O nosso idioma // literatura Questão de Pontuação Todo mundo aceita que ao homem cabe pontuar a própria vida: que viva em ponto de exclamação (dizem: tem alma dionisíaca); viva em ponto de interrogação (foi filosofia, ora é poesia); viva equilibrando-se entre vírgulas e sem pontuação (na política): o homem só não aceita do homem que use a só pontuação fatal: que use, na frase que ele vive o inevitável ponto final. João Cabral de Melo Neto · 19 de abril de 2012 · 8K
O nosso idioma A Defesa da Língua ou a Língua como Defesa «A língua é um bem simbólico e parte do património imaterial de um povo certo de que a noção de bem se desdobra em dois sentidos: um sentido jurídico-económico, que sublinha o princípio da riqueza ou do ativo a preservar e a valorizar; um sentido ético-axiológico, que acentua no bem a sua condição de fator de enriquecimento humano, comunitário e identitário (de certa forma e em resumo: fator de felicidade)», defende o professor Carlos Reis na comunicação apresentada no Congresso Nacional de Segurança e Defesa (Lisboa, junho de 2010). Carlos Reis · 13 de abril de 2012 · 11K
O nosso idioma // Neologismos Golpaça vs. golpada Marcelo Rebelo de Sousa, no seu habitual espaço dominical de comentário na TVI, acusou o líder do PS de ter feito uma ... Paulo J. S. Barata · 9 de abril de 2012 · 5K
O nosso idioma «Reunir-se com...» Ainda sobre o que se vai ouvindo e lendo, vale a pena voltarmos à conjugação do verbo reunir, na forma pronominal ou não, e com complemento introduzido pela preposição com. Vejamos este caso concreto: «A administração reuniu-se com os funcionários» ou «reuniu com os funcionários»? A construção correta é «reuniu-se com os funcionários». Maria Regina Rocha · 1 de abril de 2012 · 15K
O nosso idioma // Uso e norma O correto e o incorreto: entre as duas balizas A dicotomia correto/incorreto tem sido uma questão amplamente debatida na literatura, encontrando defensores, mas também muitos opositores. De um lado, situam-se os normativos, puristas da língua, cuja correção linguística decorre do rigoroso cumprimento da norma escrita, fundada no exemplo dos clássicos da literatura. De outro lado, situam-se os linguistas descritivos, que privilegiam a variação linguística, com base na frequência do uso e cuja máxima é «o povo é quem faz a língua». (...) Sandra Duarte Tavares · 29 de março de 2012 · 7K
O nosso idioma // Aportuguesamento de termos estrangeiros Boas-vindas a nicabe, o aportuguesamento de niqab! Enquanto o dicionário Priberam recolhe já – e bem! – a forma aportuguesada nicabe, o véu muçulmano usado pelas mulheres, nem a Infopédia nem o Aulete o registam, ainda. Quanto aos jornais portugueses e brasileiros... Luciano Eduardo de Oliveira · 19 de março de 2012 · 8K
O nosso idioma // Bordões linguísticos É assim, prontos, então vá Tiques «um bocado foleiros» do discurso oral Algumas palavras e expressões, «que não servem para nada de especial» senão como bengalas e tiques linguísticos caractetrísco do discurso oral mais empobrecido neste texto divertido, da autoria do jonalista Manuel Halpern – publicado na edição digital do Jornal de Letras, do dia 9 de março de 2012. Manuel Halpern · 15 de março de 2012 · 5K
O nosso idioma Dois símbolos «Parelha de tendência do povo rude para considerar a sua língua como a única de gente, existe nele uma outra, contraditória com esta: é a facilidade infantil com que o povo esquece a própria língua, mal entra em contacto com outra, e logo passa a aprender e a estimar esta com prejuízo da sua. [...] Um deles representa a tendência purista exagerada e fechada, desejosa de fazer voltar a linguagem a modelos antigos e já mortos, tratando-a como se ela fosse uma língua morta – a única língua de gente, digna de ser embalsamada, mumificada [...]. O outro, ao contrário, dá-nos o esquema do homem que a falar, e sobretudo a escrever, se deixa desnacionalizar facilmente, porque não pôde ou não quis aprender bem a sua língua, e por isso a não ama nem respeita.» Texto que reflete sobre a atitude dos portugueses perante a sua língua. Agostinho de Campos · 1 de março de 2012 · 10K
O nosso idioma // Literatura A arte do génio da língua portuguesa Um excerto retirado de Arte de Ser Português, do poeta e filósofo do Saudosismo Teixeira do Pascoaes, sobre as particularidades criadoras do génio da língua portuguesa. Teixeira de Pascoaes · 22 de fevereiro de 2012 · 6K
O nosso idioma // Toponímia Palavras para uma cidade Num tom leve, em jeito de história, José Saramago evoca as palavras primeiras que deram nome a Lisboa, conduzindo-nos ao passado longínquo anterior à chegada dos Romanos até ao topónimo por que é reconhecida nos nossos dias. José Saramago · 10 de fevereiro de 2012 · 6K