Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
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Pejorativas, dos tempos da escravidão

«Denegrir», «criado-mudo», «fazer nas coxas», «não sou tuas negas», «trabalho de preto» e «da cor do pecado» são algumas da palavras e expressões que usamos no dia a dia sem nos apercebermos como elas podem ser consideradas ofensivas na sua ressonância do que era a escravidão e os  dolorosos tempos vividos pelos negro ao longo da História. Compilação da autora, que, com a devida vénia, transcrevemos do portal brasileiro Universa, com data de 20 de abril de 2019.

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Linguista mexicana contesta teses sobre sexismo linguístico
Por Enrique Mendoza Hernández/Concepción Company Company

A linguagem inclusiva tem concentrado as preocupações de organismos governamentais na maior parte dos países de línguas românicas. Contudo, ouvem-se críticas até de linguistas, como a que a linguista mexicana Concepción Company Company desenvolve numa entrevista à revista Zeta em 25/02/2019.

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Conhecimento e opinião no debate político brasileiro

Há quem use a palavra ideologia para se referir a certas doutrinas, pressupondo que há forças políticas que não têm preocupações ideológicas, porque o que defendem é simples e natural como a realidade. Sucede, no entanto, que o conhecimento que temos está longe desse idílico acesso direto ao real, pelo que, na vida política (ou na religiosa, desportiva e até mesmo científica), é necessário admitir que a discussão é feita de crenças em todos os quadrantes, da esquerda à direita. A propósito do presente clima político brasileiro, o linguista brasileiro Aldo Bizzocchi dá conta do debate à volta da palavra ideologia, falando doutros dois termos relacionados com a questão do conhecimento e da opinião, na tradição grega, denominados, respetivamente, por episteme e doxa (este que tem a mesma raiz de dogma e doutrina). Vídeo que o autor realizou, com um pequeno texto introdutório (também aqui transcrito), para o seu canal Planeta Língua, no Youtube.

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A neutralidade linguística de termos e expressões é uma posição que tem sido procurada em muitos meios, sendo comum a diversas línguas. Estará esta opção a forçar o aparecimento de perífrases e de expressões redondas, que procuram evitar ferir qualquer suscetibilidade em qualquer domínio? Neste texto, a comentadora política portuguesa Helena Matos deixa-nos a dúvida.

(Artigo originalmente publicado no jornal original Observador, que aqui se reproduz com a devida vénia)

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Sobre a linguagem de género

A chamada linguagem inclusiva e a crítica ao «estereótipo de género» em foco neste artigo sarcástico do autor, transcrito do jornal “Público” de 7 de dezembro de 2018.

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Deverá a norma-padrão resistir à diversidade e à mudança, sem ser posta em causa? Ou a atitude certa é aceitar toda a variação linguística? E se estas atitudes tantas vezes em conflito acabam, afinal, por descurar os problemas sociais que condicionam o uso da língua? Acerca deste tipo de interrogações, o linguista brasileiro Aldo Bizzocchi manifesta a sua posição, num texto publicado no seu blogue Diário de Um Linguista (5/12/2018), do qual se salienta a seguinte frase, a propósito do papel da linguística: «[...] é fato que a diversidade linguística é um prato cheio para os cientistas da linguagem. Mas isso não quer dizer que os linguistas sejam contra a escolarização e o ensino da norma culta nas escolas – ainda que com todas as críticas que nossa gramática normativa merece e tem recebido.»

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Sobre a mudança de nome do Campo das Cebolas, em Lisboa, para Largo José Saramago

Que sentido e eficácia terão as decisões oficiais de alterar os nomes de ruas, de praças e até de povoações inteiras? A questão volta a ter atualidade na sequência de uma proposta aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa com vista a mudar o nome de parte do popularmente conhecido Campo das Cebolas, que passará a ser denominado Largo José Saramago. A jornalista Ana Fernandes manifesta a sua oposição neste texto saído no Público, em 28/11/2018.

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Em artigo que se transcreve do jornal Público de 9 de novembro de 2018, o seu autor defende o uso do pronome vós, contestando que ele seja  – como o consideram muitos linguistas – «provinciano ou arcaico», face ao uso, cada vez mais generalizado do pronome vocês. «Vós está, de facto, em uso. Certas ilhas neste país, e não falo só das nortenhas, mantêm o uso de vós, quando vós sois dois “tu” e não dois “você”». 

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«Os preços dos livros estão a matar o português. Hoje é mais barato comprar em Portugal um livro escrito em inglês do que esse mesmo título traduzido para a nossa língua»

 

[artigo publicado pelo autor no "Jornal de Negócios" do dia 7 de fevereiro de 2018] 

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Faz parte do senso comum dizer que «os brasileiros emigram para Portugal por causa da língua». O problema – no caso específico dos estudantes brasileiros no ensino superior português, como escreve a autora em artigo publicado no Diário de Notícias do dia 5 de fevereiro de 2018 – não reside apenas, nem principalmente, nas conhecidas dificuldades que encontram com a língua portuguesa falada em Portugal: diferenças de vocabulário, concordância, fonética, sotaques, regionalismos, gírias, etc. Pior: «A maioria não sabe que no ensino superior português o conhecimento da língua inglesa é fundamental (é cada vez mais comum o uso do inglês em aulas, bibliografias, participação em conferências e escrita de papers, já que a academia portuguesa quer marcar presença nas principais revistas científicas do mundo, e estas encontram-se, maioritariamente, em inglês).»