O nosso idioma // Expressão Escrita Escrever bem em 7 passos O que fazer para escrever bem? A linguista e professora Sandra Duarte Tavares elenca sete etapas de elaboração textual, juntando recomendações práticas para desenvolver a competência e apurar a arte de comunicar por escrito. [Texto publicado na revista Visão em 11/5/2017.] Sandra Duarte Tavares · 11 de maio de 2017 · 16K
O nosso idioma // Expressão oral 6 dicas para comunicar em público de forma eficaz «É a poderosa simbiose palavra/imagem que fará com que, sempre que pisar um palco, se torne um orador de excelência e inesquecível» – recomenda Sandra Duarte Tavares, num dos seis conselhos para uma boa comunicação em público, em texto publicado em 14/4/2017 na revista portuguesa Visão. Sandra Duarte Tavares · 17 de abril de 2017 · 7K
O nosso idioma // O português nos 8 países da CPLP Português para todos «Ensinar a ler e a escrever uma criança que não fala português porque é outra a sua língua materna requer metodologias e técnicas de ensino diferentes das que são usadas no ensino de crianças que já falam a língua, ou para as quais o português é a primeira língua» – lembra Maria de Lurdes Rodrigues, professora do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e ex-ministra da Educação (2005-2009) em Portugal, a propósito do estatuto do português nos sistemas de ensino de países como Cabo Verde, Angola, Timor-Leste ou Moçambique. Texto publicado no jornal português Diário de Notícias em 12/4/2017. Maria de Lurdes Rodrigues · 17 de abril de 2017 · 5K
O nosso idioma // Histórias de palavras A história e o significado da expressão XPTO = «de qualidade excelente» Acerca da expressão XPTO (ver respostas aqui e aqui), uma consulente de Lisboa, a tradutora Diana Marques, diz que ficou «[...] espantada e divertida por saber que tem origem nas letras gregas que compõem a palavra Cristo», mas considera que há uma questão por desvendar: «No entanto, continuo intrigada e quero perceber como pode ter derivado a palavra Cristo até vir a significar "algo de qualidade excelente". A correlação não me parece óbvia e talvez tenha uma qualquer anedota por detrás [...].» Gonçalo Neves quis investigar a fundo as origens deste uso de XPTO para descobrir que, afinal, o muito que se diz não tem grande fundamento. Gonçalo Neves · 15 de abril de 2017 · 84K
O nosso idioma // Histórias de palavras O significado e a história do adjetivo compreensivo O consulente Paulo de Sousa (Cascais, Portugal) perguntou: «Uma das muitas aceções do verbo “compreender” é a de “abranger”. Como tal, poderá o adjetivo “compreensivo” encerrar também o sentido de “abrangente”?» Como se sabe, apesar de a compreensivo poder ser atribuído o significado de «que compreende ou pode compreender, abranger ou conter», acontece que não se recomenda o uso do vocábulo em tal aceção. Traçando a etimologia deste adjetivo e comentando a interferência do inglês comprehensive, Gonçalo Neves explica com pormenor as origens e o significado de compreensivo. Gonçalo Neves · 7 de abril de 2017 · 7K
O nosso idioma // Estilo e registos linguísticos Do adjetivo * Sobre o adjetivo, essa «palavra sem a qual o substantivo seria impreciso, vago, indefinido, amorfo» – com se lhe referia o filólogo e gramático brasileiro Carlos Góes, em artigo publicado na Revista de Língua Portuguesa (Rio de Janeiro, 1921) com o título Do Adjectivo, a seguir transcrito do terceiro volume da antologia Paladinos da Linguagem (edição Aillaud e Bertrand, Lisboa, 1921), organizada por Agostinho de Campos. Manteve-se a grafia e respetiva norma originais. Carlos Góes · 28 de março de 2017 · 72K
O nosso idioma // Léxico A nobiliarquia do vocabulário «De tráfico ou tráfego» – exemplifica o autor neste artigo* sobre uma série de palavras e expressões que, «com o correr dos tempos (...) têm resvalado para as baixezas do insulto» – «se originou traficante». Mas há também o seu inverso: «Ascendem das bôcas populares para as classes elevadas, e aí se afidalgam.» * in Revista de Língua Portuguesa, n.º 12 Rio de Janeiro, 1912, pág. 69 e ss.), transcrito do terceiro volume da antologia Paladinos da Linguagem (edição Aillaud e Bertrand, Lisboa, 1921), organizada por Agostinho de Campos. Manteve-se a grafia e respetiva norma originais. Henrique Lopes de Mendonça · 27 de março de 2017 · 3K
O nosso idioma // Onomatopeias Vozes onomatopaicas Do barulho das máquinas ao canto dos animais Azoinar, bramar, catrapuz, estalo, fungar, ganir, latir, roer, sorver, zurzir. Ardor, brenha, crosta, trago, sarro, xarroco. Frio, mar, rotação, trôpego, vibrar. Mas também nomes como Abarroco, Buzarcante ou Dramuziande. Algumas das palavras que, na língua portuguesa – e são tantas mais –, reproduzem os sons da natureza, o barulho de máquinas, meros ruídos, gritos de pessoas, o timbre da voz humana, cantos de animais, neste extrato do artigo do autor, "O Português vem da língua latina, e não da céltica", transcrito do terceiro volume da antologia Paladinos da Linguagem (edição Aillaud e Bertrand, Lisboa, 1921), organizada por Agostinho de Campos. Manteve-se a grafia e respetiva norma originais. Francisco Evaristo Leoni · 26 de março de 2017 · 22K
O nosso idioma // Bordões linguísticos Então mas o que é isto? «Certas modas linguísticas – escreve o humorista português na sua crónica Boca do Inferno, na revista Visão de 23/03/2017 – ficam circunscritas a determinados meios (por exemplo, a expressão "quando assim é" quase não é usada fora do âmbito das entrevistas rápidas que ocorrem após um jogo de futebol), outras estão limitadas a uma faixa etária (é raro ouvirmos um maior de quarenta anos dizer que determinada coisa é "top"), mas há algumas que ultrapassam as barreiras da idade e da origem social, e infectam uma sociedade inteira. [E há, agora,] a multiplicação de "entões". (...)» Ricardo Araújo Pereira · 24 de março de 2017 · 10K