O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
Como é que isso vai?
Sobre fórmulas de saudação usadas em Portugal

«A dupla “Como está? Passou bem?” oferece duas oportunidades de confissão pessoal e humana. Há despachar e despachar, há enganar e deixar na dúvida.»

Crónica do escritor Miguel Esteves Cardoso sobre as subtilezas das fórmulas de saudação em Portugal e incluída na edição de 14 de agosto do jornal Público.

O português, o IILP e o sistema global das línguas
Língua supercentral, de unidade nacional e pluricêntica

«Enquanto língua supercentral – escreve * Margarita Correia,  presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP, o português é uma língua de âmbito internacional (oficial de nove países e da Região Administrativa Especial de Macau), falada em todos os continentes, gravita em torno do inglês (língua global de produção e difusão de conhecimento). Ao mesmo tempo, o português constitui o centro de uma constelação mais restrita, em torno do qual gravitam “línguas nacionais”, e.g. as principais línguas de Angola ou Moçambique, com função veicular. Em linguagem política, o português é "língua de unidade nacional" para vários países. É também língua pluricêntrica

Artigo  publicado originalmente no Diário de Notícias de 11 de agosto de 2020

A glotofagia não  é inevitável
A realidade nos PALOP

«glotofagia não é inevitável», sustenta neste apontamento* a  professora Margarita Correia, lembrando como a aplicação de políticas linguísticas adequadas  em países com linguas nacionais  próprias – como é o caso específico dos PALOP –  «pode atenuar significativamente o processo». 

* emitido no programa Páginas de Português, na Antena 2, no dia 9 de agosto de 2020.

 

Das crenças
Desde Galileu, que teve de renegar o heliocentrismo, à hidroxicloroquina e ao vodca para a covid-19...

«No que respeita à língua portuguesa, perdura entre certa camada da população um conjunto particular de crenças, que se sustentam no passado colonial português e que, por seu turno, motivam comportamentos preconceituosos e xenófobos relativamente a variedades nacionais que não a portuguesa. Entre essas crenças contam-se a de que Portugal é o único dono da língua portuguesa, a de que a variedade brasileira difere da europeia por ter sido corrompida – e até de que foi tão corrompida que em rigor já não é português –, a de que a norma-padrão dos países africanos de língua portuguesa e de Timor-Leste é e será o português falado pelas classes cultas do eixo imaginário entre Lisboa e Coimbra.(...)»

[Margarita Correia, in Diário de Notícias de  4 de agosto de 2020.]

O diálogo intercultural em português
Mais ricos e mais plenos, trabalhando juntos

Como viver a pluricentricidade de uma língua, a nossa, idioma oficial em nove países, em quatro continentes e que tem cerca de 270 milhões de falantes?  A pergunta e a resposta da professora universitária brasileira  Edleise Mendes, em crónica emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 2 de agosto p.p.

Raça e expressões racistas
Da motivação para a violência

Uma crónica de Carla Marques em volta da palavra raça e de expressões racistas que integram as palavras negro e preto, motivada pelo assassinato do ator português Bruno Candéalegadamente por motivos racistas (emitida no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 2 de agosto de 2020).

As delícias das pequenas palavras portuguesas
De "bá" a "zá"

«Pensei [...] nas palavras pequenas, daquelas simples, só com uma consoante e a letra a…» Passando à ação, o tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves propõe um pequeno percurso comentado por monossílabos que começam pelas letras consoantes do alfabeto português. Texto publicado em 1 de julho de 2018 no blogue Certas Palavras e no livro Almanaque da Língua Portuguesa (Guerra & Paz, 2020). Mantém-se a ortografia de 1945, que é a seguida pelo autor.

A educação em contextos multilingues nos PALOP
Avanços e caminhos para o ensino da Língua Portuguesa
Por Vários

Vídeo de uma mesa-redonda realizada em 28 de julho de 2020 pela Associação Brasileira de Línguística (ABRALIN) com a finalidade de analisar, discutir e renovar os avanços alcançados no ensino de Português nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Trata-se de uma sessão integrada na ABRALIN/Ao vivo, conjunto de palestras e mesas-redondas promovidas por esta entidade brasileira como forma de ultrapassar os constrangimentos criados pela pandemia de covid-19. O texto adiante transcrito corresponde à apresentação que a ABRALIN disponibilizou.

Internacionalizar a ciência é anglicizá-la?
O português também é veículo de conhecimento

«Internacionalizar [o ensino superior português] tem que ser, também, prover o português, língua que se quer internacional, dos recursos (i.e. textos científicos) que lhe permitam ser efetivo veículo de ciência e conhecimento para os seus mais de 250 milhões de falantes» – defende a linguista portuguesa Margarita Correia em crónica publicada em 28 de julho de 2020 no Diário de Notícias.

 

 

 

«O comer» é erro de português?
Arrepios não fazem erros

Criticando a atitude de quem diz "arrepiar-se" com a expressão «o comer», no sentido de «a refeição», o tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves argumenta que se trata de um uso correto e exorta a «parar com esse disparate de querer impedir os verbos de se transformarem em nomes», pois «[a]inda nenhum dos nossos bisavós tinha nascido e já os portugueses transformavam verbos em nomes (entre outras malfeitorias)». Apontamento publicado no blogue Certas Palavras em 26 de julho de 2020 (mantém-se a ortografia de 1945, seguida no original).