O nosso idioma // Léxico Demasiado lampeiros para serem sérios A crónica – como é habitual no autor, na coluna que assina semanalmente no jornal Público [20/06/2015] – é eminentemente política, versando a atualidade portuguesa. A sua transcrição, aqui no Ciberdúvidas, justifica-se pela reflexão que traz sobre o (mau) uso da língua, com «um vocabulário cada vez mais restrito e estereotipado», mas também sobre o que se vai ouvindo e escrevendo em sentido contrário. É o caso dos verbos «tresvaliar» e «surdir». E que dizer dos ora tão mediáticos «lampeiro» , «bombar», «mito urbano» e «zona de conforto»? José Pacheco Pereira · 24 de junho de 2015 · 3K
O nosso idioma // Léxico Com respeito às palavras «Se procurar um modo de dizer exacto, brutal, limpo, em que a palavra perca os seus ademanes de palácio, não acharei em “exaustão” o termo certo. Ninguém caminhou tanto que se sinta quase a morrer por desidratação. No “país de poetas”, caímos automaticamente numa coloração vocabular que muito raramente dá bons textos», escreve neste ensaio, publicado no jornal Público de 17 de janeiro de 2014, a escritora portuguesa Hélia Correia, vencedora (por unanimidade) do Prémio Camões 2015. Trata-se de um olhar acerado sobre o discurso dominante, e das suas políticas, hoje na Europa – e, em particular, em Portugal, tão acriticamente reproduzido nos media nacionais. Por exemplo, quando se fala nas «gorduras do Estado», fala-se de quê? Neste «vocabulário esmaecido» dos «novéis cultores da ficção», como passaram a ser usadas na sua «narrativa» as palavras «austeridade», «escrutínio» ou «manifestar»? E que dizer da palavra «indignação», que «deu a volta por dentro de si mesma para contrariar o seu significado»? [O texto na integra, a seguir, com a devida vénia à autora e ao Público.] Hélia Correia · 22 de junho de 2015 · 5K
O nosso idioma // O português em Angola O susto de Talapaxi A (não) uniformização da grafia das palavras de origem africana entradas no português em Angola abordada nesta crónica do jornalista e professor Edno Pimentel, publicada no semanário luandense Nova Gazeta do dia 18/06/2015. Um tema polémico em Angola, como damos nota nalguns textos relacionados, ao lado. Edno Pimentel · 18 de junho de 2015 · 3K
O nosso idioma Encontros e despedidas no português de Portugal «Passou bem?» e «passe bem» são, com certeza, a mais simples salvação em Portugal, como escreve o escritor e cronista Miguel Esteves Cardoso, em crónica que transcrevemos com a devida vénia do jornal Público, do dia 15/06/2015. Miguel Esteves Cardoso · 15 de junho de 2015 · 21K
O nosso idioma // Pontuação Tutorial do projeto Scriptorium sobre as vírgulas Está disponível um novo tutorial do projeto Scriptorium – Centro de Escrita Académica em Português, da Escola Superior de Educação de Lisboa, desta vez, sobre o uso de vírgulas com conjunções e conetores. Aqui e no vídeo em baixo. 11 de junho de 2015 · 7K
O nosso idioma // Estrangeirismos Transbording O uso e o abuso de termos em inglês em registo de puro pedantismo social – que não só nalguns estratos mais urbanos da sociedade brasileira – na ironia, sempre fina, do autor, na sua coluna semanal do jornal O Globo, de 21 de maio de 2015. Triste o país que tem vergonha da própria língua. Fico pensando num corretor de imóveis tendo que mostrar, para compradores em potencial, um apartamento no edifício Golden Tower, ou similar, em algum lugar do Brasil. — Isto é o que nos chamamos de entrance. Luís Fernando Veríssimo (1936 — 2025) · 27 de maio de 2015 · 5K
O nosso idioma // História da Língua Oitocentos anos de língua portuguesa Comunicação apresentada pela professora Isabel Casanova (Universidade Católica Portuguesa), na mesa-redonda Portugal no mundo – A língua portuguesa e os seus embaixadores, que, promovida pela Universidade Europeia, decorreu em Lisboa, a 13 de maio de 2015. Isabel Casanova · 22 de maio de 2015 · 7K
O nosso idioma Uso bom das palavras Nesta missão profissional tratar do bom uso das palavras (ossos do ofício...), dei por mim a pensar na diferença que faz se invertermos a ordem do adjetivo: uso bom em vez de bom uso. Resulta ou não num significado diferente? Sem dúvida!! O mesmo que, de resto, sucede em «homem grande» (valor físico) e «grande homem» (valor moral). Neste Dia Mundial do Abraço, apraz-me refletir sobre os benefícios que advêm de fazermos um bom uso das palavras nos nossos relacionamentos. Sandra Duarte Tavares · 22 de maio de 2015 · 4K
O nosso idioma // O português em Angola «Foi ele que se atreviu» A errada conjugação do verbo atrever-se, no pretérito perfeito do indicativo assinalada em mais uma crónica do autor sobre os usos do português em Angola publicada originalmente no semanário luandense "Nova Gazeta", do dia 20 de maio de 2015. Edno Pimentel · 21 de maio de 2015 · 5K