O nosso idioma // O português em Angola «O dia da `dipanda´»1 A adaptação, para o quimbundo e outras línguas nacionais de Angola, da palavra portuguesa «independência» – nesta crónica do autor que assinala os 39 anos do fim do regime colonial no país. [in semanário "Nova Gazeta", de 20 de novembro de 2014] Edno Pimentel · 21 de novembro de 2014 · 9K
O nosso idioma // Léxico Labirinto Sinónimo de «complicação», «emaranhamento», «confusão», «tumulto», o termo – sarcasticamente abordado nesta crónica do autor, publicada no jornal “i” de 20/11/2014 – remonta a um episódio da mitologia grega. Antes, muito antes, da operação policial que, precisamente com o mesmo nome, levou à detenção de uma dúzia de pessoas influentes e a uma demissão ministerial, em Portugal. «Achareis rafeiro velho/que se quer vender por galgo;/diz que o dinheiro é fidalgo/que o sangue todo é vermelho.» Wilton Fonseca · 20 de novembro de 2014 · 6K
O nosso idioma // Linguística O dicionarista José Pedro Machado (1914-2005) Conferência1 que Isabel Casanova, linguista e professora associada com agregação da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, proferiu em 15 de outubro de 2014 em cerimónia realizada na Biblioteca Nacional de Portugal, para assinalar a passagem do 1.º centenário do nascimento do insigne filólogo e lexicógrafo português José Pedro Machado (1914-2005). Agradece-se à autora a amabilidade de ter acedido em disponibilizar este texto e a Paulo J. S. Barata o apoio que tornou possível tal divulgação. Isabel Casanova · 18 de novembro de 2014 · 8K
O nosso idioma // Gírias «Não! Chama-lhe parvo...» À volta de uma expressão muito comum entre os portugueses – que, para um qualquer inglês ou americano, corresponderia, nas mesmas circunstâncias, a uns sucintos «of course» ou «what do you think?» –, nesta crónica do autor, com o título original "O não claro é sim". [in jornal "Público" de 13 de novembro de 2014] Miguel Esteves Cardoso · 13 de novembro de 2014 · 6K
O nosso idioma A mão Os muitas e variados significados do substantivo «mão» e respetivas locuções neste apontamento do autor a propósito de um impreciso «lavar de mãos»... ministerial. [in O Ponto do I, jornal i de 13/11/2014] «O ministro não lavou as mãos do problema. Isso significa que acertei quando o escolhi para ministro da Educação.» As palavras são do primeiro-ministro [português], que talvez quisesse dizer qualquer coisa como «o ministro assumiu as suas responsabilidades, não lavou daí as suas mãos». Wilton Fonseca · 13 de novembro de 2014 · 5K
O nosso idioma «Não se preocupe, fique descansado!» Crónica publicada na revista Caras de 1/11/2014, na qual a psicóloga clínica e psicoterapeuta Isabel Leal propõe uma análise do que deixamos subentendido quando proferimos, com ironia ou sincero espírito de ajuda, o enunciado «esteja descansado», recorrente no português de Portugal. «Não se preocupe, fique descansado!» Quantas vezes disseram? Quantas vezes ouviram? Isabel Leal · 4 de novembro de 2014 · 6K
O nosso idioma // Uso e norma Última hora Crónica do jornalista Wilton Fonseca publicada no jornal i sobre a controversa expressão «à última da hora». «À última hora» ou «à última da hora»? Durante anos revi prosas de jornalistas e sempre afirmei que a primeira locução era correcta e a segunda uma asneira. Há dias, uma conversa sobre o assunto, com o Appio Sottomayor, levou-me a consultar o Dicionário da Academia. E vi que as duas estão lá. Wilton Fonseca · 31 de outubro de 2014 · 12K
O nosso idioma // Português, língua técnica e científica A diferença entre assassínio/assassinato e homicídio Acusado de ter matado a sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013, o atleta sul-africano Oscar Pistorius foi condenado a uma pena de prisão de cinco anos. A sentença da juíza Thokozile Masipa foi noticiada com terminologia deferente: 1) «Oscar Pistorius (…) condenado (…) pelo assassínio/assassinato da sua namorada…(…)»; 2) «Oscar Pistorius foi declarado culpado do homicídio involuntário da sua namorada…(…)». Miguel Faria de Bastos · 29 de outubro de 2014 · 122K
O nosso idioma // Verbos E se existisse o verbo striptear (ou stripitizar)1? A propósito da recusa do primeiro-ministro português em «fazer "striptease" das [suas] contas bancárias», nesta crónica publicada em 16/10/2014 no jornal i, o autor considera ironicamente que a vida política posta assim a nu justifica o aparecimento de uma nova classe de verbos: os «defetivos políticos». Wilton Fonseca · 17 de outubro de 2014 · 5K
O nosso idioma // O português em Angola Como (não) caber numa carteira Maus tratos do verbo caber numa sala de aula em Luanda, nesta crónica do autor, nesta sua crónica publicada no semanário angolano "Nova Gazeta", de 9 de outubro de 2014. À semelhança do que aconteceu na que me viu crescer, uma chuva de críticas e de reclamações por escrever sobre coisas reais nas aulas do ‘Professor Ferrão’, nas turmas por onde passo, os alunos, às vezes, revêem-se nos temas que abordamos neste espaço. Edno Pimentel · 13 de outubro de 2014 · 6K