Ensino - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Questões relativas ao ensino do português língua materna/língua estrangeira.
É preciso «almar» para ensinar e para aprender!
«Almar» começa em casa com os «bons valores»

No regresso à escola após as férias do Natal, em Portugal, a professora Lúcia Vaz Pedro escreve – em  artigo publicado  na edição do jornal Público, em 6 de janeiro de 2020 – sobre o que move os professores em ensinar e as dificuldades pelas quais passam para serem bem sucedidos.

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Há «choque de culturas» e discriminação nas universidades portuguesas
relata um estudo sobre o acolhimento de estudantes estrangeiros.
Por Agência Lusa

«Choque de culturas», «casos de discriminação», «não aceitação da língua portuguesa falada e escrita por estudantes lusófonos», «falta de sensibilização dos professores» – são algumas das conclusões de um estudo da investigadora científica do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) e do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa.

 

[Texto publicado no Diário de Notícias em 8 de dezembro de 2019, com base numa peça da agência de notícias Lusa.]


 

 

 

Professores: doem-lhes a voz, o corpo e alma!
A situação preocupante de uma classe profissional

Os media portugueses deram ampla projeção a um caso ocorrido numa escola lisboeta: um professor detido, porque suspeito de agressão a um aluno desobediente ou provocador, em plena sala de aula. Mas o inverso também não é inédito, pois não são assim tão raras as notícias de alunos a agredirem professores e demais funcionários. Que se passa com as escolas e, afinal, com a sociedade para chegarmos a este ponto? Sobre este triste panorama, transcreve-se com a devida vénia o texto que a professora Lúcia Vaz Pedro assina na edição de 24 de outubro de 2019 do jornal português Público.

As crianças que não sabiam ler nem escrever <br> eram postas na chamada
Um professor que desenvolveu um método para ensinar os miúdos mais "complicados" a ler e a escrever

«Raul da Silva Mendes (na foto) – como conta neste trabalho publicado no jornal português Diário de Notícias, de 13/08 – deu aulas durante 52 anos, sempre no ensino básico [em Portugal]. Ajudou agricultores e pescadores a aprender a ler e a escrever e desenvolveu um método com que conseguiu "ganhar" para escola crianças com dificuldades de aprendizagem. Combateu, assim, a "fila dos burros".»

Brincadeiras e linguagem
O desenvolvimento do poder de comunicação

Neste texto, saído no jornal Público em 28 de julho de 2019, faz-se uma breve descrição de como, em geral, as crianças desenvolvem a linguagem. A autora, Ana Rita Gonzalez, é terapeuta da fala do CADin, uma instituição  que, em Portugal, dedica a sua atividade ao tratamento e estudo das perturbações do neurodesenvolvimento.

«O actual desenho curricular não serve os interesses de Angola»
Especialista em literatura angolana crítica o ensino do português nos país

«Hoje em dia, os alunos em Angola  terminam o ensino superior e não há garantias de que sabem escrever português», diz nesta entrevista* o guineense Mário Joaquim Aires dos Reis, que se especializou em literatura de Manuel Rui Monteiro. «Muitos não sabem ler ou compreender um texto de dificuldade média.»

 

* entrevista concedida ao jornalista Edno Pimentel, publicada no semanário luandense Nova Gazeta, do dia 3/06/2019. Manteve-se a norma ortográfica de 1945, seguida em Angola.

Encarregados de Educação e alunos na sala de aula
A ESIC aposta no sucesso dos alunos!

Como tornar apelativa a disciplina de língua materna para jovens de 12 ou 13 anos a frequentarem o 7.º ano de escolaridade, em Portugal? A professora Lúcia Vaz Pedro, consultora do Ciberdúvidas, dá conta de uma experiência pedagógica centrada no texto poético, que também envolveu a presença de encarregados de educação na sala de aula.

«Acho que o grego se tornou uma espécie de droga para mim»
Frederico Lourenço defende as línguas clássicas a propósito da sua Nova Gramática do Latim

Apesar de alguns sinais de recuperação, é mínima, se não mesmo nula, a oferta de latim e grego no ensino não universitário de Portugal, situação agravada pela escassez e desatualização dos materiais de estudo para o público de língua portuguesa. À volta do lançamento da sua Nova Gramática do Latim (Lisboa, Quetzal, 2019) e do seu percurso académico, o professor universitário, classicista, escritor e tradutor Frederico Lourenço defende o regresso das línguas clássicas aos currículos e dá conta dos projetos de tradução que tem levado a cabo – com especial relevo para o da Bíblia em grego, incluindo os Septuaginta –, em entrevista concedida ao jornal digital Observador  (6/04/2019) e aqui transcrita com a devida vénia.

Na imagem, lápide depositada no Museu Municipal José Monteiro do Fundão, na qual se lê a seguinte inscrição em latim (entre parênteses, o desenvolvimento das abreviaturas): Nepos / Arconis F(ilius) / H(ic) S(itus) E(st) / S(it) T(ibi) T(erra) L(evis) (tradução: ««Nepos, filho de Arcão, está aqui sepultado, que a terra lhe seja leve»; informação disponível em Arqueofundao.hotspot.com e Hispania Epigraphica).

10 erros persistentes
Que mais assombram os professores

A vírgula entre o sujeito e o predicado, a falta de acentos, os problemas ortográficos, as regências verbais ou as palavras inexistentes... Estes são alguns dos erros persistentes que os professores têm de corrigir vezes sem conta nas nossas escolas, como nos dá conta Carla Marques numa listagem de 10 erros frequentes, cuja origem se procura compreender. 

«O latim deve ser ensinado na escola a partir dos 10 anos»
Frederico Lourenço, a propósito da sua Nova Gramática do Latim
Por João Céu e Siva/Frederico Lourenço

Excertos da entrevista que Frederico Lourenço, classicista, professor da Universidade de Coimbra e tradutor Bíblia grega, concedeu ao jornalista e escritor João Céu e Silva [in Diário de Notícias, de 16/03/2019] j sobre a sua mais recente obra, a Nova Gramática do Latim (Lisboa, Quetzal, 2019).

Na imagem, uma representação das divisões administrativas do ocidente da Hispânia na época romana.