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Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

1. Seis novas entradas no consultório desta semana*. Por exemplo: como se pronuncia Pavalhã? Quanto a questões sobre formação de palavras, são duas as respostas: pormenor e outra sobre um grupo de palavras a partir de elementos de composição. De Espanha, pede-se um esclarecimento sobre funções sintáticas. E do Brasil chegaram-nos dois temas para elucidação: o uso do pretérito-mais-que-perfeito e da vírgula nas orações subordinadas adverbiais.

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana – agora à terça-feira. Entretanto, sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.  

2.  Não se esgota aqui a presente atualização do Ciberdúvidas: 

Na rubrica Pelourinho, damos conta de dois registos críticos: um, infelizmente muito recorrente nos media portugueses – o tropeção na conjugação do verbo intervir – e o segundo à volta de um flagrantíssimo “portunhol”.

Em O Nosso Idioma deixamos disponível o texto Cinco boas resoluções linguísticas de Ano Novo, da autoria de Sandra Duarte Tavares, transcrito da edição digital da revista portuguesa Visão.

E, nas Notícias, damos nota das primeiras declarações públicas do novo presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, o embaixador Luís Faro Ramos, em entrevista ao semanário português Expresso, de 13 de janeiro p.p. 

 

3. Os 21 anos do Ciberdúvidas, entre muitos cumprimentos recebidos, de que aqui deixamos público reconhecimento, não escaparam também ao Google – que, muito simpaticamente, lhe dedicou a ilustração ao lado**. O nosso obrigado pela gentileza.

** Já agora, amigos do Google, para a próxima não esqueçam da vírgula, sempre obrigatória no vocativo!... 

Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

1. A 15 de janeiro de 1997 nascia o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. 21 anos decorridos, seja-nos permitido realçarmos a singularidade deste projeto em todo o espaço de língua oficial portuguesa, desde a sua criação. Assente na filosofia de um verdadeiro jornal – espaço simultaneamente noticioso, de esclarecimento, reflexão e polémica sobre o idioma comum de oito povos, em toda a sua diversidade histórica e geográfica (e com essas áreas, de informação e opinião, sempre delimitadas). Contando, à data, no seu arquivo com cerca de 45 mil respostas e outros textos sempre disponíveis, dos mais diversificados sobre o português escrito e falado, não tem sido isento de dificuldades a manutenção deste serviço  público, gracioso e universal, sem quaisquer apoios senão a generosidade dos seus consulentes mais dedicados. A eles, e ao grupo de consultores que garantem o regular funcionamento do consultório, o nosso bem-hajam. 

2. Na atualização deste dia*, deixamos em linha 10 novas respostas. Entre elas, destacamos o pedido de esclarecimento chegado do Brasil sobre esta curiosa frase de Jorge Amado, em Capitães da Areia, «Tú vae acabar tútú!». E um outro, de um consulente português, a propósito da frase idiomática «Fazer-se de Inês». Dois novos colaboradores do Ciberdúvidas assinam estas respostas: os professores Regina Antunes Meyerfeld e Artur Morão. Outras dúvidas: a eventual redundância da expressão «Render preito e homenagem a alguém», a sinonímia de anestético e de anestésico e, ainda no domínio da semântica, se vingará em Portugal o neologismo arrobar, como acontece na vizinha Espanha. De Angola, chegou-nos o pedido de distinção ente conjunções e preposições. Finalmente, a nível sintático, analisa-se uma construção clivada, bem como se esclarece uma dúvida sobre a hipótese de um complemento direto preposicionado; e ainda se aborda o caso de uma passiva adjetival.

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana – agora à terça-feira. Entretanto, sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.  

3. As rubricas Montra de Livros e O Nosso Idioma trazem também novos conteúdos: registos sobre os dicionários de regionalismos Falares e Ditarenhos do Alentejo e Pragas e Falares do Algarve; e um texto transcrito da Revista do semanário “Expresso” do dia 6 p.p., da autoria de José Tolentino Mendonça sobre verbos «que pressupõem a repetição e convocam uma multitude de sentimentos». 

4. A plataforma CiberEstudo, inaugurada em maio de 2017, outro projeto educativo da Associação Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, e patrocinada em exclusivo pela Fundação Vodafone, está a ter grande aceitação junto de alguns agrupamentos de escolas de ensino básico e secundário em Portugal. Mais pormenores na rubrica Noticias.

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1.  Na semana de entrada no novo ano e no regresso às atualizações semanais do Ciberdúvidas*, o consultório responde a nove perguntas que abrangem áreas muito diversificadas. Por exemplo: nada ocorre em duas respostas de teor muito diferente (aqui e aqui); um esclarecimento de uma interessante pergunta sobre mesóclise e outro sobre a distinção entre o que conjunção ou pronome relativo; uma ocorrência atípica de complemento indireto. Por fim, no domínio da semântica, poderá a água ser um alimento?

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana – agora à terça-feira. Entretanto, sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.   

2.  Na rubrica Montra de Livros assinalamos três novos registos: sobre o Dicionário de Calão do Porto, da autoria de João Carlos Brito, e a propósito das obras Introdução à Escrita Criativa e Dialogar em Português, de João de Mancelos e de Helena Lemos, respetivamente. E, no Pelourinho, fica o texto Desmerecimento(s) para com o seu próprio idioma – um apontamento crítico à volta da não tradução dos títulos de dois filmes estrangeiros em salas de cinema portuguesas. 

3.  «A língua portuguesa é provavelmente a maior herança de Portugal no Brasil. Um património imaterial que hoje permite criar pontes criativas entre países lusófonos.» – foi o ponto de partida de uma visita do magazine Imagens de Marca ao Real Gabinete Português de Leitura, do Rio de Janeiro, e às obras de restauro do Museu da Língua, em São Paulo. Emitido na SIC Notícias no passado dia 29/12/2017, este tributo ao nosso idioma comum pode ser (re)visto  aqui.

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1.   Coincidente com a pausa escolar do Natal em Portugal, o Ciberdúvidas regressa com as suas atualizações regulares* a 2 de janeiro de 2018. Até lá, desejamos Boas Festas e um feliz ano novo a todos os que, por este mundo fora, nos consultam regularmente, querendo saber sempre mais sobre a língua portuguesa**.

* 2 de janeiro de 2018 – uma  terça-feira, o dia das atualizações temáticas semanais do Ciberdúvidas. Entretanto, sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.  

**Cf. Votos de Boas-Festas e feliz Ano-Novo + «Ano Novo» e «Ano/ano novo» + Votos de próspero ano novo! +  Boas-festas, «boas festas para todos!»

2.   No consultório ficam em linha nove novas respostas. Giram, por exemplo, à volta da sintaxe (aquiaqui e aqui, entre outras), sobre a diferença semântica de simulacro e de simulação e quanto à acentuação da palavra silêncio. Ou, ainda, a propósito desta pergunta: «Em que contextos se deverá usar a forma de tratamento "Dona" com uma senhora?»  

3.   O episódio 34.º do programa do provedor do telespectador da RTP, “A Voz do Cidadão”, debruçou-se de novo sobre o mau uso da língua nos vários canais da televisão pública portuguesa. Algumas das incorreções e desvios à boa ortografia mais recorrentes aí foram**** comentados pela nossa consultora Sandra Duarte Tavares. Como se pode (re)ver a partir do minuto 7.

**** Foram referidos os casos  do mau uso dos verbos evacuarintervirver e vir; da expressão "mau estar"; do plural do pronome indefinido qualquer; da prolação de acordos, de alcoolemia e de rubrica; e  da confusão entre o  e o à.

 

4.   Iniciativa da Porto Editora, que se vai repetindo desde 2009, a votação para a palavra 2017 decorre até ao dia 31/12. A votação far-se-á entre os 10 vocábulos previamente selecionados: afeto, cativação, crescimento, desertificação, floresta, gentrificação, incêndios, independentistaperegrino e vencedor.

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1. O curioso regionalismo português estar com fezes é uma das 9 novas respostas que ficam em linha no consultório, na presente atualização semanal do Ciberdúvidas*. Outros esclarecimentos referem-se à grafia de nomes próprios antigos, como se relacionam numa mesma frase uma oração subordinada e outra coordenada ou sobre o emprego de uma oração subordinada adverbial proporcional («Quanto mais dorme, mais sono tem»). Do Brasil, chegou-nos o pedido da contagem de fonemas nas palavras bebê e bebe. Quanto ao adjetivo primeiros… aos primeiros raios de sol…»), poderá ser ele um adjetivo numeral? E como traduzir adequadamente a expressão inglesa real time? E, ainda, como se classifica uma oração iniciada por onde? Para finalizar, voltamos esta semana a Álvaro de Campos para refletirmos sobre uma hipálage singular no início da Ode Triunfal.

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana – à terça-feira. Entretanto, sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.  

 

2. Portugal ocupa o 30.º lugar na avaliação da literacia em leitura dos alunos do 4.º ano, entre 50 países: baixou 11 posições nos testes de leitura efetuados pelo estudo internacional Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS) em relação a 2011, ano da última avaliação, contrariando a tendência dos bons desempenhos internacionais obtidos nos últimos anos por estudantes portugueses. Este estudo realiza-se de cinco em cinco anos e os resultados foram divulgados esta terça-feira. Em 2011, data da última avaliação, os alunos portugueses tinham conquistado a 19.ª posição. Contudo, Portugal continua acima da média (500 na escala de PIRLS, que vai de 300 a 700). 

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1.   A 19 de novembro de 1935, já muito debilitado da crise hepática que o haveria de vitimar no hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa – faz precisamente 82 anos no dia 30 do presente mês –, Fernando Pessoa escreve o último poema na língua materna: «Há doenças piores que as doenças»No entanto, é em inglês que  ele redige a última frase, na véspera do seu falecimento: «I know not what tomorrow will bring1. É o que recorda a professora Maria Eugénia Alves, na reflexão que assina na rubrica O Nosso Idioma quanto à surpreendente opção do poeta, na sua hora final, pelo idioma em que fora educado em Durban

1 Em português: «Não sei o que o amanhã trará 

2. Uma segunda efeméride  destes dias são os 25 anos do SMS, sigla do inglês Short Message Service, «serviço de mensagens curtas». Foi  a 3 de dezembro de 1992 que a primeira mensagem de texto (“Feliz Natal”) foi enviada por Neil Papworth, um jovem engenheiro informático, então com 22 anos de idade, a um colega de trabalho, através de uma operadora comercial, no Reino Unido. Sobre esta sigla e as suas marcas no vocabulário comum do português neste meio século decorrido, vários textos podem ser procurados no arquivo do Ciberdúvidas.² E na rubrica Diversidades deixamos transcrito um trabalho difundido pela agência Lusa sobre o que o uso «desenfreado» do SMS mudou a forma de se escrever... inclusive nas salas de aula.

² Por exemplo: Um SMS ou uma SMS? E o plural?O género de SMS + Sigla e empréstimo  + A “smsização” da língua  + Dicionário para chat, SMS e e-mail

3. No consultório³, responde-se a sete perguntas, que abrangem áreas muito diversificadas: da singular expressão «entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato», usada em parlendas no Brasil, ao uso do verbo ouvir selecionado pelo verbo de controlo querer, a partir de uma frase do Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira: «Já que me não querem ouvir os homens […]». Ainda no domínio da sintaxe, o esclarecimento é sobre o emprego do infinitivo com sujeito acusativo. E, para terminar, será a etimologia de lâmpada a mesma de lampreia?

³ Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana – agora à terça-feira. Entretanto,sempre que a atualidade ou a relevância informativa o justificar, não deixaremos de o assinalar nos Destaques.  

4.  Évora e a sua milenar região é o tema do sexto episódio da 10.ª série do magazine televisivo Cuidado com a Língua! Na segunda-feira, dia 4 de dezembro de 2017, no primeiro canal da RTP, depois das 21h00 (hora oficial de Portugal continental). Com repetição nos demais canais da televisão pública portuguesa, ficando depois acessível, também, na aplicação RTP Play. 4

4 Interrompido nesta data pela RTP 1, Cuidado com a Língua!  voltará só em 2018, em dia e horário ainda por se saber.

 

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1. Na presente atualização do Ciberdúvidas – que, a partir da próxima semana, passa a ser à terça-feira*, ficam disponíveis no consultório 12 novas perguntas. Por exemplo, estas: ♦ «Em vez de “Eu te batizo...” não deveria ser “Eu batizo-te...”?». «Deve dizer-se “orientar para…” ou “orientar a…”?». ♦ Qual a diferença entre «faixa de rodagem» e «via de rodagem»? ♦ «Como devemos assinalar o refrão de uma cantiga de amigo, quando fazemos o seu esquema rimático?». ♦ «Como se podem diferenciar no uso “sob aviso” e “sobreaviso?”». E, ainda, questões à volta de uma oração subordinada substantiva completiva nos Contos de Eça de Queirós, sobre um poema de Álvaro de Campos e uma última a propósito da classificação sintática de três frases iniciada com os pronomes interrogativos Que, Qual e Quem.

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana. Passa a ser, futuramente, sempre, à terça-feira.  E, como até à data, sempre que a atualidade ou a importância do assunto o justificar, não deixaremos de o noticiar, com o devido registo nos Destaques.  

2. O afastamento de Robert Mugabe da presidência do seu país trouxe, de novo, para o espaço mediático a oscilação na grafia dos topónimos estrangeiros – no caso, ora em inglês, Zimbabwe, ora na sua forma aportuguesada há muito, Zimbabué/Zimbábue. Oportunidade para uma revisitação do que se encontra em arquivo e noutras fontes quanto a este tema específico.**

** Cf. Zimbabwe, Zimbábue ou Zimbabué? + Nova Iorque, Moscovo/Moscou, Zimbábue/Zimbabué e Botsuana Aportuguesamento de vários topónimos estrangeirosDe Almeida a Tomar, até ao CatarA grafia portuguesa de topónimos estrangeiros + Costa del Sol (esp.), Costa do Sol (port.) + Cazaquistão + Iucatão + Os gentílicos da Guiné, da Guiné-Bissau e da Guiné Equatorial + A grafia de algumas capitais africanasDicionário de Gentílicos e Topónimos (Portal da Língua Portuguesa) +  Código de Redacção Interinstitucional do portal Europa (União Europeia) + Exónimos em português.  

3. Em crónica publicada na edição digital da revista Visão de 1/11/2017, a professora Sandra Duarte Tavares escreve sobre comunicação empática e cortesia linguística. E o economista António Bagão Félix, em artigo dado à estampa no jornal “Público” do dia 16/11/2017, enumera as 10 palavras mais feias que circulam no espaço mediático português «de braço dado com modismos ou encavalitadas em posologia tecnocrática». Um e outro textos ficam transcritos, também, na rubrica O Nosso Idioma

4. Nova data da emissão: 2.ª-feira, dia 27/11* (depois da sua não transmissão na passada segunda-feira pela RTP 1, por alteração de última hora da sua programação).

Calçada Portuguesa, de Lisboa ao Rio de Janeiro – aqui designada de Calçadão, com os seus 4,15 km de extensão na praia de Copacabana –, é o tema do quinto episódio da 10.ª série do magazine televisivo Cuidado com a Língua!

 

* Na segunda-feira, dia 27/11, no primeiro canal da RTP depois das 21h00 (hora oficial de Portugal continental). Com repetição nos demais canais da televisão pública portuguesa; ficando depois acessível, também, na aplicação RTP Play. 

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1.  De Timor-Leste, veio este pedido: «Numa aula com formandos de um curso de magistrados [em Díli], surgiu a dúvida sobre a diferença nas seguintes palavras: estabelecimento prisional, prisão, cárcere e penitenciária. Em dicionários são consideradas sinónimos, mas ao nível jurídico e histórico não é bem assim. Gostaria, se possível, que me esclarecessem.» O esclarecimento, subscrito pelo jurista Miguel Faria de Bastos, é uma das 8 novas respostas da presente atualização do consultório do Ciberdúvidas*. A que se acrescentam, entre elas, perguntas chegadas de Angola («maioria de razões» ou «maioria de razão»?), do Brasil («Gostaria de saber se a expressão «no que tange» requer a preposição a» e sobre a regência dos verbos chamar e denominar), de Espanha (qual a diferença entre «todo o leite» e «o leite todo»?) e de Portugal: «Diz-se “desgastado com” ou “desgastado por”?, "Tem por tema" ou «Tem como tema»?, "Aluna do Mestrado em Design" ou "Aluna do mestrado em Design"?»; e, ainda, uma pergunta sobre a divisão silábica da palavra conseguia, e uma última sobre um caso de  coesão lexical

*Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana, à segunda-feira. Sempre que a atualidade ou a importância do assunto o justificar, não deixaremos de o noticiar, com o devido registo nos Destaques. 

2.  Em Portugal, mas com origem em Espanha, e por via do fluxo noticioso à volta da questão da Catalunha, também tem sentido esta dúvida: como dizer o apelido Puigdemont? Pronunciado indistintamente na rádio e na televisão portuguesas, é oportuno lembrar o que já anteriormente aqui** se abordou com outros antropónimos estrangeiros de uso corrente no espaço mediático. No essencial: dizê-los em português levando em conta a forma como é pronunciado o nome no país de origem e a consequente aproximação fonética do seu aportuguesamento. Sendo um nome catalão (e não espanhol…) /Pújdemon/, na língua original –, o mais aproximado da fonética portuguesa será, pois, /Púijdemon/. 

** Outros  casos de nomes estrangeiros que sofreram um processo de aportuguesamento na sua dicção:  Al-Qaeda, Co Adriaanse, KoemanIKEAGulbenkian, Nobel, ONU, etc. 

3. Organizada pelo Grande Oriente Lusitanorealiza-se em Lisboa, no sábado, dia 18/11, a cimeira da Aliança Maçónica Europeia. Trata-se de uma associação que inclui 23 obediências de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Grécia, Turquia, Suíça, Áustria, Países Baixos, Croácia, Roménia e Polónia. Oportunidade então para revisitarmos o que foi respondido por  José Neves Henriques (1916-2008 ) a um dos primeiros primeiro pedidos de esclarecimento chegados ao Ciberdúvidas, ainda em vida de João Carreira BomMação. E a mulher da Maçonaria? 

4. A origem da palavra água e os seus muitos significados é o tema do quarto episódio da 10.ª série do magazine Cuidado com a Língua!.Na segunda-feira, dia 13/11, no primeiro canal da RTP, depois das 21h00* 

 

* Hora oficial de Portugal continental, com repetição nos demais canais da televisão pública portuguesa; ficando depois acessível, também, na aplicação RTP Play.

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1.  «Como se chama à pessoa que faz artigos?» ♦ «Na frase “Houve quem achasse desmedida a vingança do homem.”, a oração «quem achasse desmedida» é subordinada substantiva relativa?» ♦ «Gostaria de saber se a análise sintática da seguinte frase está correta: «Sabia-se portador de uma mensagem importante. ♦ «Retrovisor; ciberespaço; passatempo; descobrimento; ternura; sociologia; trespassar; ilegal; vaivém; belas-artes; bem-me-quer; louvável; cooperar; saltitar; autocarro; desalmado; abraço; apadrinhar; flor da idade; agronomia e planalto. Qual o processo de formação [destas] palavras?»♦«Como posso distinguir os vários tipos de modificador?»; «Está correto aceitar que comida deriva, por processo não afixal, de comer?» ♦«Como posso distinguir o que nas orações?»♦ «Está correto considerar que a expressão "a boatos" («Não dês ouvidos a boatos.») desempenha a função de complemento indireto?»♦ «Tenho dificuldades em distinguir o valor aspetual imperfetivohabitual e iterativo. Se me puderem ajudar…»♦ «Na utilização de pronomes pessoais referentes à divindade, são geralmente colocados com letra maiúscula: “…viemos adorá-Lo”, “…começaram a acusá-Lo” (…). Seria possível explicar se as duas formas estão corretas ou se apenas uma é válida?»♦ A estas 10 perguntas deixamos os devidos esclarecimentos no consultório, na presente atualização do Ciberdúvidas¹

¹ Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana, à segunda-feira. Sempre que a atualidade ou a importância do assunto o justificar, não deixaremos de o noticiar, com o devido registo nos Destaques.  

2. Um ano depois, volta a realizar-se em Lisboa a Web Summit 2017. Oportunidade para lembrarmos estas reflexões na resposta, de 18/01/2016, Web Summit, start-up e feature: como usar em português? ²

² «Trata-se de um nome próprio resultante da conversão da expressão «web summit», que literalmente é o mesmo que «cimeira da/na rede», «cimeira da/na Web» ou «cimeira da/na Internet»; pode ainda sugerir «cimeira web», com web empregado adjetivalmente e em itálico (ou aspas). Como Web Summit se comporta como nome próprio, não tem, em princípio, tradução. Mesmo assim, esse estatuto não o dispensa de se ligar a outro nome próprio, seguindo a sintaxe portuguesa: «a Web Summit de Lisboa» (apesar de, em certos eventos, se observar a omissão da preposição, como sucede com o Moda Lisboa).» Vide, ainda, Web Summit para totós e dicionário startupês..

3. Da atualidade lisboeta são também os violentos incidentes que levaram, já, ao encerramento de uma discoteca à beira-Tejo, chamada Urban Beach³. "Praia Urbana", está visto, era demasiado português...

³ Diga-se «a Urban Beach» (e não «"o" Urban Beach»), uma vez que nos referimos a uma discoteca.

4. «Pregar um prego», «pregar uma seca» e o «pregar» de uma vendedora de castanhas – qual a diferença, de sentido e de pronúncia, e porquê? E quanto à palavra «castanha» e as suas tantas e saborosas derivações («estalar a castanha na boca», «apanhar uma castanha», «levar uma castanha [do irmão mais velho]» ...)? E no fim deste novo episódio da 10.ª série do magazine Cuidado com a Língua! (o terceiro), porquê a buzinadela quando o humorista Eduardo Madeira se queixa de se sentir «o pior convidado» do programa? Na RTP1, na segunda-feira, dia 6/11/2017, depois das 21h00. 4

4 Hora oficial de Portugal continental, com repetição nos demais canais da televisão pública portuguesa, e disponível, também, no RTP Play.

 

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1. 10 novas respostas ficam disponíveis no consultório, na presente atualização do Ciberdúvidas*. Delas, realçamos os esclarecimentos sobre o uso do advérbio latino circa na datação de acontecimentos históricos, a classificação da palavra caixinha, a razão do uso da expressão «sou a enviar», a conjugação do verbo vir, como auxiliar, e a regência dos verbos tornar-se, navegar e tocar.

* Pelas razões já anteriormente expostas, o Ciberdúvidas passou a assegurar as suas atualizações temáticas apenas uma vez por semana, à segunda-feira. Sempre que a atualidade ou a importância do assunto o justificar, não deixaremos de o noticiar, com o devido registo nos Destaques. 

2.  Na rubrica Controvésias, deixamos um apontamento da professora Maria Eugénia Alves a propósito dos festejos em Portugal do Dia das Bruxas – o Halloween em inglês –, uma celebração até há poucos anos circunscrita a alguns países de língua anglo-saxónica (especialmente nos EUA), em 31 de outubro. 

3.  O projeto Fala Bracarense – visando a constituição de uma base de dados (digitalizada) representativa do português contemporâneo falado na cidade de Braga e as suas principais marcas linguísticas** – foi matéria de destaque no última emissão do programa Páginas de Português, na Antena 2, com uma conversa com a sua coordenadora, a investigadora do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, Pilar Barbosa. A (re) ouvir aqui.

** Cf. O fenómeno do queísmo no falar bracarense: um estudo sociolinguístico.

4.  A tipografia – na sua dupla aceção da arte de imprimir e do estabelecimento onde se imprimem livros, revistas e folhetos de toda a ordem – é o tema do 2.º programa da 10.ª série do magazine televisivo Cuidado com a Língua!, no primeiro canal da televisão pública portuguesa. Na 2.ª-feira, 30 de outubro, depois das 21h00***

*** Hora oficial de Portugal continental, com repetição nos demais canais da televisão pública portuguesa; ficando depois acessível, também, na aplicação RTP Play.