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Falares e Ditarenhos do Alentejo
Luís Miguel Ricardo
Lugar da Palavra Editora, 2017 1K

Falares e Ditarenhos do Alentejo, de Luís Miguel Ricardo, é um livro que apresenta a maneira de falar dos alentejanos «em redor de um balcão entre copos e petiscos». A globalização põe em risco o perpetuar destes falares e esta obra, no discurso do autor, pretende contribuir para contrariar esta situação. A seleção de termos e expressões não se cinge só a uma parte do Alentejo, mas a todo o Alentejo e, daí, se ter iniciado em 2010. E, diga-se, não foi só trabalho do autor, mas de um grupo de pessoas motivadas com este propósito. O resultado foi mais de 4000 entradas. As expressões e os vocábulos identificados são indicadores históricos e etnográficos de um povo de uma dada região. É resultado de um trabalho profícuo de uma equipa que nos apresentou vocábulos e expressões como: «parrascana», «chaparro», «fado d'um cabrão!», «xiribita», «sono assado», «fezes», «enzamboêrado dos cornos», «mode quem?», «O boi em terra alheia qualquer vaca o encorneia», «cagarrinha», «chumbadela», «melhadura», «pelengana», «é tão certo como um galo cantar de bico aberto», «fazer um mandado», «tem avondo», «cadelêro», «apanhar uma charambutada», e outros...  

Um reparo final para a omissão da bibliografia consultada pelo autor, tendo em conta, até, as inúmeras obras anteriormente publicadas sobre o linguajar alentejano. Por exemplo (e para citar apenas os integrantes da biblioteca do Ciberdúvidas): Dicionário de Falares do Alentejo, Dialecto Alentejo, Tratado das Alcunhas Alentejanas, A Linguagem Popular do Baixo-Alentejo ou Motivos Alentejanos.

 

Cf. Alentejo – Uma Seara Vocabular, de José Rabaça Aguiar, em colaboração com os alunnos da Escola Básica Integrada Fialho de Almeida, de Cuba.

 

Filipe Carvalho