Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
O flautista de Hamelin e os ratos hipnotizados
Educação e falta dela no parlamento português

«Graças ao cobarde lavar de mãos de Aguiar (Pilatos) Branco e seus comparsas, a partir de agora tudo será permitido na casa da democracia – os insultos, a baixeza e a grosseria, o palito nos dentes, o arroto, a ventosidade ruidosa e (porque não?) os murros, os pontapés e as cenas de pancadaria» – escreve a linguista e a professora universitária portuguesa Margarita Correia, tecendo considerações que abrangem o ensino, a propósito da polémica causada na Assembleia da República Portuguesa pelo deputado André Ventura, que, em 16 de maio de 2024, afirmou que «os turcos não são propriamente conhecidos por ser o povo mais trabalhador do mundo». 

Artigo de opinião publicado no Diário de Notícias em 20 de maio de 2024.

A evolução esbarra na educação
Formalidade e informalidade linguísticas no Brasil

«O português falado no Brasil pelas pessoas escolarizadas já foi mais próximo da norma-padrão numa época em que o ensino em geral e o de língua portuguesa em particular eram muito mais fortes do que hoje em dia» – sustenta o linguista brasileiro Aldo Bizzocchi, investigador da Universidade de São Paulo (Núcleo de Apoio à Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa – NEHiLP), acerca da importância do uso formal da língua portuguesa, nesta publicação de 22/04/2024 no mural Língua e Tradição, no Facebook.

O modelo social-democrata de escola <br>dificilmente sobreviverá
O futuro exigente da educação em Portugal

«Pensamento crítico, colaboração, criatividade e comunicação devem sobrepor-se a amestração, consumo e violência. O futuro da educação exige narrativa, arte, ócio e contemplação. Nada disto é passado, e, sem isso, o modelo social-democrata de escola dificilmente sobreviverá.» Neste texto, publicado no jornal Público no dia 23 de março de 2024, o professor do ensino básico e secundário Paulo Prudêncio, discute o futuro do modelo social-democrata de escola, analisando diversos sinais indicativos da sua possível não sobrevivência, mesmo em sociedades onde esse modelo progrediu. 

Qual é o masculino de «dona de casa»?
Um apontamento feminista em cama de casal, com tempero de privilégio

«Tem-se falado muito de conservadorismo, do “lugar da mulher”, dos “malefícios” que o Feminismo traz às mulheres que têm todo o gosto em ser donas de casas. Ora, o Feminismo não traz limitações, mas sim a liberdade de opções. Só por eu querer ser dona da casa ao invés de dona de casa, não quer dizer que eu seja contra a existência de “donas de casa”»

Considerações da ilustradora, ativista e autora Clara Não num artigo de opinião publicado no jornal Expresso em 18 de março de 2024.

A palavra <i>populismo</i> é uma prenda para a extrema-direita
Razões para deixarmos de a usar

«Mas o populismo tornou-se, no entanto, uma palavra da moda. Inúmeros académicos surfaram esta onda em busca de financiamento e de citações, muitas vezes sem trabalhar devidamente a literatura sobre o tema.»

Artigo que trata da problemática da utilização do termo populismo para descrever políticas e movimentos de extrema-direita. Texto da autoria dos investigadores universitários  Aurelien Mondon e Alex Yates (Universidade de Bath, Reino Unido), publicado originalmente no The Conversation, traduzido e trancrito pelo Esquerda.net no dia 11 de março de 2024, e aqui transcrito com a devida vénia.

Língua portuguesa e integração
Condicinalismos propstos para imigrantes em Portugal

«[O] conhecimento e uso da língua portuguesa torna-se condição indispensável para a integração de cidadãos de origem estrangeira que pretendam residir no nosso país e aqui construir as suas vidas. São inegáveis as dificuldades linguísticas de vários cidadãos estrangeiros que têm chegado a Portugal nos últimos anos e que apresentam enormes problemas de comunicação.»

Palavras do  professor de Português Língua Estrangeira, Língua Segunda. Diogo Godinho, em artigo de opinião publicado no jornal digital Observador no dia 9 de março de 2024, onde reflete acerca da importância do domínio da língua portuguesa e de conhecimentos de cultura e história portuguesa na aquisição de residência ou nacionalidade portuguesa. 

As questões linguísticas <br>nos programas eleitorais dos partidos (2)
As propostas do PAN, do PS e da AD

Num segundo artigo sobre a língua portuguesa nos programas eleitorais dos partidos concorrentes às legislativas de 10 de março em Portugal, a professora universitária e linguista Margarita Correia debruça-se sobre o que lhe dedicam o PAN, o Partido Socialista e a Aliança Democrática. Dessas propostas, deixa sete perguntas e um pedido.

Crónica transcrita, com a devida vénia, do Diário de Notícias de 4 de março de 2024.

Mitos úteis
Sobre os ciclos de escolaridade em Portuugal

«A questão da reformulação dos ciclos de escolaridade [em Portugal], relançada pelo Conselho Nacional de Educação, é uma questão importante e deveria ser tratada como tal, preparando-se uma eventual mudança do que existe sem ser no modo "na Europa é assim e devemos fazer igual".»

Afirmação do professor do 1.º ciclo Paulo Guinote, num texto de opinião publicado no dia 4 de março de 2024 no Diário de Notícias. Texto escrito de acordo com a norma ortográfica de 1945.

A direita populista, a língua portuguesa <br>e outras questões linguísticas
As eleições de 10 de março de 2024 em Portugal

«A forma de abordagem das questões linguísticas espelha com nitidez o âmago do pensamento político de quem escreveu este programa eleitoral [do Chega].»

Crónica da linguista e professora universitária  portuguesa Margarita Correia, o primeiro de uma série que a autora dedica à atenção que os partidos políticos portugueses dão à lingua portuguesa, no contexto das eleições de 10 de março de 2024 em Portugal. Texto publicado no Diário de Notícias em 19 de fevereiro de 2024 e aqui transcrito com a devida vénia.

O português “com sotaque” dos meus pais guineenses
Empoderamento e censura pelas palavras

 «Quem domina a palavra pode seguir dois caminhos: o de empoderar outros grupos ou de censurá-los» – reflete a escritora Sandra Baldé, a partir da sua experiência de portuguesa afrodescendente.

Artigo transcrito com a devida vénia da revista Gerador onde foi publicado em 11 de janeiro de 2024.