Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
A escola e a cidadania
Da história da palavra cidadania à sua importância na educação

«(...) [A] cidadania é, como a norma linguística, uma ferramenta de mobilidade social, que deve ser fornecida pela escola aos estudantes, pois nem todos a elas têm acesso em casa», sustenta a linguista Margarita Correia a propósito da polémica desencadeada em Portugal à volta da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento do currículo escolar não universitário.

Um artigo publicado em 19 de setembro de 2020 no Diário de Notícias que aqui se disponibiliza com a devida vénia.

Língua Franca do Boçalnarismo
Autoritarismo e linguagem

«Nos discursos do presidente da República e seus seguidores, uma forma de linguagem emerge – agressiva, repetitiva, ecoando, sobretudo nas redes sociais, o seu barulho ensurdecedor. Vou denominá-la de LFB (Língua Franca do Boçalnarismo)». São declarações do sociólogo brasileiro Renato Ortiz num ensaio onde apresenta exemplos dessa mesma linguagem. Texto original no jornal Nexo, publicado no dia 15 de agosto de 2020, e aqui transcrito com a devida vénia.

Um sindicato sórdido
A retoma do ensino presencial em Portugal em tempo de pandemia e uma ameaça inadmissível

Em Portugal, as escolas dos ensinos básico e secundário retomam o regime presencial em setembro de 2020, apesar da pandemia de covid-19, mas Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), ameaçou o Ministério da Educação de Portugal de o acusar como «responsável moral e eventualmente até material» de «situações de doença e contágio, que possam pôr em causa a própria vida». Em artigo de opinião publicado no jornal Expresso em 20 de julho de 2020, o professor universitário e economista Luís Aguiar-Conraria critica o líder sindical, sustentando que «[s]em uma escola presencial, o país continuará a meio gás – com as mulheres, mais uma vez, a serem especialmente sobrecarregadas, agravando-se assim uma forte fonte de desigualdade em Portugal».

A qualidade do exame de Português do 12.º Ano
Sobre as críticas feitas à prova nacional

«[...] [E]sta prova de exame de Português do 12.º Ano corresponde ao exigido, pois respeita o indicado nos referidos documentos de referência [...]», defende Maria Regina Rocha, professora de Português e coautora do Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário, numa réplica a críticas feitas* à prova do 12.º ano da disciplina de Português. Texto publicado em 13 de julho no jornal Público.

* Ler nas Controvérsias,  a transcrição do artigo de opinião  "Ainda o inenarrável exame de Português do 12.º ano", de Elisa Costa Pinto, incluídos na edição de 11 de julho de 2020 do jornal Público. Ver também "O exame de 12.º ano: quem, como, porquê?", de António Carlos Cortez,.

Ainda o inenarrável exame de Português do 12.º ano

Reforçando o parecer negativo do poeta e professor António Carlos Cortez (no jornal Público em 11 de julho de 2020), a professora Elisa Costa Pinto também critica o exame nacional de 12.º ano da disciplina de Português do ensino secundário de Portugal. Artigo divulgado em 11 de julho de 2020 na edição eletrónica do jornal Público.

Refutando as críticas. leia-se na edição de 13 de julho 2020 do mesmo jornal a réplica de Maria Regina Rocha, professora de Português e coautora do Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário.

O exame de Português do 12.º Ano em 2020 (Portugal)
Discórdia sobre uma prova nacional em tempos de pandemia
Por Vários

Em Portugal, o exame nacional da disciplina de Português do 12.º ano realizou-se em 6 de julho de 2020, depois de o calendário de exames de 2019/2020 ter sido alterado para fazer frente à grave disrupção causada pela pandemia de covid-19 também na vida escolar.

Se, por um lado, a apreciação da Associação de Professores de Português (APP) foi globalmente positiva, por outro, houve quem se posicionasse de forma muito crítica em relação à prova.  Documentando esta discussão, transcrevem-se aqui, com a devida vénia:

–  de Elisa Costa Pinto , professora de Português e autora de manuais escolares, o texto "O inenarrável exame de Português", veiculando uma visão muito negativa do exame (Público, 11 de julho 2020);

– de Maria Regina Rocha, também professora de Português e coautora do Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário, o artigo intitulado "A qualidade do exame de 12.º ano", contrariando as críticas (Público, em 13 de julho de 2020).

Sem exames a calibrar notas finais, equidade no acesso ao superior não está garantida
O desalinhamento entre notas internas e notas em exame nacional

«No contexto actual de pandemia, as medidas do Ministério da Educação (ME) relativamente aos exames nacionais implicam que estes não tenham impacto na nota final interna da disciplina nem na aprovação ou reprovação à mesma» – dá conta a professora universitária Conceição Andrade Silva (Católica Porto Business School) num trabalho disponível na edição de 27  de junho de 2020 do jornal Público.

Não há educação à distância
Exigências da atividade educativa

«Seria um erro partir desta experiência, ensaiada numa emergência, para a defesa de um novo modelo de educação, baseado no ensino a distância. A comunicação e a difusão de informação a distância, hoje muito facilitadas pela tecnologia, não chegam para compor, nem de longe nem de perto, o quadro de exigências da atividade educativa e, por isso, não podem deixar de continuar a ser considerados como meros recursos de apoio educativo, sobremaneira úteis numa emergência como a que vivemos, mas sem condições para se afirmarem como alternativa à escola que conhecemos.» Afirmação de J. Jorge Carvalhal num artigo de opinião disponível no jornal Público do dia 27 de junho de 2020, e adiante transcrito. 

 

 
Os <i>rankings</i> do nosso descontentamento
A pior forma de terminar o ano letivo

«Muitos falaram da mudança irreversível na escola. E qual podia ser a pior forma de terminar este ano, travando mudança e descentrando do que interessa? Com os rankings

Considerações de João Costa, secretário de Estado Adjunto e da Educação, feitas num artigo incluído em 27 de junho de 2020 no jornal Público, numa crítica aos rankings escolares e, em particular, à (falta de) oportunidade da sua divulgação em Portugal, no contexto pandémico.

<i>Rankings</i> (desconfinados)
Para quando estudar o que funciona?

«O discurso público sobre equidade educativa em Portugal está focado na justificação do insucesso e pouco curioso com o que se passa onde há sucesso» – sustenta Rodrigo Queiroz e Melo, diretor-executivo da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AAEEP), tecendo críticas à divulgação do ranking escolar definido pelos resultados dos exames finais de 2019. Texto incluído na edição de 27 de junho de 2020 do jornal Público.