Quando condicional
Ao ler a ótima gramática do Cegalla (Novíssima Gramática da Língua Portuguesa), observei a seguinte frase classificada como temporal:
«Formiga, QUANDO QUER SE PERDER, cria asas.»
A frase não pode ser encarada como condicional?
Ex.: «conj.condic. 6. No caso de; se: Só é gentil quando quer alguma coisa.» (Aulete)
Além do Cegalla, vários gramáticos tradicionais não citam o quando como conjunção condicional (ex.: Pasquale e Ulisses – na Gramática de Língua Portuguesa –, Cegalla – na Novíssima Gramática da Língua Portuguesa –...).
Fiz uma pesquisa em questões de concursos e vestibulares; mas não achei o quando como condicional. Pedi à inteligência artificial do Google para me apresentar as funções do quando de acordo com materias disponibilizados na Internet e não apareceu como condicional.
Estou com alucinações ou há muitos casos que o temporal quando pode também ser um condicional? Se não estou alucinado, por que a preferência por temporal?
Desde já, agradeço-lhes a enorme atenção.
Modalidade epistémica: «reza a lenda que...»
Na frase «Reza a lenda que foi a nossa Catarina que levou o chá para Inglaterra.», está presente a modalidade epistémica com valor de probabilidade?
Obrigada.
O adjetivo compreensivo, novamente
Num artigo do Expresso, publicado em 27/04/2026, leio o título:
«O fim do modelo binário do ensino superior: por uma universidade compreensiva»
É o uso do adjetivo compreensivo que me suscita reservas.
Parece que está a significar «abrangente, completo, polivalente», aceção que é a do inglês comprehensive.
Não estaremos nós diante de mais um caso de anglicismo?
O nome permacrise
Donde vem a palavra "permacrise"?
O aforismo «Pode-se tirar o homem da lama, mas não tirar a lama do homem»
«Podes tirar o homem da lama, mas não tiras a lama do homem.»
Queria uma expressão idiomática com a mesma formulação, mas sem usar a palavra lama.
Obrigada.
Etimologista e etimólogo
Qual palavra é mais comum em português?
Etimologista? Ou etimólogo?
E qual das duas que vocês recomendam que se utilize?etimólogo.
Estudioso(a) de etimologia é chamado(a) por esses nomes aí.
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O substantivo conversão e os complementos nominais
Na frase «É necessária a conversão das medidas para a unidade metro.», há dois complementos nominais relativos ao nome conversão, quais sejam «das medidas» e «para a unidade metro»?
Nesse caso, por que não existe uma vírgula separando ambos, já que se teria uma enumeração de termos coordenados entre si de mesma função sintática e com o mesmo referente?
Talvez porque pode-se interpretar que os referentes não sejam o mesmo, na verdade?
O referente de «das medidas» seria «conversão»; e o de «para a unidade metro», «conversão das medidas».
Por outro lado, se não forem ambos complementos nominais, mas, na verdade, houver um adjunto adnominal em substituição, haveria uma ordem de precedência entre os termos, ou seja, o complemento nominal deve vir antes do adjunto adnominal ou vice-versa?
Grato desde já.
Complementos oblíquos: «veio de Lisboa, partiu para Madrid»
Na frase «O Pedro veio de Lisboa no dia em que Maria partiu para Madrid.», os segmentos «de Lisboa» e «para Madrid» constituem complementos oblíquos ou, antes, modificadores do grupo verbal, uma vez que «O Pedro veio no dia em que Maria partiu» é gramatical?'
Obrigada.
«Vida de ator de cinema»: modificadores do nome
Na frase «A vida de ator de cinema é complicada.», pedia-vos que me identificassem a função sintática dos segmentos «de ator» e «de cinema».
Obrigado.
O termo cadeirante
Relativamente à palavra cadeirante, qual é a sua origem?
Embora já dicionarizada, perguntava-vos se a mesma apenas faz parte do uso/léxico "específico" da variante do português do Brasil ou se, pelo contrário, também se usa na variante europeia.
Obrigado.
