DÚVIDAS

Plural de expressões substantivadas e de compostos (Brasil)
Entendo que expressões como louva-a-deus, «bumba meu boi», «chove não molha» não flexionam no plural porque são frases substantivadas, que são invariáveis. Entretanto, tem-se que bem-te-vi, bem-me-quer, não-me-toque flexionam no plural: "bem-te-vis", "bem-me-queres", "não-me-toques". Estas últimas me parecem ser frases substantivadas exatamente como as primeiras, entretanto, flexionam. Qual é a explicação desse fenômeno? Grato desde já!
Fobia como elemento de composição
No jornal Público, de 28/05/2026, dei com "maisfobia", uma palavra (?) que se lê no título de um artigo de opinião: "Gente a mais? A preguiça intelectual e moral da 'maisfobia'". No texto, reagindo aos críticos da sigla LGBTQIA+, a autora define o termo por ela cunhado: «Maisfobia n.f. - hostilidade ou desconforto perante a multiplicação, complexificação ou autodeterminação de categorias de identidade e sociais para além das formas consideradas normativas; tendência para considerar excessivo, confuso, ilegítimo e/ou perigoso aquilo que excede o binário ou o sistema de classificação dominante, reduzindo a diversidade a uma versão simplificada e autocentrada do real.» "Maisfobia" é uma palavra correta? Não estaremos a exagerar na formação de palavras formadas com fobia , por exemplo, no discurso polémico?
Criação de palavras: "vicinalvo"
Gostaria de submeter à vossa análise uma reflexão sobre a ausência de um termo sintético na língua portuguesa para designar o elemento que sucede o próximo (o segundo em uma sequência, ou n+2). Atualmente, o falante recorre a perífrases como «sem ser nesta rua, a próxima» ou «na terça-feira da semana subsequente à próxima». Tais estruturas, embora gramaticalmente corretas, são imprecisas e onerosas em contextos de rapidez comunicativa, como na navegação assistida por GPS ou em agendamentos céleres. Nesse sentido, proponho o termo "vicinalvo" (ou "vicinalva"), formado pela aglutinação do latim vicinalis («vizinho») com o elemento alvo (objetivo/finalidade). A construção «Vire na direita vicinalva» ou «Marcaremos para a terça-feira vicinalva» parece preencher essa lacuna de forma precisa. Consulto esta equipa sobre a viabilidade morfológica desta proposta no sistema do português e se consideram que o termo preenche adequadamente essa 'janela lexical'. Existe algum arcaísmo ou termo já dicionarizado que cumpra essa função específica de saltar uma unidade para designar a seguinte? Desde já agradeço o vosso contributo para o esclarecimento desta questão. 
O elemento de composição -gono
Octágono/octógono: mesma palavra, diferentes grafias. No caso, para além de eu mesmo desejar saber o(s) idioma(s) e os significado(s) de origem, também desejo saber se a etimologia explica os porquês de a forma preferencial ser octógono no lugar de octágono , já que a maioria dos polígonos têm nomes terminados em -ágono e, por padrão, são bem usuais com o á logo antes do g. Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa