DÚVIDAS

CIBERDÚVIDAS

Textos publicados pelo autor

Consultório

Ênclise no subjuntivo (frases optativas)

Pergunta: É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise. Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise? Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que...

Consultório

Valência

Pergunta: Eu gostaria de tirar uma dúvida em relação a uma expressão, cuja forma correta não sei escrever. Qual é o correto (não estou seguro quanto a escrita correta)? a). «Um senhor teve convulsão dentro do trem. À valência dele, havia um médico ali». b). «Um senhor teve convulsão dentro do trem. À valença dele, havia um médico ali». A expressão “à valência (ou: à valença)” equivale a “por (para) sorte”: «Um senhor teve convulsão dentro do trem. Por (para) sorte dele, havia um médico ali». Eu ouço mais a letra “b”, porém acho...

O nosso idioma

Variação e mudança linguística

Paráfrase da visão de Said Ali

A partir do texto exibido na imagem, da autoria do gramático brasileiro Said Ali (1861-1953), o também gramático Fernando Pestana propõe uma paráfrase que é também uma proposta da definição de princípios básicos no estudo da variação e mudança linguísticas. Texto publicado na página de Facebook do autor (26/02/2026) e aqui partilhado com a devida vénia....

Consultório

Brasil e Portugal: porquê diferentes nomenclaturas gramaticais?

Pergunta: Por que Brasil e Portugal possuem certas diferenças quanto a denominações, entendimentos e categorizações gramaticais (como, por exemplo, a diferença entre o «futuro do pretérito do modo indicativo» brasileiro e o «modo condicional» português)? Há alguma razão para tais distinções e discordâncias que vá além dos fatores educacionais ou histórico-tradicionais já consabidos e estudados, tendo em vista que as primeiras normatizações oficiais de cada país a tratarem do assunto foram publicadas – pelo que...

Consultório

O verbo acertar, novamente

Pergunta:  Li com atenção a dúvida de um consulente e a respetiva resposta do Ciberdúvidas sobre a regência do verbo acertar, quando este é utilizado no sentido de «atingir». Ora, a verdade é que fiquei pouco esclarecido. Vejamos, o consulente dá um exemplo de Camilo: «O poeta Sarmento chamava-lhe cintura à prova de fogo, porque não havia bala que lhe acertasse.» Daqui podemos inferir a seguinte estrutura da frase com o verbo acertar: «A bala acertou-lhe.» O constituinte «a...
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