portuguesa [publicada  em 1536] Fernão de Oliveira [1507-1567] descreve a língua da época, o português clássico, que se caracteriza pela normalização e estandardização do idioma, em flagrante contraste com o período antecedente, o do português arcaico, que corresponde a uma fase de intensa evolução.» Apresentação da linguista Maria Clara Barros (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), marca assim o lançamento da edição fac-similada da primeira gramática da língua portuguesa na Colecção Tesouros das Bibliotecas, uma iniciativa do jornal Público no ano de 2021.

Usuários da Língua Portuguesa
Únicos e legítimos proprietários

«A CPLP – lembra neste artigo* o músico,  compositor e professor universitário angolano Filipe Zau (recém-nomeado embaixador da Boa Vontade para a área da língua portuguesa) – é uma organização de Estados que tem como objectivos: a concertação político-diplomática nos fora internacionais; a cooperação multilateral e multi-sectorial; e a promoção e difusão da Língua Portuguesa, intra e extra-comunitariamente.»

* in Jornal de Angola do dia 23 de setembro de 2021. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

Três ilusões e a origem do nome da Lua
A Lua engana-nos — e tem uma cicatriz no nome

Da origem da palavra lua às designações que recebem em diferentes línguas, sem esquecer a sua forma. Este é o mote que dá o ponto de partida para a crónica* de Marco Neves, divulgada no blogue do autor (Certas Palavras).

 *O autor escreve segundo a norma de 1945.

A finalidade moral da literatura
Um contributo para o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória

A literatura pode e deve ser edificante, no sentido de ajudar a formar pessoas responsáveis, autónomas,  integras, inovadoras. Altruístas, sensíveis, criativas.

Esta potencialidade da literatura poderá ser reforçada pela atualidade dos temas que aborda, tornando-a dinâmica, atemporal, reflexiva. Se a todos esses fatores acrescentarmos o deleite, o prazer de ler, o desenvolvimento da compreensão escrita, da expressão, do raciocínio, a literatura é, indubitavelmente, a maior ferramenta de desenvolvimento do aluno, do ser humano, em geral.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

 

<i>Ir</i>
Do verbo de movimento aos movimentos da vida

A versatilidade do verbo ir, desde os significados de deslocação espacial às combinações plurais que permite, na crónica* de Carla Marques.

*Crónica emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, no dia 19 de setembro de 2021.

Dos anos letivos, os velhos e o novo
Reflexão acerca das mudanças

«Gosto de contar estas histórias [acerca de algumas mudanças no ensino] aos mais novos, especialmente os meus estudantes, que não sabem (e não têm como saber) como era Portugal há 50 anos e que, como tal, não têm defesas contra os crónicos detratores do sistema, pregadores das desgraças da democracia e das instituições democráticas, fanáticos do elitismo e da sociedade estratificada, defensores do "antigamente é que era bom", avessos à liberdade e aos direitos que a maioria de nós apenas conquistou depois de 1974» – declara a linguista Margarita Correia nesta crónica publicada no Diário de Notícias no dia 20 de setembro de 2021.

Os filmes são coisas filmadas…
Os verbos filmar e gravar na área do cinema

«Que faz com que já não se fale em filmagens, havendo cada vez mais discursos que descrevem os filmes como resultado de uma gravação? Deparamos mesmo com membros da mais antiga e admirável aristocracia cinematográfica – refiro-me aos actores e actrizes – a dizerem que estiveram a gravar um filme.» É com base nesta premissa que o autor, o crítico de cinema João Lopes, escreve acerca do desuso de alguns termos na área do cinema para dar lugar a outros, num artigo publicado no Diário de Notícias em 19 de setembro de 2021 (mantém-se a ortografia de 1945, seguida pelo autor).

 

O poder mágico da literatura
Um desafio, uma escolha

A grande missão do professor de Língua Portuguesa, seja ele o de Portugal, o do Brasil, o de Angola, ou de outros países lusófonos é a de levar até aos seus alunos um pouco do outro através do exercício da leitura literária, para que ele interiorize verdades. Poderá ser através da poesia, do romance, da peça de teatro, mas que, acima de tudo, seja capaz de cumprir um papel de formação social e humana e que contribua para a educação estética e a sensibilidade perante o mundo.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

Como evitar a ambiguidade?
Três casos (de algum modo) resolúveis

«Alguns dias atrás, perguntaram-me o que deve ser feito para evitar a ambiguidade na escrita – há algum macete, alguma fórmula?» Neste texto, Gabriel Lago trata de três situações ambíguas recorrentes na língua portuguesa, nomeadamente: o comparativo como na indicação do objeto; o relativo que com mais de um termo que pode ser retomado; o artigo ou preposição a antes do possessivo feminino. Apontamento publicado originalmente no Facebook Língua e Tradição no dia 12 de setembro de 2021.