Pelourinho - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Português na 1.ª pessoa Pelourinho
Registos críticos de maus usos da língua no espaço público.
<i>Clean & Safe</i>
Selo português pró-turismo em Portugal... em inglês

Ao selo atribuído pelo Turismo de Portugal como certificado da higiene e limpeza dos estabelecimentos abertos ao público em contexto de covid-19 foi dado o nome inglês de Clean & Safe . A língua portuguesa ficou, mais uma vez, em segundo plano. 

Excelente a lei. O pior é a sua (não) aplicação
Um caso, entre tantos, da subalternização comercial do português

Nove línguas –  até em polaco e russo! – ... menos em português num manual de instruções de um amplificador de rádio, comercializado em Portugal?!

 Malvado vírus!...
... que nem a distância recomendada lhe escapou.

Até com a cedilha e o acento circunflexo há que respeitar a distância q.b. à covid-19!...


“Pérolas” da língua portuguesa
Erros primários que saltam do ecrã

Uma confusão absurda no uso da expressão «ouvidos de mercador» e um erro primário na conjugação do verbo manter neste apontamento da professora Arlinda Mártires sobre um deslize que passou na RTP3.

O ponto abreviativo... sempre tão esquecido
Obrigatório em qualquer abreviação

Mais um exemplo em que a omissão do obrigatório sinal abreviativo numa ordenação classificativa  – 1.º, 2.º, 3.º, 4.º...– faz (a)parecer um quadro da meteorologia com os respetivos graus da temperatura...

As voltas trocadas do «mais bem» e do «melhor»
Comparativos de bem e de bom

Desencontros recorrentes na televisão portuguesa com o emprego do melhor (comparativo de bom) e do  mais bem (comparativo de bem). 

 

A bomba atómica e o combate científico e da medicina...
... com a confusão entre dois nomes japoneses

À volta da covid-19, muitos são os termos, as doenças e síndromes emergentes no espaço público. É o caso aludido na imagem ao lado –   uma doença inflamatória pouco comum que afeta principalmente crianças até aos cinco anos de idade –, com o nome confundido com uma das cidades japonesas bombardeadas com o único ataque nuclear perpetrado na História da Humanidade, realizado pelos  Estados Unidos  na II Guerra Mundial, em agosto de 1945.

Como (não)  publicar erros gramaticais
O verbo haver e os seus tratos de polé
Por José Mário Costa/Sara Mourato

O pobre do verbo haver, volta e meia, lá tem de vir  para o Pelourinho... Não ele, sem culpa nenhuma, mas por causa de quem faz tábua rasa do – provavelmente –  normativo mais básico da gramática.

 

Um preço inexistente
A forma errónea 0,37 "cêntimos", a propósito do custo do petróleo

O começo do mês de março de 2020 fica marcado não só pela propagação da doença do coronavírus, mas também pela queda do preço do petróleo em resultado de um diferendo entre a Federação Russa e a Arábia Saudita. Um jornal português até dá conta de o petróleo estar mais barato do que a própria água, que por litro custa cerca de... "0,37 cêntimos". Mas será este o valor que se pretende mencionar? O professor Guilherme de Almeida, especialista em termos e unidades de medida, explica como a notícia exibe e reitera um erro crasso.

O autor segue a ortografia anterior à norma atualmente em vigor.

A bem da previdência e do respeito pela língua da República
Uma candidatura a precisar de urgente revisor linguístico...

O cartaz da apresentação  pública da candidatura do deputado português André Ventura à Presidência da República tinha não um, não dois, mas três erros  tão garrafais quanto a respetiva legenda...