Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
O racismo em <i>Os Maias</i> de Eça de Queirós
Proposta pedagógica de investigadora luso-cabo-verdiana gera polémica

Em 18 de fevereiro de 2021, a investigadora luso-cabo-verdiana Vanusa Vera-Cruz Lima, doutoranda da universidade americana de Massachussetts Dartmouth, identificou passagens racistas em Os Maias, de Eça Queirós, e defendeu a necessidade de as edições escolares as assinalarem em notas pedagógicas. Semanas mais tarde, uma notícia sobre o assunto desencadeava alguma polémica em Portugal.

Sobre  a notícia dada pela agência Lusa  da palestra de Vanusa Vera-Cruz Lima, o jornalista Luís Miguel Queirós assinou no jornal Público do dia 3 de abril de 2021 um trabalho com a opinião de quatro especialistas portugueses em estudos literários e na obra queirosiana. 

Vide, ainda, o artigo de opinião Eça de Queiroz, "Os Maias" e uma pergunta sobre racismo, da autoria de Carlos Maria Bobone, no jornal digital Observador de 21 de fevereiro de 2021.

 

Discutir o racismo n’<i>Os Maias</i> é ensino responsável  <br>ou ameaça à autonomia da literatura?
A resposta de quatro especialistas da obra queirosiana

Os reparos da investigadora  luso-cabo-verdiana Vanusa Vera-Cruz Lima, da universidade americana de Massachussetts Dartmouth,  sobre passagens  de teor racista do conhecido romance de Eça de Queirós Os Maias – o que, na sua opinião, justificavam uma nota pedagógica nas edições escolares do romance [texto aqui] – comentados por quatro  especialistas em literatura e no ensino da obra-prima queirosiana: Abel Barros BaptistaIsabela FigueiredoRaquel Ribeiro e Victor Mendes*. Vide, ainda, o artigo de opinião Eça de Queiroz, "Os Maias" e uma pergunta sobre racismo, da autoria de Carlos Maria Bobone, no jornal digital Observador de 21 de fevereiro de 2021.

Trabalho assinado pelo jornalista Luís  Miguel Queirós,  incluído no jornal Público em 3 de abril de 2021, a seguir transcrito. Texto escrito conforme a norma ortográfica de 1945.

Em defesa da aula (presencial)
O habitat natural do professor de humanidades

«A ideia deste artigo é defender uma forma específica do ato de ensinar fundante. Assim como o locus icónico do cientista da natureza é o seu laboratório, o habitat natural clássico do professor de humanidades é a sala de aula.» Assim se refere o investigador Roberto della Santa ao ensino presencial no contexto universitário, ao mesmo tempo que tece críticas ao ensino à distância.

Artigo de opinião incluído na edição de 28 de março de 2021 do jornal Público

Parceiros sociais vão ter manual para dialogar de forma
A linguagem inclusiva nos organismos oficiais de Portugal

População trabalhadora, em vez de «os trabalhadores», pessoas desempregada em substituição de «os desempregados» e grupo de pensionistas no lugar de «os pensionistas» são algumas das propostas constantes do novo manual de comunicação do Conselho Económico e Social, visando a neutralidade linguística e inclusiva.  As razões destas alterações, ainda em discussão (polémica) interna no organismo de concertação social português, segundo o respetivo presidente, o sociólogo Francisco Assis – nesta notícia assinada pela  jornalista Rosa Pedroso Lima, publicada no semanário Expresso de 12 de março de 2021 .

 

 

A pronúncia
Um estrangeirismo?

« [N]ão creio que a pronúncia em voga venha de qualquer variante portuguesa, ainda que incorreta» – sustenta o neurocirurgião Martins Campos a respeito da pronúncia de vacina como "vàcina", com a aberto átono.

Publicação do autor no seu mural do Facebook em 14 de março de 2021.

Investigadora cabo-verdiana propõe nota pedagógica <br> sobre passagens racistas em <i>Os Maias</i>
Preconceito e colonialismo na obra queirosiana
Por Lusa

«Vanusa Vera-Cruz Lima considera que a obra deve incluir "um comentário pedagógico", para que a questão racial não seja ignorada. A Associação de Professores de Português (APP) considera que uma leitura implica a análise dos preconceitos raciais do discurso narrativo e contexto histórico.»

Notícia da agência Lusa, publicada em 7 de março no Diário de Notícias.

 

 Erradicar o português: ponto de situação

«Deitámos fora a língua erudita que tivemos a felicidade de herdar do império romano, para pegar numa língua bárbara, minimal e monolítica, incapaz ao menos de conjugar um verbo (I love you – Eu amar tu.) Uma língua que, circunstâncias do tempo, evoluiu na boca daqueles que implantariam a dita monocultura do sucesso, do triunfo pessoal.» Opinião do político e escritor açoriano Alexandre Borges acerca do uso de anglicismos nas conversas do quotidiano ou nos meios profissionais.

Artigo publicado no jornal Observador do dia 20 de fevereiro de 2021. Mantém-se a norma ortográfica de 1945, conforme o texto original.

Testar ou não testar, eis a questão
Idiomatismos do covidês

Uma interpretação (apressada) sobre o glossário O léxico da covid-19, neste artigo da autora, transcrito do Boletim Informativo ILCH, n.º 7 | maio 2020 | Edição Especial — seguido, em N.E,. da resposta do Ciberdúvidas sobre a razão (e objetivo central) desta iniciativa do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Manteve-se  a norma ortográfica de 1945, do original.

Estar na Europa hoje
Sobre a presidência portuguesa da União Europeia no 1.º semestre de 2021

«Quem nunca viveu no Portugal "fora da Europa" não pode ter verdadeiramente consciência do que este era e de quão limitados eram os horizontes e as possibilidades dos portugueses comuns» – considera a linguista Margarita Correia a propósito da presidência do Conselho da União Europeia, que Portugal assume no primeiro semestre de 2021, de 1 de janeiro a 30 de junho.

Artigo de opinião  da autora publicado no Diário de Notícias em 4 de janeiro de 2021.

O que o casamento com uma brasileira <br>pode ensinar a um português sobre a sua própria língua
Atitudes que levam a desvitalizar a expressão linguística

«Em Portugal, precisamos de exprimir-nos com menos espartilhos e descobrir que o valor da nossa língua deriva da sua vitalidade e pluralidade e não da preservação de um modelo tradicionalista de comunicação, defende o economista Rodrigo Tavares em crónica para a TSF, datada de 14 de dezembro de 2020.