Miguel Faria de Bastos - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Miguel Faria de Bastos
Miguel Faria de Bastos
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Miguel Faria de Bastos é advogado, luso-angolano;  estudioso de Interlinguística (vg, Esperanto e Esperantologia).

 
Textos publicados pelo autor

Adotabilidade (adoptabilidade, antes do Acordo Ortográfico de 1990) é a possibilidade  ou capacidade de alguém (menor)  ser  adotado (adoptado, antes do AO-90) ficando, por via da adoção (adopção, antes do AO-90), com um estatuto jurídico total ou parcialmente igual ao dum filho natural, inclusive para efeitos sucessórios[1].

Esta última é a definição jurídica que sinteticamente dou. Claro que se podem adotar medidas, atitudes, comportamentos, ideologias, filosofias, etc. e também adotar um animal de estimação em sentido análogo corrente.

E há ainda o substantivo adaptabilidade, que é a possibilidade  ou capacidade de alguém (ou algo) se adaptar a alguém ou a algo, se tornar «apto» para algo.  Segundo o Acordo Ortográfico de 1990 (AO-90), aqui o p não caiu, porque se lê, inclusive no adjetivo adaptável. O conceito não é jurídico.

 

[1 No Brasil, as palavras adotar e adoção já não se escreviam com p antes da entrada em vigor do AO 90, em 2009.]

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A história e características da língua artificial mais falada e bem sucedida no mundo

As principais características da língua artificial mais falada e bem sucedida no mundo. Foi criada no fim do séc. XIX pelo judeu (de nacionalidade polaca) Ludwik Lejzer Zamenhof*, com o propósito de servir para comunicação à escala planetária, entre os povos das suas, na altura, 57 nações atualmente, 193 países segundo a lista oficial da ONU – e os falantes das 6 909 línguas diferentes em todo o mundo.

* em Esperanto, Ludoviko Lazaro Zamenhofo

Ambos os lexemas – subsídio e abono – são polissémicos, como se vê pelos plúrimos significados que lhes são atribuídos pelos dicionários de referência. Numa das vertentes de significação podem-se considerar sinónimos em linguagem coloquial.

O legislador português não dá definições diferenciadas para cada um destes lexemas, aplicando ora um ora outro sem aparente diferença de significado. A definição pode, porém, construir-se como uma atribuição pecuniária feita pelo Estado ou por uma entidade pública ou patronal, por força de lei ou de norma supranacional, a favor dum cidadão ou entidade  com o fim de compensar uma situação de carência material, dor moral, responsabilidade especial, ónus ou risco ou de fomentar uma atividade de interesse público ou possibilitar a concorrência empresarial quanto a produtos de primeira necessidade.

O termo abono é usado no campo da Segurança Social. Exemplos jurídicos do termo abono1:

– Abono de família – Seg. Social – Prestação em dinheiro atribuída mensalmente, com o objetivo de compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens.

–  Abono pré-natal – Ajuda Seg. Social às mulheres grávidas

Exemplos do termo subsídio2:

– Subsidio de desemprego

– Subsidio de férias

– Subsidio de chefia

– Subsidio de alimentação

–  Subsidio de parentalidade

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Pela primeira vez em Portugal, de 28 de julho a 4 de agosto de 2018

Artigo de apresentação do 103.º Congresso Universal de Esperanto, realizado pela primeira vez em Portugal, sob o lema Culturas, línguas, globalização: Que rumo doravante?”.

[Cf. O Esperanto em congresso mundial pela primeira vez em Portugal, in jornal "Público", 17 de julho de 2018]

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Se têm tradução em português, porquê counsel e «corporate services providers»?