Miguel Esteves Cardoso - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Miguel Esteves Cardoso
Miguel Esteves Cardoso
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Nasceu em Lisboa em 1955. É doutorado em Filosofia Política, pela Universidade de Manchester, Inglaterra. Desde 2009 escreve diariamente no Público e, em 2013, passou a ser autor da Porto Editora, a quem confia a obra inteira. Publicou entre outros: A causa das coisas (1986), O amor é fodido (1994), A vida inteira (1995), Explicações de Português (2001). Mais aqui.

 
Textos publicados pelo autor
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Usar o verbo meter em substituição do verbo pôr

É sabido que a língua portuguesa é riquíssima e facilmente um termo é substituído por outro, por ser seu sinónimo. Nesta crónica publicada em 27 de julho de 2019, no PúblicoMiguel Esteves Cardoso faz uma análise do uso do verbo meter em substituição do verbo pôr, possibilidade que é questionável em certos contextos. Texto transcrito com a devida vénia do referido jornal (manteve-se a ortografia do original, anterior à do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa).

 

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Um uso comum ao inglês e ao português

Que diferença faz a vírgula quando se comparam as frases «fui à Figueira da Foz com a minha filha Sara» e «fui à Figueira da Foz com a minha filha, Sara»? E entre «o segundo casamento dela com o Michael» e «o segundo casamento dela, com o Michael»? Miguel Esteves Cardoso explicita o contraste em crónica publicada em 10/07/2019 no jornal Público.

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Novos sentidos das palavras

Os verbos evitardispensar são usados atualmente em contextos próximos da negação total ou parcial. Miguel Esteves Cardoso, na sua crónica do dia 22/04/2019 no jornal português Público,  discorre sobre os sentidos que estes verbos conquistaram no léxico comum e como este percurso pode interferir na nossa relação afetiva com a língua. Texto escrito segundo norma anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

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Duas palavras de origem árabe que querem dizer o mesmo no Alentejo

É sabido que a herança da língua árabe perdura no centro e norte de Portugal através dos muitos empréstimos que o português, no seu período de formação, absorveu ao longo da  Idade Média. Almece e atabefe são dois exemplos, como denominações de produtos do leite, para surpresa do escritor português Miguel Esteves Cardoso, conforme relata na crónica que escreveu para o jornal Público do dia 25/01/2019**, com o título "Ou atabefe".

 

**Manteve-se a norma seguida no diário português, anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

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O atroz fingimento da espontaneidade

Miguel Esteves Cardoso reflete sobre as palavras que se gastam devido à repetição excessiva. Este uso automático parece condená-las ao esvaziamento e, consequentemente, levar à inexistência de verdadeira comunicação. Crónica publicada no  jornal Público de 20 de novembro de 2018, tendo-se respeitado a grafia segundo a norma ortográfica de 1945.