O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
Os jovens têm um vocabulário reduzido?
Uma ideia a avaliar

«O conhecimento que temos, enquanto falantes de uma língua, do léxico desta, tem características particulares quando comparado com outros tipos de conhecimentos, como, por exemplo, o das estruturas das frases.»

Artigo da linguista Margarita Correia publicado originalmente no dia 14 de novembro de 2020 no Diário de Notícias.

Bala de prata contra a imortalidade
As metáforas da covid-19

Anunciando as medidas do estado de emergência em Portugal, o primeiro-ministro António Costa usou a expressão «bala de prata», que deu mote a este apontamento em torno da expressão da professora Carla Marques.

Quinze palavras com geografia escondida
Derivados de nomes de países, regiões e lugares

O português tem um leque de palavras cujo radical provém de nomes de países e regiões. Listando alguns vocábulos da língua quotidiana que ocultam outras paragens, segue-se um apontamento de João Nogueira da Costa, que o publicou na sua página de Facebook em 25 de agosto de 2019.

Cumplicidade e consonância
Duas palavras da atualidade política portuguesa... nada unívocas no seu uso

Em Portugal, as palavras cumplicidade e consonância têm sido usadas, por vezes de forma pouco clara, para caracterizar a relação entre o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro António Costa, o que motivou o apontamento da professora Carla Marques, que procura os significados destas palavras. 

O tufão Goni e a tempestade Atsani
Que tratamento devem ter?

A propósito do tufão Goni, reflete-se, neste apontamento, acerca do tratamento dado aos nomes atribuídos a furacões, ciclones, tufões ou tempestades, que, raras vezes e erradamente, surgem entre aspas ou plicas ou em itálico.

A evolução também involui
Língua popular e norma-padrão no Brasil

«(...) [Não] se pode confundir a evolução do idioma padrão pela incorporação consciente e sensata de usos contemporâneos da língua falada com a produção textual deficiente resultante da falta de estudo», sustenta o linguista brasileiro Aldo Bizzocchi neste apontamento publicado no dia 8 de novembro de 2020 na página de Facebook de Língua e Tradição.

<i>Você</i> é estrebaria?
O confronto de duas formas de tratamento

«No diálogo entre [o treinador do Benfica] Jorge Jesus e a procuradora [do julgamento do caso Football Leaks] assistimos ao confronto entre um, claramente inadequado à situação (...), e outro, conservador, de quem domina o código certo e detém o poder.»

Artigo da linguista Margarita Correia publicado em 7 de novembro de 2020 no Diário de Notícias, a propósito de um episódio que revela as subtilezas e dificuldades do uso do pronome de tratamento você em Portugal.

O uso de <i>testar</i> e <i>dar</i> no discurso sobre a covid-19
Duas construções que fogem à norma-padrão

A deflagração da pandemia mais assustadora dos últimos dois séculos trouxe o desenvolvimento de um campo lexical, até aqui praticamente inexistente. São caso disso as expressões «testar positivo/negativo» e «dar positivo/negativo». No texto que se apresenta faz-se a análise destas expressões e mostra-se como chegaram até ao português. 

Finados e cemitério
As palavras do Dia dos Fiéis Defuntos

Em ano de pandemia, a proibição, em Portugal, de circulação entre concelhos leva a que muitas famílias não possam realizar a tradicional visita aos cemitérios em Dia de Finados. É esta a realidade que motiva a seleção das palavras finadoscemitério para o apontamento da  professora Carla Marques, emitido no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 1 de novembro de 2020.

Do medo e do terror
Etimologia e história política

«O ato de pura barbárie cometido contra Samuel Paty a 16 de outubro [de 2020] foi um ato de terrorismo, tal como o ataque na basílica de Notre-Dame em Nice, a 29 [de outubro do mesmo ano]. O móbil destes atos é o fundamentalismo islâmico. A sua natureza é terrorista.»

Assim se refere aos dois ataques ocorridos na segunda quinzena de outubro de 2020, em França, a linguista Margarita Correia, que traça o percurso histórico das palavras medo e terror na língua portuguesa no artigo que aqui se disponibiliza com a devida vénia e que foi publicado em 31 de outubro no Diário de Notícias.