Pronome relativo e ambiguidade quanto ao antecedente
Na frase «Consegui retornar ao colégio do bairro que marcou minha vida», há ambiguidade.
Que pronome relativo devo colocar no lugar do que para indicar que foi o bairro que marcou minha vida?
Mas, se quero afirmar que foi o colégio que marcou minha vida, que pronome relativo devo colocar?
Obrigado.
A mesóclise na oralidade em Portugal
Gostava de saber se existem estudos sobre o uso e a frequência da mesóclise na fala em português europeu.
Nos debates presidenciais, ouvi, por exemplo, por parte dum candidato: «claro, fá-lo-ia, se...»
Encontro mesóclises na escrita, mas muito raramente na fala.
Obrigado.
Pronome indefinido todo e concordância
Na frase «Sandrinha era toda sorriso e simpatia», a palavra toda é pronome indefinido nesta frase? Ou qual classe gramatical?
Por que palavra toda concorda com sorriao, e não com Sandrinha?
A palavra toda exerce a função sintática de predicativo do sujeito? Ou adjunto adnominal?
Obrigado.
Oração subordinada substantiva subjetiva justaposta
Na frase «É muito bom quando a Argentina é derrotada por nós», a oração «quando a Argentina é derrotada por nós» é uma oração subordinada substantiva subjetiva?
Obrigado-
«O que» e «aquele que» referidos a pessoas
Na frase «Santo é o que procura a verdade», a utilização de «o que» para referir uma pessoa está correta? Se utilizar «aquele que» estará mais correto? Ou posso usar as ambas as formas?
Obrigada.
Análise de «Queres-me passar além»
No verso «Queres-me passar além?», que ocorre no quadro da personagem do Parvo no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente (c. 1465-c. 1536), -me é complemento direto?
No português contemporâneo, a frase estará correta?
Análise sintática de uma frase de Mensagem
Solicitava apoio para fazer a divisão sintática das orações dos seguintes versos assim como a função sintática dos elementos das orações.
«Minha loucura, outros que me a tomem/ Com o que nela ia.» (Fernando Pessoa, Mensagem)
Muito agradecida.
Próclise e ênclise com porque
Gostaria que me dessem a vossa opinião quanto ao caso seguinte:
Na frase «O Fidalgo exigiu tratamento diferenciado porque terá idealizado a sua entrada no Paraíso», se substituirmos o complemento direto na oração subordinada adverbial causal, teremos como resposta correta "porque a terá idealizado" ou "porque tê-la-á idealizado"?
Pronome "solto" entre os verbos (Brasil)
Gostaria de tirar mais duas dúvidas (ambas sobre o português brasileiro).
1. José Maria da Costa, na coluna Gramatigalhas, ao tratar da posição do pronome átono em locuções verbais, faz uma extensa defesa, baseada na opinião de gramáticos, de que é incorreto deixar aquele solto entre os verbos. O que acham disso? Imagino que haja uma diferença entre o que a norma-padrão e a norma culta admitem. Se eu estiver certo, fica a seguinte questão: qual devo seguir?
2. Ainda que me digam ser, no fim, desaconselhável a próclise ao verbo principal, quando uma locução verbal é interrompida por uma preposição, poderia considerar-se que esta torna adequada tal colocação? Por exemplo, em vez de «ele acabou por cansar-se» e «ela teve de esforçar-se», é aceitável escrever «ele acabou por se cansar» e «ela teve de se esforçar»?
Muito obrigado!
Locuções verbais com pronomes átonos no Brasil
Gostaria de tirar as seguintes dúvidas:
1. No Brasil, é preferível escrever "deve-se dizer" ou "deve dizer-se"? Ao mesmo tempo que sinto soar esquisita a alguns brasileiros a segunda opção, fico tentado a escolhê-la, pois costumo posicionar o pronome após o verbo principal e busco consistência na minha escrita. Ainda que não haja uma resposta definitiva, ficaria satisfeito com um conselho.
2. "Poderia escrever-se" é aceitável ou é necessário empregar a mesóclise?
3. Optar por "ele se tinha esquecido" em vez de "ele tinha-se esquecido" causaria alguma estranheza?
4. A ênclise ao verbo "querer" quando este está numa locução (por exemplo: "eu quero-lhe contar minha história") me parece forçada, ao menos deste lado do Atlântico. O que acham?
Desde já, agradeço!
