Ortografia: Ormuz
Escreve-se "Ormuz" ou "Órmuz"?
Fui surpreendido pela segunda destas formas no que se lia nas notícias da RTP em 11 de março de 2026, a respeito do conflito entre EUA, Israel e Irão na região do Golfo Pérsico.
Junto imagem.
Afinal, qual é a pronúncia correta e a ortografia do nome deste conhecido estreito?
Item e hífen
Acerca da centuação das paroxítonas, pergunto: por que item não recebe acento, mas hífen sim?
De acordo com a regra geral, paroxítonas terminadas em n devem ser acentuadas.
No entanto, nos casos de item e hífen, ocorre uma particularidade: ambas as palavras terminam em ditongo nasal, já que o m e o n finais assumem som de i, formando esse tipo de ditongo.
Pela regra específica, paroxítonas terminadas em ditongo nasal não são acentuadas; o acento ocorre apenas quando há terminação em ditongo oral.
Joaquim vs. Joaquina (fonologia)
Se Joaquim se escreve com M ao final, quando e por que se decidiu que seu feminino, Joaquina, seria com N (e não com M...) na última sílaba?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise.
Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise?
Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa?
Obrigado.
Dublim e Dublin
Peço por favor a vossa confirmação sobre a grafia exata de Dublin em português europeu.
Julgo ser Dublim, conforme o vejo escrito nas páginas portuguesas da União Europeia, por exemplo, embora os dicionários Infopédia e Priberam escrevam Dublin.
Desde já, agradeço a vossa ajuda.
«Tudo de mau» e «tudo de bom»
Qual a forma correta: «Tudo de mal aconteceu na festa» ou «Tudo de mau aconteceu na festa»?
E qual a explicação para uma ou outra forma?
Obrigado!
A mesóclise na oralidade em Portugal
Gostava de saber se existem estudos sobre o uso e a frequência da mesóclise na fala em português europeu.
Nos debates presidenciais, ouvi, por exemplo, por parte dum candidato: «claro, fá-lo-ia, se...»
Encontro mesóclises na escrita, mas muito raramente na fala.
Obrigado.
A origem de duchese
Bom dia, e parabéns pelo site.
Gostaria de saber qual é a origem da palavra da doçaria portuguesa duchese.
Qual é a relação entre o título nobiliárquico designado pela palavra em francês e a denominação do referido bolo em português?
Obrigado.
Acento tónico: imparcial vs. ímpar
Na palavra imparcial, a sílaba tônica não recai no prefixo de negação, in.
Mas, na palavra ímpar, foi decidido entre os idiomatas que a sílaba tônica recairia na negação!
Por que essa diferença toda no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Contrações de para com artigos definidos
Se não estou em erro, parece-me consensual, pelas pesquisas que fiz, que a contração de para+a deve ser "pra", num tom informal: «Ele veio pra ilha» (para a ilha).
Contudo, permaneço com dúvidas relativamente à contração de para+o, uma vez que já li diferentes explicações.
Inclusive, parece-me haver dicionários que abordam este tema de forma contraditória.
«Ela não deixou sopa pro/pró/pr'ó/p´ró marido.» (para o marido)
Qual a grafia correta?
