O nosso idioma // O português em Angola «Um "pir" de feijão, por favor» A propósito de palavras que acabam em -s no singular (como lápis e pires), o professor e jornalista angolano Edno Pimentel alerta para os cuidados a ter com as regras que definem a relação entre o singular e o plural de substantivos e adjetivos. Crónica publicada no jornal luandense Nova Gazeta em 30/07/2015, à volta dos usos do português em Angola. Edno Pimentel · 31 de julho de 2015 · 3K
O nosso idioma // Estrangeirismos Cluster, um anglicismo intraduzível? Como termo de certas áreas especializadas, o anglicismo cluster não é nenhuma novidade: aparece há alguns anos em português, tal como sucede noutras línguas românicas (por exemplo, espanhol ou francês). Disto mesmo dão prova os dicionários monolingues em linha, que já registam a palavra, definindo-a genericamente como «aglomerado de coisas semelhantes» (ver cluster no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa ). Estas fontes incluem ainda os usos de cluster nos âmbitos cientifico e técnico: em linguística, «grupo de duas ou mais consoantes seguidas»; em informática, «unidade de armazenamento num disco» (ibidem; ver também o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, disponível na Infopédia). Igualmente na informática, cluster pode também intrometer-se no discurso em português, com outra aceção possível em inglês: «conglomerado de computadores» (Dicionário Inglês-Português da Porto Editora, na Infopédia). Carlos Rocha · 31 de julho de 2015 · 7K
O nosso idioma // Léxico Um vírus nem sempre foi um vírus Palavras que mudaram de significado com os tempos Trabalho publicado no jornal digital Observador em 26/07/2015 à volta dos processos de alteração do significado das palavras, com relevo para a extensão semântica, a metáfora e a metonímia – e para cuja elaboração foram ouvidos os linguistas João Paulo Silvestre e Margarita Correia. Rita Cipriano · 27 de julho de 2015 · 5K
O nosso idioma // O português em Angola «Difícil é trintar» Texto do autor sobre a esperança de vida em Angola, no qual o uso de dois verbos (regulares) – trintar, «fazer 30 anos», e quarentar, «fazer 40 anos» – é sinal da preocupação dos angolanos com os males que os ameaçam. Emídio Fernando (1965-2024) · 24 de julho de 2015 · 3K
O nosso idioma // O português em Angola «Os feridos "internaram"» No português falado em Angola, é recorrente a alteração errónea do significado dos verbos – por exemplo, acontece empregar-se, por vezes, a voz ativa com sentido passivo. Edno Pimentel aponta um caso desses, o do uso do verbo internar. [Crónica publicada na coluna Professor Ferrão do semanário luandense Nova Gazeta, de 23 de julho de 2015, à volta dos usos do português em Angola.] Edno Pimentel · 24 de julho de 2015 · 3K
O nosso idioma // Tabuísmos A jurisprudência do palavrão Injúrias vs. expressões rudes Quando é que as denominadas «subtilezas de linguagem» e demais «expressões rudes» – vulgarmente conhecidas como insultos e injúrias – (não) são tidas como mera «muleta de linguagem» no entendimento dos tribunais chamados a pronunciar-se? E qual é a fronteira, para a jurisprudência portuguesa, para além da qual se ultrapassa o simples «calão grosseiro proferido como desabafo»? Um caso recente e muito mediático envolvendo o marido da ministra das Finanças portuguesa propiciou este levantamento de casos judiciais similares, num trabalho da jornalista Ana Henriques, saído no diário Público do dia 16 de julho p.p. Ana Henriques · 20 de julho de 2015 · 6K
O nosso idioma // Escritores e poetas A despedida Versos do poeta português António Correia de Oliveira (1879-1960), a propósito do amor e das maneiras de dizer adeus em português. Agradecemos à consulente Paula Cravo o ter-nos sugerido a disponibilização deste texto. António Correia de Oliveira · 17 de julho de 2015 · 6K
O nosso idioma // O português em Angola "Anormalias" anómalas Crónica do autor sobre a deturpação da palavra anomalia, colhida numa irritação provocada no caótico trânsito da cidade de Luanda, [Publicada na coluna "Professor Ferrão" do semanário luandense Nova Gazeta de 15 de julho de 2015, à volta dos usos do português em Angola e com o título "Vejo muitas "Anormalias""] Edno Pimentel · 17 de julho de 2015 · 5K
O nosso idioma // Expressões idiomáticas, frases feitas As muitas formas de dizer adeus Um artigo do linguista brasileiro Aldo Bizzocchi, publicado em 29/06/2015, no blogue associado à edição em linha da revista Língua Portuguesa, no qual o autor confronta as fórmulas de despedida em português com as de outros idiomas: «as fórmulas de despedida sempre contêm algo de esperançoso: o desejo do reencontro, o de que quem parte o faça em paz e o de que Deus guie os passos do viajante.» Aldo Bizzocchi · 15 de julho de 2015 · 39K
O nosso idioma Ditosa língua «O português carregará ainda alguma febre imperial no corpo e é natural que desconfiem dele. Mas acontece que a repressão é mecânica e a língua é biológica. Se chega às terras de outros povos na bagagem do colonizador, em breve sai e se desnuda e se alimenta, e adormece e procria. As armaduras ficam no chão, enferrujadas, podres. A formação orgânica progride.» [texto lido pela escritora portuguesa Hélia Correia na entrega do Prémio Camões que lhe foi atribuído por unanimidade do júri, para o presente ano de 2015, no qual confessa a sua «paixão pela língua portuguesa [que] cega não será, superlativa muito menos [, mas] rica, porque vem das boas famílias dos antigos e o que recebeu multiplicou». A cerimónia realizou-se em Lisboa, no dia 7 p.p., e o texto, lido na altura, transcrevemo-lo do jornal “Público”.] Hélia Correia · 11 de julho de 2015 · 4K