Ensino - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Questões relativas ao ensino do português língua materna/língua estrangeira.
Gramática formal e ensino
Uma entrevista com o linguista João Costa

«Não defendo uma aplicação direta dos modelos teóricos da linguística formal ao ensino e aprendizagem da língua materna. É necessária, contudo, a explicitação, para que haja um uso mais consciente da língua.» Declarações do linguista João Costa, que, em Portugal, é também Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XXII Governo Constitucional, acerca de como aproximar, atualizando-os, os conteúdos gramaticais do ensino não universitário dos avanços dos estudos científicos sobre as línguas e o fenómeno da linguagem humana em geral. Entrevista publicada na revista científica ReVel (v. 19 n. 37 de 2021).

A finalidade moral da literatura
Um contributo para o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória

A literatura pode e deve ser edificante, no sentido de ajudar a formar pessoas responsáveis, autónomas,  integras, inovadoras. Altruístas, sensíveis, criativas.

Esta potencialidade da literatura poderá ser reforçada pela atualidade dos temas que aborda, tornando-a dinâmica, atemporal, reflexiva. Se a todos esses fatores acrescentarmos o deleite, o prazer de ler, o desenvolvimento da compreensão escrita, da expressão, do raciocínio, a literatura é, indubitavelmente, a maior ferramenta de desenvolvimento do aluno, do ser humano, em geral.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

 

Dos anos letivos, os velhos e o novo
Reflexão acerca das mudanças

«Gosto de contar estas histórias [acerca de algumas mudanças no ensino] aos mais novos, especialmente os meus estudantes, que não sabem (e não têm como saber) como era Portugal há 50 anos e que, como tal, não têm defesas contra os crónicos detratores do sistema, pregadores das desgraças da democracia e das instituições democráticas, fanáticos do elitismo e da sociedade estratificada, defensores do "antigamente é que era bom", avessos à liberdade e aos direitos que a maioria de nós apenas conquistou depois de 1974» – declara a linguista Margarita Correia nesta crónica publicada no Diário de Notícias no dia 20 de setembro de 2021.

O poder mágico da literatura
Um desafio, uma escolha

A grande missão do professor de Língua Portuguesa, seja ele o de Portugal, o do Brasil, o de Angola, ou de outros países lusófonos é a de levar até aos seus alunos um pouco do outro através do exercício da leitura literária, para que ele interiorize verdades. Poderá ser através da poesia, do romance, da peça de teatro, mas que, acima de tudo, seja capaz de cumprir um papel de formação social e humana e que contribua para a educação estética e a sensibilidade perante o mundo.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

Língua e democracia
Dominar a linguagem para evitar deturpações

«Uma das formas de garantir que democracias como a brasileira não morram é ter o seu povo ciente da sua responsabilidade ao eleger os seus representantes, e para isso é necessário que tenham acesso a uma educação de qualidade, que o prepare para atuar na sociedade de modo consciente e crítico» – sustenta a professora Edleise Mendes na crónica que escreveu e leu para o programa de rádio Páginas de Português de 12 de setembro de 2021.

Ensinar <i>Os  Lusíadas</i>: a mitificação da língua portuguesa
A alunos do 7.º ano de escolaridade, em Portugal

O privilégio de «ser professor de Português» e a importância do ensino da obra maior de Luís de Camões, Os Lusíadas, descrito neste texto de Lúcia Vaz Pedro, docente do Ensino Secundário, em Vila Nova de Gaia.

Como se ensina uma língua pluricêntrica?
Variações da língua

Uma língua língua pluricêntrica, como é o português – lembra a  linguista brasileira Edeleise Mendes *  – «significa o reconhecermos em toda a sua diversidade, como língua de muito(a)s, não apenas no espaço dos países que o têm como língua oficial, mas também incluindo a sua grande diáspora, além dos seus falantes como língua não materna, cada vez em maior número. Isso implica que em cada espaço onde a língua portuguesa se desenvolveu, a ela foram-se agregando novos elementos, linguísticos e culturais, decorrentes das características geográficas, sociais e culturais locais, bem como do contato com muitas outras línguas que com ela convivem.»

*Crónica escrita e lida para a emissão de 16 de maio de 2021 do programa de rádio Páginas de Português, na Antena 2 . Imagem de br.freepik.com (17/05/2021).

O PPPLE e a formação de professores de Português
Materiais e recursos didáticos digitais para o ensino de Português

«Em seus oito anos de funcionamento,  o PPPLE [Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna] fortaleceu-se como um relevante instrumento de política linguística dos Estados membros da CPLP, não apenas pelo seu caráter inovador e por sua grande capacidade de atingir um grande público, mas também porque tem sido um ambiente que favorece o diálogo, o intercâmbio e o fornecimento de insumos para a formação de professores de português (LE/LNM).»

Crónica escrita e lida pela linguista  Edeleise Mendes (Universidade Federal da Bahia) para a emissão de 18 de abril de 2021 do programa  de rádio Páginas de Português (Antena 2) .

 

Livro sinaliza ensino da língua portuguesa no vasto Canadá
Um estudo sobre os estudantes de Português em contextos canadianos

«Considerando que o português no Canadá é ensinado e aprendido num contexto de língua minoritária as "competências plurilingues e interculturais" dos professores e dos alunos "são frequentemente mais deixadas sem reconhecimento e inexploradas"» apesar da sala de aulas de português ser "muito rica de uma natureza multilingue e multicultural".» É com base neste pressuposto que os professores Inês Cardoso e Vander Tavares lançaram um livro, intitulado em inglês Teaching and Learning Portuguese in Canada («Ensinar e Aprender Português no Canadá»), à volta do qual se centra o texto que a seguir se transcreve e que foi publicado no  portal Notícias ao Minuto em 4 de abril de 2021. 

Voltamos à escola agarrados à primavera
O regresso do 2.º e 3.º ciclos ao ensino presencial em Portugal

«Agarremo-nos à primavera, mesmo que seja com medo, e pensemos que, tal como “Roma não se construiu num dia”, também não poderemos desejar recuperar aprendizagens com receitas-relâmpago» – avisa a professora Lúcia Vaz Pedro nesta reflexão incluída na edição digital do jornal Público em 5 de abril de 2021, data do regresso à atividade presencial dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico em Portugal, no contexto do plano de desconfinamento.

Fonte da imagem: "Covid-19: ensino privado também quer testes rápidos como no público",  TVI24, 07/03/2021.