DÚVIDAS

Ser e estar no perfeito e no imperfeito (indicativo)
À conversa com um amigo estrangeiro deparei-me com uma questão à qual não posso responder. Quais são as regras do uso de ser e estar no pretérito perfeito  e no pretérito imperfeito? Porque dizemos «a comida estava boa», e não «a comida foi boa», quando se trata de um facto passado já terminado? E porque dizemos «o fim de semana foi bom», e não «o fim de semana estava bom»? Como nativa sei qual usa,  mas não sei explicar o porquê. Muito obrigada.
A impossibilidade de uma preposição introduzir o vocativo
Incitado por uma dúvida provocada pela resposta/justificativa de uma aluna em uma avaliação, desejaria saber se há possibilidade de o vocativo ser precedido por preposição. A redação da resposta, entre outras coisas, dizia que um termo não era vocativo «porque não era precedido por preposição». Ao consultar a gramática para dirimir essa dúvida, vi que ao vocativo pode preceder, por vezes, uma interjeição ó, oh, eh (Cunha e Cintra; Cegalla; etc.), mas persistiu minha incerteza quanto a uma regra e/ou proibição absoluta de preposição que antecede vocativo. Em resumo, é possível dizer que uma preposição nunca antecede vocativo? (pelo fato de vocativo ser sempre dirigido à segunda pessoa do discurso?) Obrigado.
Ainda os verbos com regências diferentes: «entrar e sair de casa»
Por favor, observemos o excerto a seguir: Em uma das caminhadas em direção ao colégio, Bebecinha percebeu uma movimentação diferente na quitanda e residência da doceira: a vizinhança entrando e saindo daquela casa  — a mesma casa que tanto o instigava a ir à escola apenas para passar em frente e ver [...].» Segundo a norma culta, está adequada a expressão «entrando e saindo daquela casa»? O verbo entrar exige a preposição em, e o verbo sair exige a preposição da, ma, no exemplo, temos apenas a preposição da. Como devo reescrever esse trecho? Todo o excerto está conforme a norma culta? Muito obrigada!
A estrutura «o objetivo era o de...» (focalização)
Quando revejo livros, leio muitas vezes «O objetivo era o de» + verbo. Por exemplo: «O objetivo era o de ensinar Matemática aos alunos». Isto sempre me soou estranho, desde logo porque é palavroso. No entanto, nunca encontrei uma justificação válida para poder corrigir a formulação palavrosa pela mais simples «O objetivo era ensinar Matemática aos alunos». Perguntas: 1) a formulação palavrosa está incorreta? 2) Se sim, porquê? Obrigado.
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