O termo suã
Na Chancelaria de D. Afonso V, liv. 1, fol. 78, lê-se:
«Item: deu 140 reais, 40 alqueires de trigo, 25 almudes de vinho e 64 soas a Jorge...» («Item. deu çento e nouenta e cinquo reaaes e quarenta alqueires de triguo e vinte e cinquo almudes de vinho e sessenta e quatro soâas a Jorge...»).
Noutros documentos também se pode ler «64 soâas de carne».
O que é "soâas (soas)"?
Obrigado.
A origem de duchese
Bom dia, e parabéns pelo site.
Gostaria de saber qual é a origem da palavra da doçaria portuguesa duchese.
Qual é a relação entre o título nobiliárquico designado pela palavra em francês e a denominação do referido bolo em português?
Obrigado.
Minúscula inicial em «história de Espanha»
«No passado dia 18 de janeiro de 2026, ocorreu em Adamuz, na província de Córdova, um dos mais graves acidentes ferroviários da História recente de Espanha», ou «No passado dia 18 de janeiro de 2026, ocorreu em Adamuz, na província de Córdova, um dos mais graves acidentes ferroviários da história recente de Espanha»? Ou seja, nesta frase, história deve-se escrever com maiúscula ou minúscula?
Contrações de para com artigos definidos
Se não estou em erro, parece-me consensual, pelas pesquisas que fiz, que a contração de para+a deve ser "pra", num tom informal: «Ele veio pra ilha» (para a ilha).
Contudo, permaneço com dúvidas relativamente à contração de para+o, uma vez que já li diferentes explicações.
Inclusive, parece-me haver dicionários que abordam este tema de forma contraditória.
«Ela não deixou sopa pro/pró/pr'ó/p´ró marido.» (para o marido)
Qual a grafia correta?
Compostos científicos (Brasil)
Quais as grafias corretas de "alfa-tocoferol" e "beta-hidroxi-beta-metilbutirato" e porquê?
Obrigado.
A conjunção mas e as vírgulas
Em relação à colocação da vírgula antes da conjunção mas, pergunto se a mesma é obrigatória ou se, por razões estilísticas, a mesma seja dispensável.
A frase que apresento pertence a um texto de Afonso Reis Cabral e não sei se não terá sido descuido/omissão da editora:
«Ele explica-lhe que era o mesmo MAS não morrera na temporada anterior.»
Neste caso, a vírgula deveria constar?
Obrigado.
O nome rooibos
Rooibos é um chá muito gostoso, mas tem havido desencontros quanto à pronúncia. Sendo uma planta de origem africana, as várias línguas pronunciam à sua maneira. Eu pronuncio desta forma (baseada na grafia)- ro (como mote), oi (como um ditongo) e bos (como cabos).
Gostaria que me esclarecessem como devo dizer dado que a palavra passou a ser referida por mim como «a palavra que não sei pronunciar».
Grata pela vossa disponibilidade e pelos esclarecimentos.
Apóstrofo e espaço
Tenho lido diversos contos da tradição oral portuguesa onde surgem muitas contrações assinaladas com apóstrofo. Fico na dúvida relativamente ao posicionamento do mesmo, uma vez que já me deparei com expressões idênticas que apresentam espaçamento diferente.
«Ele foi c' a mãe às compras» ou «Ele foi c'a mãe...» (sem espaçamente entre c' e a)
«Ai qu' isto sabe tão bem!» ou «Ai qu'isto...»
«Pensei que lh' ia dar um mal» ou «Pensei que lh'ia...»
«Qu' eu fiz» ou «Qu'eu fiz»
«Deixei d' andar torto» ou «Deixei d'andar...»
O apelido (sobrenome) Munhoz
Quanto a grafia do sobrenome Munhoz, qual seria a forma correta na língua portuguesa?
A letra Z deve prevalecer como marca etimológica ou não?
Obrigado.
Vírgula e aforismos
Numa frase de caráter aforístico como «Livros que não se leem, é como se não existissem.», a presença da vírgula será admissível para efeito estilístico sem prejudicar a gramaticalidade da proposição?
