O verbo assozinhar
Qual o significado de "assozinhar"?
Valter Hugo Mãe escreve no seu livro O Século dos Imbecis (p. 164):
«Queria assozinhar por inteiro e mais nada.»
Como com verbos no conjuntivo
Aprendi que, nas orações subordinadas adverbiais causais, pode-se usar o modo subjuntivo para uma estética mais erudita.
Exemplo: «Como fosse jovem, tinha muitos sonhos.»
Essa possibilidade existe só para o pretérito ou para todos os tempos verbais?
Exemplo: «Como seja jovem, tem muitos sonhos.»
Obrigado.
«Entrar no comboio» e «subir para o comboio»
Quão correto é dizer, por exemplo, «subir para um comboio»?
Ultimamente, tenho-me deparado com imensas traduções de livros asiáticos, nomeadamente chineses e japoneses, que simplesmente não empregam os verbos entrar ou sair, quando se trata de entrar em meios de transporte.
Tanto quanto sei, subir para um carro é o mesmo que subir para cima de um carro, no entanto, posso estar completamente errado.
Sei que em chinês realmente não se «entra num carro», mas, sim, sobe-se; penso que em japonês será igual.
Valor comparativo vs. orações comparativas
Boa tarde, prezados professores! No estudo das orações subordinadas, verifica-se que, regra geral, as adverbiais comparativas se posicionam à direita da subordinante. No entanto, admitindo que construções como «em relação ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» e «comparado ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» estejam correctas, o que justifica a anteposição da subordinada em relação à subordinante? Quanto à função sintáctica, serão modificadores da frase ou outra? Por outro lado, em comparativas como «sou mais inteligente do que o meu amigo» e «falo mais do que o meu pai» que funções sintacticas desempenham ambas? Grato pela atenção a ser dispensada. Victorino Abel
Correferência não anafórica: visitante e Gulliver
Num exame nacional de Português, considera-se que, no excerto abaixo, as palavras visitante e Gulliver contribuem para a coesão lexical por substituição.
«Se um visitante do passado chegasse hoje às nossas cidades civilizadas, um dos aspetos que surpreenderiam esse Gulliver antigo seria certamente os nossos hábitos de leitura.»
Gostaria que me esclarecessem porquê e se não poderia ser um caso de correferência não anafórica, uma vez que só o conhecimento extralinguístico nos permite reconhecer uma relação de sentido entre as duas palavras.
Muito obrigado.
Deíctico pessoal e expressões sem valor deíctico
Na frase «Todos os anos regresso a Os Maias», podemos que considerar que existem os três deiticos (pessoal, temporal e espacial)?
Obrigada!
Massudo e maçudo
Na frase «O autor fica com raiva porque a inspiração varia; por isso, prefere aviar pastéis a escrever textos massudos», em que o texto é metaforicamente visto como um pastel pesado e compacto, deve escrever-se "massudos" ou "maçudos"?”
O termo aicmofobia
Como pronuncio aicmofobia ?
Com o ditongo ai, ou com aí, separando as vogais?
O complemento do nome elemento
Na frase «...alunos alheios a elementos fundamentais da sua identidade cultural e histórica», qual a função sintática do constituinte «da sua identidade cultural e histórica»?
Muito obrigada!
Artigo definido, artigo indefinido e relação de parentesco
Numa acalorada e civilizada troca de argumentos, acabámos ambos convencidos de cada um da nossa razão e, daí, recorrermos ao Ciberdúvidas para saber qual a forma correcta, se alguma.
«Um pai e um filho iam num carro» ou «O pai e o filho iam num carro»?
A mim parece-me que a primeira hipótese não indica, explicitamente, que existe uma relação de parentesco. Pode ser um qualquer pai e um qualquer filho. Creio que a segunda opção oferece menos interpretações.
Podem-me ajudar?
Muito obrigado.
