Margarita Correia - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Margarita Correia
Margarita Correia
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Margarita Correia, professora da Faculdade de Letras de Lisboa e investigadora do ILTEC-CELGA. Entre outras obras, publicou Os Dicionários Portugueses (Lisboa, Caminho, 2009) e, em coautoria, Inovação Lexical em Português (Lisboa, Colibri, 2005) e Neologia do Português (São Paulo, 2010). Mais informação aqui. Presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa desde 10 de maio de 2018.

 
Textos publicados pela autora
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Discurso proferido por Margarita Correia na 1.ª Reunião Ordinária do Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa

No primeiro dia da 1.ª Reunião Ordinária do Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa (COLP), organizada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e pela Universidade do Porto em 7 e 8 de outubro de 2019 na mesma cidade, foi realizada uma cerimónia de homenagem a duas figuras de relevo na definição da atual norma ortográfica do português, o gramático brasileiro Evanildo Bechara e o linguista português João Malaca Casteleiro. Na ocasião, que marca também o começo da atividade do COLP como novo órgão do IILP, a professora universitária e linguista Margarita Correia (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e CELGA-ILTEC), presidente do Conselho Científico do IILP, proferiu o discurso que adiante se transcreve.

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A falta de padronização da toponímia em português

A padronização dos nomes geográficos é uma tarefa valorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que, para isso, promoveu a realização, de 29 de abril a 3 de maio p.p., da 1.ª sessão do Grupo de Especialistas em Nomes Geográficos das Nações Unidas (UNGEGN). Este encontro também contou com a presença da Divisão dos Países de Língua Portuguesa em Nomes Geográficos (DPLPng), para a qual o Brasil e Moçambique têm dado importantes contributos. Estranha-se, contudo, a inatividade de Portugal e de outros países de língua portuguesa, de modo a capacitar a língua portuguesa a enfrentar a sua internacionalização também no domínio da toponímia. Desta situação preocupante dá conta a linguista Margarita Correia, professora universitária e investigadora do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada da Universidade de Coimbra (CELGA-ILTEC), em artigo  publicado no Diário de Notícias no dia  25 de maio de 2019.

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Nos 10 anos do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura

«A década que passou abriu caminho a uma gestão conjunta da língua portuguesa. A cada novo 5 de maio, importa continuar a celebrar a vontade de promover e executar conjuntamente políticas comuns» – escreve neste artigo publicado no Diário de Notícias Margarita Correia, na sua qualidade de presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

 

1. Sim, o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) regula a ortografia da língua portuguesa. Foi feito com mandato dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e cumpre o tratado do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990. Não tenho conhecimento da existência de sanções pelo seu não respeito, mas é documento regulador, sim.

2. Das duas formas portuguesas Listenstaine e Listenstaina, apenas a primeira se encontra em uso e apenas esta está consagrada no Código de Redação Interinstitucional da União Europeia, embora ambas sejam tecnicamente aceitáveis.

3. A forma "Lichtenstein" é uma adaptação apenas parcial da forma original, Liechtenstein, e não respeita as normas ortográficas do português.

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A linguista e professora universitária Margarita Correia rememora a sua infância e a experiência de passar do espanhol como língua primeira ao português, língua de herança e depois idioma em que se encontrou totalmente imersa no regresso a Portugal. Um texto publicado na página de Facebook da autora e aqui disponível por sua amável autorização.