A pronúncia de labareda
Como se pronuncia a palavra labareda?
Tem E aberto ou E fechado? "Labaréda" ou "labarêda"?
Obrigado.
Rimas interpolada e emparelhada
Venho pedir a vossa ajuda quanto à classificação de tipos de rima consoante os esquemas rimáticos.
Assim:
1) ABBA. Neste esquema considera-se que existe apenas rima interpolada, ou é igualmente defensável a ideia de que temos rima interpolada nos As (A_ _A) e emparelhada nos Bs (_BB_)?
2) ABCA. Aqui podemos considerar rima interpolada (A_ _A), ou o facto de os dois versos do meio apresentarem rima diferente (B distinto de C) invalida essa classificação?
3) ABBACC Podemos considerar aqui, além da rima interpolada (ABBA) uma rima emparelhada (CC)?
Ou, para ser emparelhada têm de existir necessariamente pelo menos dois pares (ou trios) iguais seguidos (CCDD ou CCCDDD)?
Finalmente, pergunto se a mudança de estrofe invalida a continuidade de uma sequência rimática. (Por exemplo em dois tercetos com a sequência ABB ABB, podemos considerar rima interpolada nos As)?
Analisei várias respostas do Ciberdúvidas a estas questões, não tendo ficado inteiramente esclarecido. Gostaria também de saber se existem regras definidas ao nível do Ensino básico e secundário, ou se, pelo contrário, várias interpretações são possíveis.
Agradeço ao Ciberdúvidas, parabéns pelo vosso trabalho.
O termo aicmofobia
Como pronuncio aicmofobia ?
Com o ditongo ai, ou com aí, separando as vogais?
O complemento do nome elemento
Na frase «...alunos alheios a elementos fundamentais da sua identidade cultural e histórica», qual a função sintática do constituinte «da sua identidade cultural e histórica»?
Muito obrigada!
Modificador do grupo verbal: «aceitou o convite na festa»
Na frase «Ela aceitou o convite na festa», a expressão «na festa» deve classificar-se como complemento obliquo ou modificador?
Obrigada.modificador do grupo verbal
Permilagem e «por mil»
Quando dividimos o todo em 100 partes e nos referimos a uma parcela, falamos de percentagens. Nesse caso, a quarta parte será referida como 25 por cento.
Se dividirmos o todo em 1000 partes e nos referimos a uma parcela, falamos de permilagens. Nesse caso, como podemos designar a quarta parte ?
250 permilhas ? Ou talvez 250 permilas ?
Agradecia o vosso esclarecimento sobre esta dúvida.
O plural de feminicídio
Li o seguinte período:
«No ano de 2022, foram registrados cerca de 4500 assassinatos de mulheres, os quais são tipificados na lei como feminicídio.»
Gostaria de saber se a palavra feminicídio não deveria estar flexionada no plural - «os quais são tipificados na lei como feminicídios».
Obrigado.
Paradoxo vs. oxímoro
Agradecia que, se possível, me pudessem esclarecer quanto à diferença entre oxímoro e paradoxo.
O que eu achava que sabia: a antítese apresenta uma oposição entre dois termos sem contradição lógica e o paradoxo ou oxímoro combinam essa mesma oposição com uma contradição lógica evidente. Ou seja, nunca distingui paradoxo de oxímoro ou, se quisermos, encarei sempre o oxímoro como outra palavra, mais apropriada em contexto literário ou estilístico para o termo paradoxo, este mais filosófico e abrangente.
Mas eis então o que consta no dicionário terminológico e que me sobressaltou:
“Oxímoro: Figura retórica de pensamento que associa duas palavras com significados logicamente opostos ou incompatíveis. Tem afinidades com o paradoxo e com a antítese, mas, enquanto esta figura encerra uma oposição lógico-semântica, o oxímoro é uma associação de palavras contrária à lógica. “Aquela triste e leda madrugada”“ (Camões).
Paradoxo: Figura retórica de pensamento que consiste em associar construções semânticas que aparentemente são contraditórias, irreconciliáveis e absurdas, mas que podem iluminar, de modo inédito e surpreendente, o significado do real e da vida. “Muito estranho é ver as pontes / por sob os rios correr / mais ainda ouvir as fontes / sua própria água sorver” (Manuel Alegre).”
Ora, fiquei confuso. Pareceu-me que o critério de distinção é obscuro e, nessa medida, concentrei-me nos aspetos formais da distinção, procurando alguma iluminação: o oxímoro referir-se-ia “à oposição de “palavras”, enquanto o paradoxo sinalizaria a oposição entre “construções semânticas”. Isto significaria que em frases como “na sala reinava um silêncio ensurdecedor” estaríamos perante um oximoro, enquanto noutras construções como “na sala os miúdos estavam tão calados que se faziam ouvir de forma ensurdecedora”, já se exprimiria um paradoxo? Estranhei, pois, nesse sentido, podemos definir oxímoro como uma versão condensada do paradoxo e o paradoxo como um desdobramento ou expansão do oxímoro, o que me parece curto para distingui-los como recursos expressivos.
Não satisfeito, revisitei algumas publicações do Ciberdúvidas que, na sua maioria, estão de acordo com a minha intuição inicial (oxímoro e paradoxo são termos intercambiáveis no contexto das figuras de estilo). A explicação dominante é que o oxímoro constitui uma espécie de versão estilística ou literária do paradoxo. Assim, por exemplo “andar sem sair do lugar” é um oxímoro ou paradoxo literário, “hipocrisia tão santa” (apesar da condensação) é considerado um paradoxo, sendo que, noutra publicação, oxímoro é considerado apenas um «aproveitamento estilístico de um paradoxo».
Continuei a minha busca e consultei quatro gramáticas, tendo notado que uma delas (Cristina Serôdio, Dulce Pereira, Esperança Cardeira e Isabel Falé, Nova Gramática didática de português, conforme o dicionário terminológico, Santillana, 2011, pg 300) apenas inclui o oxímoro, considerando-o uma figura retórica que expressa um paradoxo (portanto, não há distinção), sendo que nas outras aparecem como recursos expressivos distintos, essencialmente baseadas na tal distinção palavras/frases, seja oposição lógica entre palavras (“choro e rio”) versus oposição lógica entre construções semânticas (“dói e não se sente”) (M.ª Carmo Azevedo Lopes et al. Da Comunicação à Expressão. Gramática Prática de Português, Raiz editora. 2022, pag 424/425 –), ou na oposição lógica entre termos (“um grito de silêncio”) versus oposição lógica entre construções semânticas (“tornar o fogo frio”) (Vasco Moreira e Hilário Pimenta, Gramática de Português, Porto Editora, 2017, pg 293/294), ou ainda na oposição lógica entre palavras (“disseram o indizível”) versus oposição lógica entre frases (Zacarias Santos Nascimento e Maria do Céu Vieira Lopes, Domínios. Gramática da Língua Portuguesa, Plátano Editora, 2011, pg 338/339 - note-se que aqui a terminologia usada na distinção concetual é a mesma que a do DT). Concluindo, não descortino nenhuma diferença semântica entre as duas figuras de estilo nem na definição do DT nem nas das diversas gramáticas, mas apenas em algumas uma diferença formal (distinção palavras/frases).
O problema é que o dicionário terminológico opera a distinção. Independentemente de considerarmos a fundamentação mais ou menos arrazoada, importaria perceber os motivos que levam o DT a fazê-lo, de modo a compreendermos o critério operativo em exercícios concretos.
Agradecendo antecipadamente, gostaria da vossa ajuda para, parafraseando a definição de paradoxo do DT, nos iluminarmos, surpreendentemente ou não, sobre o verdadeiro alcance desta distinção.
O nome permacrise
Donde vem a palavra "permacrise"?
«Desejo de» seguido de oração
Solicito a vossa posição quanto à correção desta frase, em especial da expressão sublinhada:
«O desejo manifestado pelo pai foi para se lembrarem dele.»
Obrigado
