DÚVIDAS

Prà, prò, pràs, pròs (antes do AO90)
e pra, pro, pras, pros (pós-AO90)
A propósito da ilustração ao lado, e chamando-se esta associação humanitária “Um Lugar para o Joãozinho”, a palavra “pró” que vemos na imagem deveria estar escrita com acento grave (prò), uma vez que a contração de “para + o” dá “prò”.  O Dicionário Priberam diz-nos que esta grafia foi «alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: pro”, o mesmo acontecendo com a contração de “para + a”: pra. De facto, pelo Acordo Ortográfico de 1990 (Base XII), o acento grave só está previsto para a contração da preposição “a” com as formas femininas do artigo ou pronome demonstrativo (à, às) e com o demonstrativo “aquele” e suas flexões (àquele, àquela…). A minha questão é a seguinte: perdendo “prò” e “prà” o acento segundo o AO90, e sabendo que todas as palavras agudas terminadas em “a” e “o” abertos são acentuadas graficamente, não deveriam estas palavras ter, então, acento agudo (pró, prá)?  Muito obrigado.
A ordem de palavras na frase, a oração temporal
e o infinitivo flexionado com valor durativo
Sou um estudante estrangeiro e ultimamente tenho estado a ler um livro de língua portuguesa e deparei-me com uma estrutura que me causa confusão: «Não a víamos, dela não aparecia um braço nem uma mão ao atirar as coisas.» A minha dúvida é por que razão se coloca dela no início da frase. Outra questão é se posso substituir «ao atirar as coisas» por «a atirar as coisas». Espero que o Ciberdúvidas me possa ajudar. Agradeço pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa