O nosso idioma // O português em Angola Manter como sinónimo de casar Edno Pimentel As particularidades do português de Angola passam a ter um espaço próprio em O Nosso Idioma através da colocação em linha das crónicas do "Professor Ferrão", assinadas por Edno Pimentel e publicadas no jornal Nova Gazeta, de Luanda. Neste primeiro texto apresentado no Ciberdúvidas, o tema é o verbo manter, usado em Angola como sinónimo de contrair uma relação conjugal, ou seja, de casar. – Nunca mais te vi. Pensei que já manteste! – Adivinhaste. Já manteu mesmo. Edno Pimentel · 22 de fevereiro de 2013 · 4K
O nosso idioma // Léxico À volta de «colmeadinho» e «dinheiro acrescentado» Desprezamos muitas vezes, por puro snobismo linguístico, os nossos regionalismos. Alguns deles verdadeiras pérolas de economia e de expressividade. Tudo em prol de uma língua formatada, uniformizada. Igual no Minho e no Algarve. Paulo J. S. Barata · 21 de fevereiro de 2013 · 5K
O nosso idioma // Identidade linguística Outro direito fundamental em risco: o direito à língua Provincianismo antipatriótico e uma prática de subserviência «Serão (… ) cumpridas as obrigações constitucionais e respeitado o direito à identidade linguística dos cidadãos portugueses?» A pergunta e resposta, inquieta, do professor universitário e constitucionalista Jorge Miranda, em texto transcrito, com a devida vénia, do jornal Público do dia 9 de fevereiro de 2013. Jorge Miranda · 11 de fevereiro de 2013 · 8K
O nosso idioma Distinção Um poema que gira à roda da ortografia, da importância das maiúsculas iniciais de determinadas palavras, realçando a relação entre grafia e semântica e evidenciando o seu valor expressivo. A escrita poética do brasileiro Drummond de Andrade alerta para a força da marca gráfica como fator de distinção («Distinção») para o sujeito poético e para o leitor. Carlos Drummond de Andrade (1902 — 1987) · 18 de janeiro de 2013 · 4K
O nosso idioma «Antolha-se crucial» romper com o português formatado… É mais fácil sermos surpreendidos negativamente pela forma como a língua portuguesa é tratada nos media do que o inverso. Mas quando isso acontece há que enaltecê-lo. Num artigo de Paulo Rangel, no Público, de 23 de outubro de 2012, na coluna intitulada Palavra e Poder, e a propósito do plano de assistência financeira a Portugal, pode ler-se: Paulo J. S. Barata · 2 de janeiro de 2013 · 5K
O nosso idioma // A arte do uso da linguagem Antonomásias e hipocorísticos «O que se requer ao insulto para ser arte é elevação, e a única via que eleva é o apuramento da linguagem. Dizer de certo sujeito que é «alcançadíssimo de inteligência» ou que o caracteriza «extrema parcimónia das faculdades mentais» é melhor do que chamar-lhe idiota: não apenas tem graça como suplanta o sentimento de caridade pelos menos afortunados, facilitando a apreciação da frase em si mesma, sem consideração do efeito que venha a produzir no visado. O desprezo da linguagem é que por ... Abel Barros Baptista · 29 de novembro de 2012 · 8K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público O valor da palavra «A palavra previsão utilizada na economia é, aliás, digna de análise. Prever é ver antes, coisa que (salvo em casos de bruxaria) se realiza pelo método científico: certos fenómenos quando ocorrem em determinadas condições ou ambientes têm consequências que se podem antever. Os economistas e as suas instituições podiam preferir outras palavras: «estimativa», por exemplo; ou «projeção»; ou, para serem totalmente honestos, apenas «palpite».[…] Se a palavra fosse palpites, talvez... Henrique Monteiro · 27 de novembro de 2012 · 4K
O nosso idioma Português opaco Em Portugal, está-se nos antípodas, por exemplo, dos EUA ou do Reino Unido – onde qualquer pessoa tem consagrado o direito a aceder a informação clara e concisa, de interesse público. «É o terreno ideal para [qualquer] político (...) fazer florescer a sua inventividade linguística, que ora lhe serve para fazer um pouco de demagogia, ora para esconder estragos.» In jornal Público de 10 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra. Ana Martins · 10 de novembro de 2012 · 3K
O nosso idioma // Neologismos Urbescópio Nesta semana, no caderno Economia do Expresso (n.º 2087, 27 de outubro de 2012, p. 30), dei de caras com urbescópio, um termo que obviamente não está dicionarizado. O urbescópio é uma peça de mobiliário urbano, de sinalética urbana, metálica, composta por uma base encimada por uma espécie de tubo circular, que direciona o olhar para um ponto-alvo na cidade, um monumento, um edif... Paulo J. S. Barata · 4 de novembro de 2012 · 5K
O nosso idioma // Escritores e poetas Perguntem aos vossos cães… * «Falámos do seu bem-amado Sporting, do amado póquer, de jornalismos moribundos, de crónicas mal amanhadas, da língua portuguesa assassinada, de amigos comuns com mau feitio e coração grande, e de supostos amigos que agora o incensavam, Prémio Camões na biografia.» Crónica em homenagem ao jornalista, cronista, escritor (Prémio Camões 2011), poeta, dramaturgo português Manuel António Pina (18 de novembro de 1943, Porto-19 de outubro de 2012). Victor Bandarra · 30 de outubro de 2012 · 6K