O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Português na 1.ª pessoa O nosso idioma
Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
<i>Erradicar</i> e <i>eliminar</i>
Usos em contexto de pandemia e outros

O verbo erradicar é, por vezes, usado em contextos  como do surto do covid-19 em que deveria surgir o verbo eliminar, como observa a professora Carla Marques neste apontamento sobre as diferenças de significado do verbos. 

Foco e fogo
Covid-19 vs. incêndios florestais

Os focos de contágio do surto padémico  e os fogos florestais que marcaram o início do verão em Portugal motivam uma viagem à origem comum das palavras e ao seu desdobramento de sentidos, no apontamento de Carla Marques  difundido no programa Páginas de Português, na Antena 2, no dia 28 de junho de 2020.

Apóstrofo’s vadio’s
Um uso erradíssimo nos plurais das siglas

O apóstrofo tem regras simples em português, mas aparece erradamente associado às siglas para marcar o plural, ao que parece, imitando um mau uso do inglês. Uma carta  do tradutor Elysio Correia Ribeiro a dar contada situação deixa o escritor português Miguel Esteves Cardoso perplexo, porque é «muito fácil colocar correctamente o apóstrofo» e «nem é preciso comprar livros». Crónica incluída no Público de 25 de junho de 2020, que adiante se transcreve com a devida vénia (manteve-se a ortografia do original).

 

Aos revisores
A lupa perfeccionista e sempre na sombra

A propósito do seu  novo livro, a jornalista Catarina Gomes publicou na sua página do Facebook este apontamento  sobre o «discreto labor» de quantos,  «com perfeccionismo e paixão»,  juntam «o amor à língua e à escrita» e não se importam  «de ficar na sombra para que o autor faça boa figura».

Quero ver o português na CEE!
35 anos depois da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia

«Para muitos profissionais europeus tornou-se interessante adicionar o português ao perfil linguístico e disparou o número de estrangeiros a estudá-lo e, à falta de um organismo nacional que o faça, os serviços de língua portuguesa da União Europeia foram produzindo recursos normalizadores da língua, preciosos para quem trabalha na área. Muito foi feito, de facto. No entanto, porque alimentámos por décadas o isolacionismo e o desprezo pelo saber, começámos tarde e coxos, descobrimos com atraso o potencial da língua e teimámos em não o levar a sério, faltam ainda hoje ao português muitos e bons recursos linguísticos que sustentem a sua condição de língua internacional, pluricêntrica e de trabalho de grandes organizações internacionais.»

Artigo de Margarita Correia in Diário de Notícias do dia 22 de junho de 2020, a seguir transcrito com a devida vénia. 

Consciência e desobediência
De Padre António Vieira a Aristides de Sousa Mendes

Consciência e desobediência são as palavras nucleares da crónica de Carla Marques  difundida no programa Páginas de Português, na Antena 2, no dia 21 de junho de 2020, recordando a ação de homens como o Padre  António Vieira e o diplomata  Aristides de Sousa Mendes

 

Imagem: O Pensador, de Auguste Rodin, 1904. 

«Portugal não é o dono da língua portuguesa»
As virtualidades do português e a partilha dos esforços na sua projecção e ensino

Em entrevista ao jornal Público, 21 de junho de 2020. conduzida pela jornalista Leonete Botelhoo presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua embaixador Luís Faro Ramos, lembra  que «Portugal não é dono da Língua Portuguesa, que é policêntrica e plural» e que «o esforço da sua afirmação no mundo tem de ser de todos os países da CPLP».

[Manteve-se a ortografia do texto original. Fonte da primeira imagem: Mundo Português, 1 de maio de 2019.]

 

Quem são e o que fazem os linguistas?
A ciência que se ocupa da linguagem

 «Os linguistas adotam uma perspetiva científica sobre a língua, observam-na como objeto de estudo e não emitem juízos de valor sobre ela. Cada “amostra linguística” é tratada como uma amostra de tecido celular observada ao microscópio» 

Artigo  de Margarita Correia, in Diário de Notícias do dia 16 de junho de 2020, a seguir transcrito, com a devida vénia.

 

Marcas de racismo em palavras e expressões do português
Exemplos que configuram linguisticamente o medo do Outro

«Como as palavras e cada língua configuram o modo como vemos o mundo, não é de admirar que encontremos gravados no acervo lexical de qualquer língua, incluindo o português» – observa a linguista Margarita Correia a propósito de várias expressões de cariz racista, fixadas  na língua portuguesa desde tempos remotos. Esta e outras considerações constituem o apontamento a seguir transcrito, emitido no programa Páginas de Português, transmitido pela Antena 2 em 14 de junho de 2020.

Quanto é um bilião em Portugal?
O bilião inglês vs. o bilião português

O professor universitário e tradutor Marco Neves reflete sobre os problemas da tradução da palavra bilião do inglês para o português, uma vez que os conceitos são diferentes nas duas línguas.