DÚVIDAS

Item e hífen
Acerca da centuação das paroxítonas, pergunto: por que item não recebe acento, mas hífen sim? De acordo com a regra geral, paroxítonas terminadas em n devem ser acentuadas. No entanto, nos casos de item e hífen, ocorre uma particularidade: ambas as palavras terminam em ditongo nasal, já que o m e o n finais assumem som de i, formando esse tipo de ditongo. Pela regra específica, paroxítonas terminadas em ditongo nasal não são acentuadas; o acento ocorre apenas quando há terminação em ditongo oral.
Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise. Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise? Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa? Obrigado.
Contrações de para com artigos definidos
Se não estou em erro, parece-me consensual, pelas pesquisas que fiz, que a contração de para+a deve ser "pra", num tom informal: «Ele veio pra ilha» (para a ilha). Contudo, permaneço com dúvidas relativamente à contração de para+o, uma vez que já li diferentes explicações. Inclusive, parece-me haver dicionários que abordam este tema de forma contraditória. «Ela não deixou sopa pro/pró/pr'ó/p´ró marido.» (para o marido) Qual a grafia correta?
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