Margarita Correia - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Margarita Correia
Margarita Correia
6K

Margarita Correia, professora  auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa e investigadora do ILTEC-CELGAEntre outras obras, publicou Os Dicionários Portugueses (Lisboa, Caminho, 2009) e, em coautoria, Inovação Lexical em Português (Lisboa, Colibri, 2005) e Neologia do Português (São Paulo, 2010). Mais informação aqui. Presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) desde 10 de maio de 2018.

 
Textos publicados pela autora
Acesso à informação  <br> — da obra e da sua construção
Dia Internacional do Acesso Universal à Informação

«Vivemos numa sociedade da informação, mas muito nos falta para construir uma sociedade do conhecimento, i.e. uma sociedade de indivíduos capazes de avaliar e selecionar a informação a que têm acesso, de a processar, de inter-relacionar os dados, de melhor fundamentar decisões, escolhas e atitudes», sustenta a linguista Margarita Correia a propósito do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, proclamado no dia 28 de setembro de 2019 na 74.ª Assembleia Geral da ONU.

Um artigo publicado em 26 de setembro de 2020 no Diário de Notícias que aqui se disponibiliza com a devida vénia.

A escola e a cidadania
Da história da palavra cidadania à sua importância na educação

«(...) [A] cidadania é, como a norma linguística, uma ferramenta de mobilidade social, que deve ser fornecida pela escola aos estudantes, pois nem todos a elas têm acesso em casa», sustenta a linguista Margarita Correia a propósito da polémica desencadeada em Portugal à volta da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento do currículo escolar não universitário.

Um artigo publicado em 19 de setembro de 2020 no Diário de Notícias que aqui se disponibiliza com a devida vénia.

O inglês é mais apto do que o português em termos lexicais?
Uma comparação dos dois idiomas pelos dicionários

«[...][O] que torna o inglês tão capaz de denominar muitos e também novos conceitos não é qualquer característica intrínseca que o torne “melhor”, mas sim as condições históricas, sociais, económicas, culturais que rodearam o seu desenvolvimento» –sustenta a linguista Margarita Correia no artigo que adiante se transcreve, com a devida vénia, da ediçãode1 de setembro do jornal Diário de Notícias.

Que nos contam as palavras <i>racismo</i> e <i>xenofobia</i>?
Sobre a introdução de duas palavras no português

«É provável que as palavras [racismo e xenofobia]  tenham circulado na sociedade antes das primeiras atestações registadas. Em português, ambas chegam com relativo atraso, algures no século XX, e por meio do francês, a grande referência cultural portuguesa até meados desse século.» A respeito da história dos internacionalismos racismo e xenofobia, um texto da linguista Margarita Correia publicado no Diário de Notícias de 25 de agosto de 2020.

O português, o IILP e o sistema global das línguas
Língua supercentral, de unidade nacional e pluricêntica

«Enquanto língua supercentral – escreve * Margarita Correia,  presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP, o português é uma língua de âmbito internacional (oficial de nove países e da Região Administrativa Especial de Macau), falada em todos os continentes, gravita em torno do inglês (língua global de produção e difusão de conhecimento). Ao mesmo tempo, o português constitui o centro de uma constelação mais restrita, em torno do qual gravitam “línguas nacionais”, e.g. as principais línguas de Angola ou Moçambique, com função veicular. Em linguagem política, o português é "língua de unidade nacional" para vários países. É também língua pluricêntrica

Artigo  publicado originalmente no Diário de Notícias de 11 de agosto de 2020