O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
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Dissílabos que já não têm acento gráfico

Palavras como pera (fruto), pela (de pelar) ou polo (extremidade) já se escreveram com acento gráfico. Depois de um anterior texto sobre o acento tónico e o acento gráfico, a professora Lúcia Vaz Pedro enumera neste apontamento alguns casos de perda de acento em palavras graves dissilábicas, no quadro do Acordo Ortográfico de 1990.

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«Em fevereiro chuva, em agosto uva», «Em abril, águas mil», «Tarde vermelha e manhã cinzenta, não esperes chuva nem tormenta», «Verão de São Martinho, lume, castanhas e vinho» «Dezembro frio, calor no estio», «De Espanha, nem bons ventos nem bons casamentos» – são alguns dos muitos provérbios relacionados com o clima. A verdade é que nem a todos  a ciência atesta a validade do que a sabedoria popular consagrou. É que se explica neste artigo publicado no jornal digital Observador, a propósito do Dia da Meteorologia, no dia 24 de março de 2019, da autoria da jornalista Marta Leite Ferreira.

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Na expressividade, única, da língua portuguesa

«Quinar», «pifar» ou mesmo  «lerpar»; «abotoar o sobretudo de madeira», «vestir o pijama de madeira», ir «para o andar de cima», «para o jardim das tabuletas»  ou «estudar botânica por baixo» – são algumas das expressões reunidas nesta crónica do escritor, tradutor e professor universitário João Pedro George «bem reveladoras do talento especial da língua portuguesa  para troçar com a ideia da morte».

* artigo publicado na revista Sábado n.º 777, de 21/03/2019, escrito conforma a norma ortográfica de 1945.


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Acento tónico vs. acento gráfico

Em português, o acento tónico distingue três tipos de palavras: as agudas (ou oxítonas), as graves (ou paroxítonas) e as esdrúxulas (ou proparoxítonas). Mas, na escrita, é importante saber distinguir acento tónico de acento gráfico, conforme evidencia este texto da professora Lúcia Vaz Pedro.

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Línguas ficcionais e falsos erros

As línguas ficcionais com «gramáticas complexas, subtilezas insuspeitadas e uma beleza muito própria» motivam a crónica que Marco Neves, que também nos fala de construções que conquistaram a fama de erro e que afinal não o são, pois, por vezes, a «Internet também permite que uma multidão se junte para atacar o mais pequeno deslize, mesmo quando falamos de erros gramaticais em línguas que não existem…»

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O discurso político sobre a violência doméstica

O uso de nós no discurso público constitui também uma estratégia de não identificar o sujeito de uma ação, levando a diluir a responsabilidade individual no coletivo, como tem acontecido em Portugal quando o tema é a violência doméstica. Texto assinado pela linguista Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescola da Língua Portuguesa, que o leu na rubrica "Cronigramas" do programa de rádio Páginas de Português (emissão de 17/03/2019).

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Palavras que muitos pronunciam mal

Vários erros de português andam de boca em boca e entram-nos pela casa dentro sem pedir autorização. Eis cinco desses erros que convém corrigir. 

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Palavras que se confundem com frequência

Adesão e aderência, apetência e aptidão, confrangedor constrangedor, descriminardiscriminar, eminente e iminente, mandado e mandato, o moral e a moral, onde e aonde, ringue e rinque, renitente e reticente. Como escreve a autora, nesta crónica* publicada na edição digital da revista Visão do dia 10 de março de 2019, quem já não teve dúvidas com estas palavras, muitas delas parónimas?

 

*CfPares Difíceis da Língua Portuguesa  + Mais Pares Difíceis da Língua Portuguesa 

 

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Um caso de linguagem inacessível ao comum dos falantes

Puerícia, flatulênciagastrenterocolite, pruridos... Casos de uma comunicação completamente desadequada – um médico com a sua linguagem mais técnica e mais estereotipada, no atendimento de uma mãe apreensiva com as queixas do filho, numa urgência hospitalar em Luanda  – retratados nesta crónica do jornalista e professor Edno Pimentel, que transcrevemos, com a devida vénia, do semanário angolano Nova Gazeta, do dia 7 de março de 2019.

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Contrastes interlinguísticos das finanças aos tribunais

Entre línguas diferentes, encontram-se palavras de fonética ou grafia semelhantes, que historicamente podem ter a mesma origem, mas que, na sua evolução semântica, divergiram assombrosamente – são os chamados «falsos amigos». Outras vezes, partindo do mesmo conceito, descobre-se que os idiomas fixaram formas de o verbalizar reveladoras de culturas contrastantes, por exemplo, em relação às finanças, aos impostos, à política e à justiça. Este é o pano de fundo da reflexão que o jornalista e escritor brasileiro Nelson Motta desenvolve no texto que, com a devida vénia, a seguir se transcreve da edição de 15/02/2019 do jornal brasileiro O Globo.