Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
A palavra árabe <i>maktub</i>
Com breve nota etimológica sobre Moçambique

«Maktub é uma palavra de origem árabe que significa "estava escrito" ou "já estava escrito", traduzindo a ideia de predestinação, destino ou aceitação de que os acontecimentos são da vontade divina» –observa o professor João Nogueira da Costa a respeito de uma raiz do árabe que encerra a noção de «escrita» e que está também na formação de Cutubia ou Kutubia, nome da famosa mesquita principal de Marraquexe, em Marrocos. 

Um animal com nomes carinhosos em várias línguas
Porquê?

«A graciosa doninha era considerada, em tempos remotos, um animal demoníaco: quem por ela passasse tinha morte inesperada» – refere o professor e consultor João Nogueira da Costa neste apontamento sobre os nomes que em várias línguas se dá ao animal genricamente chamado doninha. Apontamento publicado na página deste consultor no Facebook 

«Ainda», em vez de «ainda não»
Um curioso moçambicanismo

Voltando às suas raízes moçambicanas, o professor João Nogueira da Costa dá conta de um uso característico do português de Moçambique, o do valor negativo de ainda, quando ocorre em lugar de «ainda não».  

<i>Teto</i> ou <i>telhado</i>?
As cheias de janeiro de 2026 em Moçambique

«Um amigo meu moçambicano escreveu o seguinte por causa das atuais cheias no seu país1: "Aqui a situação está cada vez mais preocupante. Uma mulher deu à luz no tecto." Perguntei-lhe: teto ou telhado

Um apontamento do professor e consultor João Nogueira da Costa sobre o uso de teto nas notícias a respeito das graves cheias ocorridas em Moçambique em janeiro de 2026.

A moda da expressão «6-7»
O que é e o que nos diz sobre a língua de hoje

O meme 6-7, que se tornou viral em 2025 entre crianças e adolescentes, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais e pelos recreios escolares. Embora a expressão não tenha um significado lexical fixo, serve como um sinal social, permitindo criar humor, marcar identidade de grupo e distinguir quem participa da cultura digital.

A consultora Sara Mourato analisa a origem musical e digital de 6-7, bem como o seu funcionamento linguístico e social.

A influência tupi no português do Brasil
A visão do linguista Glastone Chaves de Melo

«O linguista [Glastone Chaves de Melo] critica tanto os estudiosos portugueses, que ignoravam os avanços da filologia brasileira, quanto os brasileiros que, movidos por lusofobia, desejavam (desejam?) repudiar o legado europeu e advogar uma independência linguística impossível» – sublinha o gramático Fernando Pestana neste artigo em que resume e comenta a posição do referido linguista brasileiro relativamente ao impacto das línguas do grupo tupi na evolução do português do Brasil. Texto incluído em 20/10/2020 no mural Língua e Tradição (Facebook) e aqui transcrito com a devida vénia.

O que é um nome magiar?
A propósito do Nobel da Literatura de 2025

László Krasznahorkai ganhou o Prémio Nobel de 2025, e, em Portugal, os profissionais dos media devem ter sentido alguma perplexidade quanto à maneira mais adequada de pronunciar o nome do escritor. Sobre a língua nacional da Hungria e aos gentílicos relativos a este país, um apontamento do consultor Carlos Rocha.

Isaac Alonso Estraviz
O autor de um dicionário galego de português
Por Miguel Anxo Fernán Vello

«[O Dicionário Estraviz] [...] de livre acesso e em linha ultrapassa bem os 150 000 verbetes ou entradas de vocábulos, incorporando, além do léxico galego, as formas léxicas da comunidade de países de língua portuguesa, herdeira esta, como é bem  sabido – com as suas diferentes evoluções e variedades – do idioma próprio do nosso velho país galego» – sublinha o escritor e editor galego Miguel Anxo Fernán Vello, neste artigo que assinala os 90 anos de vida que o lexicógrafo, também galego, Isaac Alonso Estraviz, completou em 2025. Adaptado ao português, apresenta-se o texto originalmente escrito em galego e incluído em 01/08/2025 no jornal El Progreso, publicado em Lugo (Galiza). 

 

O que os jeitos de falar dizem sobre nós e os outros
Como a variação da língua influencia a perceção social e molda identidades

 «A construção de julgamentos com base na fala não é um fenômeno novo. [...] [E]sse comportamento aparece até em textos bíblicos.»

Artigo de divulgação científica da autoria do jornalista brasileiro Arthur Marchetto e publicado na Revista Pesquisa FAPESP (n.º 354, edição impressa), em agosto de 2025, e republicado no jornal digital Nexo. O tema em destaque é o da investigação sobre a possibilidade de os falantes mudarem de pronúncia quando migram da terra natal para outro lugar, no mesmo país. Transcreve-se o texto com a devida vénia, mantendo as características brasileiras do original, exceto no subtítulo, adaptado ao português de Portugal.

O que falta para normalizar a língua guineense? 
O debate foi lançado

 «A dinâmica linguística [do kriol] na escrita e na oralidade, nas redes sociais, rádios, nos livros e blogs, sobretudo pela sua expansão mundial através da sua diáspora, mesmo sem uma base consensual e formal, faz com que a cada dia se torne imperativa a sua oficialização» – sublinha a jornalista guineense Karyna Gomes a respeito de um debate que se realizou em 9 de maio de 2025, no âmbito da Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau promovida pela Associação MoAC Biss, e que foi dedicado ao tema da oficialização do kriol ou crioulo guineense. Trabalho publicado em 14 de maio de 2025 no jornal digital Mensagem de Lisboa e aqui divulgado com a devida vénia.