DÚVIDAS

Falsas esdrúxulas e didática do português
Sei que existem pontos de vista diferentes quanto à classificação tónica das seguintes palavras: família, remédio, extraordinário etc. Ora, já vi serem classificadas como graves (assumindo que as duas últimas vogais formam um ditongo crescente e não um hiato) e também como esdrúxulas (assumindo as duas vogais finais como um hiato e portanto duas sílabas). Sei também que existe a designação de «falsas esdrúxulas» ou «esdrúxulas aparentes», através da consulta que fiz pelo vosso site. Ora, a verdade é que no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico existem muitos exercícios em manuais com este tipo de palavras para serem classificadas quanto à sílaba tónica. Existe alguma norma para o ensino básico? Devem ser classificadas como esdrúxulas ou graves? No Dicionário Terminológico não encontrei resposta para esta questão. Muito obrigado ao Ciberdúvidas pelo excelente trabalho.
Maiúsculas iniciais em compostos: «Major-General»
Depois da publicação do novo acordo ortográfico, as palavras compostas nos postos militares deixam-me imensas dúvidas. Por exemplo: tenho visto escrito "Major-general" e "Major-General" quando aplicado a uma pessoa em concreto: «Major-general Bento Soares» ou «Major-General Bento Soares». Não tenho dúvida na utilização do posto major-general quando não associado a uma pessoa em concreto, por exemplo: «vi um major-general a passear na minha rua». Em relação ao primeiro caso, associado a um nome concreto, qual é a forma mais correta de escrever? Será "Major-general" ou "Major-General"? Gostava que me esclarecessem sobre esta dúvida. Obrigado
A grafia de imuno-histoquímica
Gostaria de saber qual a forma correta de escrever a palavra "imuno-histoquímica". Surge da junção de duas palavras imuno e histoquímica. É um método laboratorial que em inglês se escreve immunohistochemistry. Podemos aplicar a mesma regra que recomendam para imunoemoterapia, num esclarecimento de 2008?  Resumindo, qual a forma correta de escrever este método: "imunohistoquímica", "imunoistoquímica" ou "imuno-histoquímica"? Grato, um grande bem-haja pelo que têm feito pela língua portuguesa.
A translineação de diagnóstico
Gostaria de saber como se pode justificar a divisão silábica da palavra diagnóstico, apresentada pelos dicionários, conforme se vê abaixo? di·ag·nós·ti·co (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 22-07-2020). Considerando a etimologia («Do grego διαγνωστικός, pelo latim diagnosticu (dia = «através de, durante, por meio de» + gnosticu= «alusivo ao conhecimento de») — Wiktionary), podemos aproximar a palavra diagnóstico da palavra diacrónico, cuja divisão silábica, apresentada pelo mesmo dicionário, é di·a·cró·ni·co (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa,consultado em 22-07-2020). O mesmo se pode dizer em relação à palavra gnose: gno·se (grego gnôsis, -eos, «conhecimento») "gnose" (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, consultado em 22-07-2020). Por que motivo, então, a divisão silábica da palavra diagnóstico não é "di-a-gnós-ti-co"? Desde já, muito grata pela atenção que vierem a conceder à minha questão.
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