Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
A direita populista, a língua portuguesa <br>e outras questões linguísticas
As eleições de 10 de março de 2024 em Portugal

«A forma de abordagem das questões linguísticas espelha com nitidez o âmago do pensamento político de quem escreveu este programa eleitoral [do Chega].»

Crónica da linguista e professora universitária  portuguesa Margarita Correia, o primeiro de uma série que a autora dedica à atenção que os partidos políticos portugueses dão à lingua portuguesa, no contexto das eleições de 10 de março de 2024 em Portugal. Texto publicado no Diário de Notícias em 19 de fevereiro de 2024 e aqui transcrito com a devida vénia.

O português “com sotaque” dos meus pais guineenses
Empoderamento e censura pelas palavras

 «Quem domina a palavra pode seguir dois caminhos: o de empoderar outros grupos ou de censurá-los» – reflete a escritora Sandra Baldé, a partir da sua experiência de portuguesa afrodescendente.

Artigo transcrito com a devida vénia da revista Gerador onde foi publicado em 11 de janeiro de 2024. 

 

A classificação de <i>que</i> em «felizmente que ele chegou» I
Uma perspetiva do Brasil

A divulgação do apontamento intitulado «Felizmente que ele chegou» (21/11/2023) motivou, no mural do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa no Facebook, um comentário do gramático brasileiro Fernando Pestana que recorda uma análise alternativa no quadro da Nomenclatura Gramatical Brasileira.

Dobrar a língua
Sobre as saudações «Bom dia!», «Boa tarde!» ou «Boa noite!»... que não excluem ninguém

«Além de escorregarmos do pé, todos, vulgares cidadãos e até os eleitos em nosso (distantíssimo) nome, escorregamos da língua. Até os eleitos? Sobretudo e deixo implícito «todos e todas», pois não posso andar sempre com a língua a dobrar os sinos por causa do que o histórico machismo fez ao feminino.»

 

Texto da autoria de Manuel Costa Alves, transcrito, com a devida vénia, do semanário Reconquista, com a data 14 de dezembro de 2023.

Era uma vez um estrangeiro que desejava aprender
A unidade na diversidade

«[Jack] digitou no Google: «Professor língua brasileira». Quanto mais procurava, menos encontrava. Percebeu que o Google direcionava a intenção de busca do estrangeiro para «língua portuguesa» ou «português».» Em jeito de parábola, o gramático brasileiro Fernando Pestana defende a unidade da língua, apesar da sua dispersão por diferentes países, em diferentes continentes. Apontamento transcrito, com a devida vénia, do mural que o referido autor mantém no Facebook (24 de novembro de 2023).

 

Língua, jornalismo e informalidade
Registos linguísticos e comunicação nos media

Haverá algum limite para o uso de linguagem informal nos textos jornalísticos?

A consultora Sara Mourato considera que sim, porque certos vocábulos, por desadequados, podem desacreditar conteúdos. O jornalista José Mário Costa contesta e sublinha que tais palavras se usam no jornalismo «sem o mínimo prejuízo na credibilidade do assunto noticiado».

 

 

A informalidade na escrita jornalística
Questão de estilo e em nada diminuidora da credibilidade noticiosa

«Levar uma nega», «escola às cegas», «a ver navios», «dia do fico», ou a «fuga para a frente» deste ou daquele político – são alguns exemplos do léxico mais informal usado genericamente na imprensa e ao abrigo da criatividade de estilo jornalístico. Um ponto consagrado em qualquer manual de redação.

Dar <i>nega</i> a Elon Musk
Um uso questionável em textos noticiosos

Será aceitável a expressão «dar nega» num texto noticioso? A esta pergunta tenta responder a consultora Sara Mourato, a propósito do uso da expressão numa notícia do site Executive Digest.

Semântica: uma estrela invulgar no espaço político
A relevância do significado numa comunicação eficaz

«Preocupar-se com o uso acertado das palavras é também ter cuidado com o sentido que veiculam, uma vez que este constitui uma parte importante de qualquer ato comunicativo. (...) Em circunstâncias relativas às relações de diferentes estados que muitas vezes estão em conflito, defende-se um cuidado nas palavras usadas, uma vez que a interpretação errada de um termo é o suficiente para agravar a situação.» 

Texto da consultora do Ciberdúvidas Inês Gama a propósito das declarações do secretário-geral das Nações UnidasAntónio Guterres, no passado dia 24 de outubro.

<i>Mortandade</i>, <i>morticínio</i> e <i>genocídio</i>
A propósito de massacres no conflito Israel-Hamas

A sinonímia parcial entre mortandade, morticínio e genocídio bem como a relação destas palavras com massacre dão matéria para este apontamento do consultor Carlos Rocha.