Valor comparativo vs. orações comparativas
Boa tarde, prezados professores! No estudo das orações subordinadas, verifica-se que, regra geral, as adverbiais comparativas se posicionam à direita da subordinante. No entanto, admitindo que construções como «em relação ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» e «comparado ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» estejam correctas, o que justifica a anteposição da subordinada em relação à subordinante? Quanto à função sintáctica, serão modificadores da frase ou outra? Por outro lado, em comparativas como «sou mais inteligente do que o meu amigo» e «falo mais do que o meu pai» que funções sintacticas desempenham ambas? Grato pela atenção a ser dispensada. Victorino Abel
Correferência não anafórica: visitante e Gulliver
Num exame nacional de Português, considera-se que, no excerto abaixo, as palavras visitante e Gulliver contribuem para a coesão lexical por substituição.
«Se um visitante do passado chegasse hoje às nossas cidades civilizadas, um dos aspetos que surpreenderiam esse Gulliver antigo seria certamente os nossos hábitos de leitura.»
Gostaria que me esclarecessem porquê e se não poderia ser um caso de correferência não anafórica, uma vez que só o conhecimento extralinguístico nos permite reconhecer uma relação de sentido entre as duas palavras.
Muito obrigado.
Deíctico pessoal e expressões sem valor deíctico
Na frase «Todos os anos regresso a Os Maias», podemos que considerar que existem os três deiticos (pessoal, temporal e espacial)?
Obrigada!
Massudo e maçudo
Na frase «O autor fica com raiva porque a inspiração varia; por isso, prefere aviar pastéis a escrever textos massudos», em que o texto é metaforicamente visto como um pastel pesado e compacto, deve escrever-se "massudos" ou "maçudos"?”
O termo aicmofobia
Como pronuncio aicmofobia ?
Com o ditongo ai, ou com aí, separando as vogais?
O complemento do nome elemento
Na frase «...alunos alheios a elementos fundamentais da sua identidade cultural e histórica», qual a função sintática do constituinte «da sua identidade cultural e histórica»?
Muito obrigada!
Artigo definido, artigo indefinido e relação de parentesco
Numa acalorada e civilizada troca de argumentos, acabámos ambos convencidos de cada um da nossa razão e, daí, recorrermos ao Ciberdúvidas para saber qual a forma correcta, se alguma.
«Um pai e um filho iam num carro» ou «O pai e o filho iam num carro»?
A mim parece-me que a primeira hipótese não indica, explicitamente, que existe uma relação de parentesco. Pode ser um qualquer pai e um qualquer filho. Creio que a segunda opção oferece menos interpretações.
Podem-me ajudar?
Muito obrigado.
Oração subordinada relativa: «(os) que reviram os olhos»
Considere-se a seguinte frase:
«Toda a gente sabe que a leitura é crucial no desenvolvimento das crianças, mas a realidade do nosso país está longe de o refletir, e muitos são os que reviram os olhos quando...»
A oração «que reviram os olhos» é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva, cujo antecedente é «os», com valor de «aqueles»?
O verbo pensar com interrogativa indireta
Na frase «Pensei o que terá sido o maravilhamento e o espanto dos homens que chegaram aqui, sem terem visto um mapa...», como se classifica a oração «o que terá sido o maravilhamento...»?
Na minha opinião é uma oração substantiva relativa. Mas alguns alunos disseram que é uma oração substantiva completiva.
Agradecia que me dissesse qual a classificação certa. i
Sozinho vs. individual
Em relação frase a seguir, é possível admitir-se o adjetivo destacado (sozinhos)?
«Os sonhos SOZINHOS acontecem quando apenas queres uma trotinete, mas os coletivos surgem quando queres juadar o próximo.»
