Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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O género de covid
Afinal é «o covid» ou «a covid»?

«Se diferentes especialistas podem, de forma legítima, questionar qual a forma correta das palavras, o linguista vê aqui um fenômeno muito interessante: por que as pessoas atribuiriam gêneros distintos a esse item lexical? Mera indecisão, fruto de um amplíssimo desconhecimento? Parece-nos que esse juízo depreciativo impede a percepção das lógicas que subjazem à variação», afirmam Eduardo Henrik Aubert e Marcelo Módolo neste artigo sobre o género da nova palavra covid. 

Despedir e pedir
Verbos da covid-19

As notícias de que, em Portugal, há trabalhadores que escondem sintomas da doença covid-19, com receio de despedimento, dão o mote que leva à origem da palavra despedir e ao cotejo com o verbo pedir, que embora tenha sonoridades semelhantes, não partilha sentidos com despedir. Uma crónica da professora Carla Marques emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 12 de julho de 2020.

Português, língua nacional angolana – 2
As responsabilidades do segundo país com mais falantes de português no mundo

Segundo artigo* do jornalista, escritor e ex-ministro angolano João Melo sobre a situação do português no segundo país com mais lusofalantes em todo o mundo, depois do Brasil, com considerações ainda sobre o impasse no país sobre Acordo Ortográfico de 1990.

* in Jornal de Angola, de 8 de julho de 2020 (a transcrição conserva a  norma ortográfica do original, de 1945, ainda em vigor em Angola).

Na imagem, Novo dia alegre em Luanda – III (2016), de Álvaro Macieira. Fonte: página pessoal do artista.

Português, língua nacional angolana – 1
Política linguística precisa-se em Angola

«Que língua portuguesa é essa que os angolanos falam? Quando mais virou “mas” e sou é substituído por , por exemplo, a resposta pode ser perturbadora», escreve o escritor, escritor e ex-ministro João Melo, neste primeiro artigo* em que aborda a situação da língua portuguesa no segundo país da CPLP com mais lusofalantes, defendendo que tudo passa pela «escola» – com as indispensáveis «balizas (normas ortográficas, gramática, vocabulário, etc.).»

 *Publicado em 1 de julho de 2020 no Jornal de Angola, a que seguiu um segundo texto, ambos escritos conforme a norma de 1945, ainda em vigor no país.

Na imagem, Paisagem de Angola com embondeiro e figuras (1990), de Albano Neves e Sousa (1921-1995). Fonte: Invaluable.

Qual é a origem da palavra <i>avião</i>?
Máquinas, palavras e inventores

«Numa semana em que a TAP e a falta de aviões cheios de ingleses dominaram as notícias, investigo a origem da palavra avião» – declara o tradutor, professor universitário e divulgador de temas de linguística Marco Neves, a propósito do que foi notícia em 5 de julho de 2020. Crónica publicada no Sapo 24 e no blogue Certas Palavras e aqui transcrita, mantendo a ortografia original (norma de 1945).

O português, o espanhol e a intercompreensão
Ouvir a língua do vizinho

«Não se tenha a ilusão de que falar “portunhol” seja garantia de se ser compreendido, nem de se comunicar com mais eficácia do que falando português de forma pausada e bem articulada», observa* a linguista Margarita Correia na sequência do E-Fórum 2020 – Potencial das Línguas na Recuperação das Economias: Contributos do Espanhol e do Português, encontro que a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

*Artigo de Margarita Correia in Diário de Notícias do dia 7 de julho de 2020, a seguir transcrito com a devida vénia.

A questão do português de Angola
Dificuldades na sua fixação

Desenvolvendo uma reflexão repartida por três textos publicados em 28 de junho de 2020 no Jornal de Angola, o professor universitário Luís Kandjimbo tece considerações a respeito das repercussões institucionais – nomeadamente, no ensino –  da falta de um debate fundado e crítico da situação linguística de Angola, bem como sobre a questão da elaboração da variedade angolana do português.

– "O problema da variedade angolana do português";

– "Defender a soberania epistemologia";

– "Linguística da literatura angolana".

 

 

O problema da variedade angolana do português
Para um pensamento crítico autónomo

«[S]em uma teoria angolana da planificação linguística e correspondente política linguística não há sinais que assegurem a possibilidade de admitir a existência da variedade angolana do português» – sustenta o professor universitário angolano Luís Kandjimbo num artigo publicado no Jornal de Angola no dia 23 de junho de 2020, a propósito dos constrangimentos institucionais causados pela falta de conhecimento fundado do português de Angola (escrito de acordo com a norma ortográfica de 1945, que continua a vigorar em Angola).

Ler também textos associados "Defender a soberania epistemológica" e "Linguística da literatura angolana".

Defender a soberania epistemológica
A qualidade do debate sobre a variedade angolana do português

Sobre a situação linguística de Angola, Luís Kandjimbo considera que «[...] em Angola, os argumentos circunstancialmente dominantes sobre o Acordo Ortográfico não acrescentam razões que assegurem a consistência devida para serem legítimos no debate sobre a variedade angolana do português». Reflexão associada aos textos associados: "O problema da variedade angolana do português" e "Linguística da literatura angolana".

Linguística da literatura angolana
Uma diferenciação já antiga

«[...] [A] linguística da literatura angolana continuará a ser uma fonte inestimável para legitimar o português angolano», afirma o professor universitário angolano Luís Kandjimbo em parte do conjunto de reflexões* sobre o português angolano que publicou em 28 de Junho de 2020 no Jornal de Angola.

 

* Ler também os textos associados: "O problema da variedade angolana do português" e "O problema da variedade angolana do português".