O nosso idioma Dois símbolos «Parelha de tendência do povo rude para considerar a sua língua como a única de gente, existe nele uma outra, contraditória com esta: é a facilidade infantil com que o povo esquece a própria língua, mal entra em contacto com outra, e logo passa a aprender e a estimar esta com prejuízo da sua. [...] Um deles representa a tendência purista exagerada e fechada, desejosa de fazer voltar a linguagem a modelos antigos e já mortos, tratando-a como se ela fosse uma língua morta – a única língua de gente, digna de ser embalsamada, mumificada [...]. O outro, ao contrário, dá-nos o esquema do homem que a falar, e sobretudo a escrever, se deixa desnacionalizar facilmente, porque não pôde ou não quis aprender bem a sua língua, e por isso a não ama nem respeita.» Texto que reflete sobre a atitude dos portugueses perante a sua língua. Agostinho de Campos · 1 de março de 2012 · 10K
O nosso idioma // Literatura A arte do génio da língua portuguesa Um excerto retirado de Arte de Ser Português, do poeta e filósofo do Saudosismo Teixeira do Pascoaes, sobre as particularidades criadoras do génio da língua portuguesa. Teixeira de Pascoaes · 22 de fevereiro de 2012 · 6K
O nosso idioma // Toponímia Palavras para uma cidade Num tom leve, em jeito de história, José Saramago evoca as palavras primeiras que deram nome a Lisboa, conduzindo-nos ao passado longínquo anterior à chegada dos Romanos até ao topónimo por que é reconhecida nos nossos dias. José Saramago · 10 de fevereiro de 2012 · 6K
O nosso idioma // Léxico Ano velho, palavras novas As grandes mudanças sentidas em Portugal ao longo de 2011 — a do Acordo Ortográfico e a do Acordo com a troika —, incidindo sobre a relação entre o (novo) vocabulário e a atual crise económica, são tema de reflexão do jornalista e escritor António Costa Santos numa crónica publicada na revista Tempo Livre (n.º 233, de janeiro 2012), que aqui se publica com a devida vénia ao autor e à publicação do Inatel. Manteve-se a grafia do texto original. António Costa Santos · 10 de janeiro de 2012 · 5K
O nosso idioma Português, língua de convívio Um texto que evidencia a riqueza linguística fruto do convívio da língua portuguesa com as línguas naturais (indígenas) dos países africanos e do Brasil, retirado do livro Milagrário Pessoal, de José Eduardo Agualusa. José Eduardo Agualusa · 9 de janeiro de 2012 · 6K
O nosso idioma Votos de próspero ano novo! A crise que Portugal vive também tem reflexos na linguagem. Expressões novas entram todos os dias no nosso quotidiano. Antes da crise sabíamos que existia dívida pública mas porventura nem todos saberíamos que existia dívida soberana! Os exemplos poderiam multiplicar-se. Paulo J. S. Barata · 2 de janeiro de 2012 · 8K
O nosso idioma «O estilo há-de ser muito fácil e muito natural» Excerto da obra «Sermão da Sexagésima» No excerto Padre António Vieira fala do estilo do discurso que pode não ser percetível a todos quanto o ouvem. Padre António Vieira · 28 de dezembro de 2011 · 4K
O nosso idioma // neologismos (H)activismo?! Deparei-me no Expresso (n.º 2040, 3 de dezembro de 2011, Primeiro Caderno, p. 3) com um novo conceito e palavra: o «hactivismo», uma nova forma de luta política e de desobediência cívica utilizando a informática e que consiste em efetuar ataques a sítios empresariais e governamentais. O próprio jornalista traça-lhe a etimologia: palavra... Paulo J. S. Barata · 23 de dezembro de 2011 · 5K
O nosso idioma // Estrangeirismos Retrossexual Depois do metrossexual, já dicionarizado, parece surgir agora o termo retrossexual, neologismo proveniente do inglês e aparentemente formado pela aglutinação das palavras retrograde (retr... Paulo J. S. Barata · 13 de dezembro de 2011 · 6K
O nosso idioma // literatura Gramática: o verbo Um poema retirado de A Matéria do Poema, do poeta português Nuno Júdice, num tom informal e leve, sobre a importância do verbo (principal e auxiliar) e da voz (ativa e passiva) no discurso e o valor expressivo dos modos e dos tempos das diferentes conjugações. Principal ou auxiliar, é o verbo que faz mover o discurso, dando à existência a sua qualidade activa, e transformando-a no ser idêntico que reúne em cada sujeito e estado, sem distinguir uma ideia de outra. Porém, a Nuno Júdice · 26 de novembro de 2011 · 7K