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Textos publicados pelo autor

Consultório

A correlação «quanto mais/menos... tanto mais/menos...»

Pergunta: São lícitas, sob o ponto de vista da norma culta, construções como as que seguem abaixo? (1) Quanto mais te conheço, tanto menos quero ficar contigo…. (2) Quanto menos penso em você, tanto mais me sinto bem….. Obrigado.Resposta: Absolutamente nenhuma gramática normativa ou descritiva consultada desabona essa possibilidade de correlação. Nas páginas 928 e 929, a gramática Maria Helena de Moura Neves assim registra em sua Gramática de usos do português: «Além disso, é possível a expressão...

O nosso idioma

O que é o paralelismo sintático

Um princípio para a boa construção frásica

«Verificar se uma frase teve ou não o paralelismo sintático respeitado pressupõe, sobretudo, o conhecimento do conceito de coordenação entre termos e orações [...]» –saleinta o gramático Fernando Pestana neste apontamento a respeito de um importante critério estilístico para a boa construção de uma frase. Texto aqui partilhado por proposta do próprio autor que o publicou originalmente no Facebook em 08/09/2026. ...

Consultório

«Não se cala»

Pergunta: Na frase «Ele não se cala», o se é objeto direto? Ou é parte integrante do verbo? Ou partícula expletiva?  Obrigado.Resposta: Evanildo Bechara, em sua Moderna Gramática Portuguesa, no capítulo de Pronome Pessoal, sob o tópico "O pronome se na construção reflexa", assim nos esclarece: «Pode ainda o pronome se juntar-se a verbos que indicam: 1) sentimento: indignar-se, ufanar-se, atrever-se, admirar-se,...

Consultório

Como com verbos no conjuntivo

Pergunta: Aprendi que, nas orações subordinadas adverbiais causais, pode-se usar o modo subjuntivo para uma estética mais erudita. Exemplo: «Como fosse jovem, tinha muitos sonhos.» Essa possibilidade existe só para o pretérito ou para todos os tempos verbais? Exemplo: «Como seja jovem, tem muitos sonhos.» Obrigado.Resposta: Segundo todos os gramáticos consultados (Evanildo Bechara, Celso Cunha, Rocha Lima, Domingos P. Cegalla, Napoleão M. de Almeida, Maria Helena de Moura Neves, José Carlos de Azeredo), essa...

Consultório

Particípio passado usado adjetivalmente

Pergunta: Por favor, considere a frase: «Alberto é um homem marcado pela sorte.» A palavra marcado é adjetivo ou particípio? Exerce a função de adjunto adnominal? «Pela sorte» é agente da passiva? Ou complemento nominal? Obrigado.Resposta: Segundo o Dicionário Prático de Regência Nominal, de Celso Pedro Luft, marcado é um adjetivo (nessa acepção da frase trazida pelo consulente) que exige um complemento nominal iniciado pela preposição...
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