Joaquim vs. Joaquina (fonologia)
Se Joaquim se escreve com M ao final, quando e por que se decidiu que seu feminino, Joaquina, seria com N (e não com M...) na última sílaba?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise.
Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise?
Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa?
Obrigado.
Dublim e Dublin
Peço por favor a vossa confirmação sobre a grafia exata de Dublin em português europeu.
Julgo ser Dublim, conforme o vejo escrito nas páginas portuguesas da União Europeia, por exemplo, embora os dicionários Infopédia e Priberam escrevam Dublin.
Desde já, agradeço a vossa ajuda.
«Tudo de mau» e «tudo de bom»
Qual a forma correta: «Tudo de mal aconteceu na festa» ou «Tudo de mau aconteceu na festa»?
E qual a explicação para uma ou outra forma?
Obrigado!
A mesóclise na oralidade em Portugal
Gostava de saber se existem estudos sobre o uso e a frequência da mesóclise na fala em português europeu.
Nos debates presidenciais, ouvi, por exemplo, por parte dum candidato: «claro, fá-lo-ia, se...»
Encontro mesóclises na escrita, mas muito raramente na fala.
Obrigado.
A origem de duchese
Bom dia, e parabéns pelo site.
Gostaria de saber qual é a origem da palavra da doçaria portuguesa duchese.
Qual é a relação entre o título nobiliárquico designado pela palavra em francês e a denominação do referido bolo em português?
Obrigado.
Acento tónico: imparcial vs. ímpar
Na palavra imparcial, a sílaba tônica não recai no prefixo de negação, in.
Mas, na palavra ímpar, foi decidido entre os idiomatas que a sílaba tônica recairia na negação!
Por que essa diferença toda no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Contrações de para com artigos definidos
Se não estou em erro, parece-me consensual, pelas pesquisas que fiz, que a contração de para+a deve ser "pra", num tom informal: «Ele veio pra ilha» (para a ilha).
Contudo, permaneço com dúvidas relativamente à contração de para+o, uma vez que já li diferentes explicações.
Inclusive, parece-me haver dicionários que abordam este tema de forma contraditória.
«Ela não deixou sopa pro/pró/pr'ó/p´ró marido.» (para o marido)
Qual a grafia correta?
A história do nome armário
Relativamente à palavra almário > armário, que processo fonológico está na base da sua evolução? Trata-se de uma assimilação ou de um rotacismo, como indicam certos manuais do 9.º ano?
Obrigado.
O nome rooibos
Rooibos é um chá muito gostoso, mas tem havido desencontros quanto à pronúncia. Sendo uma planta de origem africana, as várias línguas pronunciam à sua maneira. Eu pronuncio desta forma (baseada na grafia)- ro (como mote), oi (como um ditongo) e bos (como cabos).
Gostaria que me esclarecessem como devo dizer dado que a palavra passou a ser referida por mim como «a palavra que não sei pronunciar».
Grata pela vossa disponibilidade e pelos esclarecimentos.
