Recuperar e recuperar-se
Usa-se recuperar ou recuperar-se quando se fala de outro indivíduo? Qual das duas opções está correta e porquê?
1) Michel escolheu Portugal para recuperar de uma tuberculose.
2) Michel escolheu Portugal para recuperar-se de uma tuberculose.
Obrigada.
Oxalá e a colocação dos pronomes átonos
Qual é a forma correta?
«Oxalá ele se lembre» ou «oxalá ele lembre-se»?
Obrigado.
«Nem que», locução conjuntiva concessiva
Na seguinte frase em português há valor concessivo?
«Nem se dona Zélia quisesse, conseguiria alcançar aquela criança.»
Ou seja, existe “nem se”, se é que existe, como conjunção concessiva?
O uso de «a quanto está...?»
«A quanto está este casaco?»
Essa frase está correta e faz sentido?
Muito obrigado.
A origem do termo fascismo
Qual a origem do termo fascismo ?
Sei, grosso modo, que deriva da imagem pública associada a Mussolini, ou seja, um feixe de varas.
Mas, assim sendo, a palavra derivada não deveria ser "feixismo"?
A expressão «pedir emprestado»
É possível separar a expressão «Pedir emprestado»?
«O Rui pediu emprestado o meu livro.», ou «O Rui pediu o meu livro emprestado / pediu-me o meu livro emprestado.»?
«Ela pediu-nos emprestada a tenda de campismo.», ou ««Ela pediu-nos a tenda de campismo emprestada.»?
«Ele pediu-nos emprestado o carro.», ou «Ele pediu-nos o carro emprestado.»?
«Ela pediu-me emprestada a caneta.», ou «Ela pediu-me a caneta emprestada.»?
Ambas possíveis? - género -?
«Esqueces-te de devolver coisas que pedes emprestado», ou «Esqueces-te de devolver coisas que pedes emprestadas»?
«Ela pediu-nos emprestado a tenda.», ou «Ela pediu-nos emprestada a tenda.»?
Mais uma vez, os meus sinceros agradecimentos pelo vosso trabalho!
Siglas e aposto
Em "Fiz um curso sobre TEA (Transtorno do Espectro Autista)" ou "Visitarei a sede da ONU, Organização das Nações Unidas", a explicação das siglas - (Transtorno do Espectro Autista) e Organização das Nações Unidas - pode ser considerada um aposto?
Obrigada.
Vírgula e gerúndio
Tenho uma dúvida quanto à pontuação e à relação sintática entre orações na frase «Dou de ombros, meus olhos mal passando da curva do seu nariz.»
Gostaria de saber se é gramaticalmente adequado justapor essas duas estruturas apenas por vírgula, ou se elas configuram orações com relativa autonomia sintática, exigindo outra forma de pontuação (como ponto final, ponto e vírgula ou o uso de um conector).
Em outras palavras, a segunda construção («meus olhos mal passando…») pode funcionar como uma oração reduzida com valor descritivo ligada à primeira, ou trata-se de uma estrutura independente que não deve ser separada apenas por vírgula?
Obrigado.
Orações relativas não canónicas: «aquilo que é...»
Tenho notado que há um hábito muito comum e cada vez mais generalizado de utilização da expressões «aquilo que é/daquilo que é/ aquilo que são/daquilo que são» principalmente em contexto de comentário televisivo.
Exemplos: «[Aquilo que é] a origem do conflito…..», «A origem d[aquilo que é] a vida….», «Não sabemos [aquilo que são] as intenções do Presidente….», «Estamos a par [daquilo que é] o impacto desta guerra», «Estamos conscientes d[aquilo que é] a devastação provocada….».
Poderíamos até complicar mais: «[Aquilo que é] a origem d[aquilo que é] este conflito».
Todos estes «aquilo que é» são perfeitamente suprimíveis das respetivas frases: «A origem da vida…», «Não sabemos as intenções do Presidente», «Estamos a par do impacto desta guerra», «Estamos conscientes da devastação provocada».
Penso que o recurso a esta irritante expressão se deve ao facto de constituir uma espécie de muleta de linguagem, no sentido de dar mais tempo ao orador para pensar no que vai dizer a seguir, o que se compreende (similarmente ao uso de outras muletas mais óbvias como “â” ou “portanto”), muleta essa perfeitamente dispensável.
De qualquer modo gostaria de saber se semanticamente a expressão acrescenta algo (como uma espécie de focalização ou clivagem no sentido de destacar um dos elementos da frase) e gostaria também de saber como classificar essas orações do ponto de vista sintático.
Para ilustrar, vejamos o caso concreto da seguinte frase simples:
«A origem da vida é um mistério.»
Transformando-a na seguinte frase complexa:
«Aquilo que é a origem da vida é um mistério.»
Ficamos com uma oração substantiva relativa sem antecedente (com a função de sujeito) seguida da respetiva subordinante? Ou, contrariamente, devemos assumir que continuamos perante uma frase simples que foi “complexificada” por um elemento discursivo redundante típico da oralidade?
Por outro lado, parece-me que por vezes estas orações artificiais são substantivas completivas, noutros casos substantivas relativas, ou até ponho a hipótese de serem adjetivas relativas, mas sempre perfeitamente dispensáveis.
Gostaria de ter a vossa preciosa ajuda para esta questão, aproveitando para desejar um bom início de terceiro período letivo a toda a equipa do Ciberdúvidas, a quem agradeço a paciência.
Fabrico e fabricação
Podiam esclarecer, por favor, se existe alguma diferença entre fabrico e fabricação ou se podem ser utilizados indistintamente?
Obrigado.
