A etimologia de papa
Qual a origem da palavra papa (no sentido do Sumo Pontífice do Vaticano)?
Creio que existem várias teorias:
1. Acrónimo de Petrus Apostolus Princeps Apostolorum («Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos»);
2. Acrónimo de Petri Apostoli Potestatem Accipiens («do Apóstolo Pedro tomou o poder»);
3. Do latim, "papa" (termo carinhoso para "Pai").
Pronomes de interesse (dativo ético)
Gostaria de saber a função sintática do pronome lhe na frase «ele pediu que lhe fatiassem duzentos gramas de mortadela».
Grato!
Relação entre atos de fala e valores modais
Gostava de saber qual a relação que podemos estabelecer entre "atos de fala" e "valores modais". Às vezes, parece que estamos a falar da mesma coisa... Por exemplo, a modalidade deôntica pode apresentar um valor de obrigação -- ideia que coincide com os atos ilocutórios diretivos (que muitas vezes se referem a ordens).
Embora como conjunção concessiva
Tenho muitas dúvidas no uso de embora como conjunção concessiva, para traduzir os três casos do espanhol.
O dicionário Porto Editora, que é o que eu uso habitualmente, traduz a conjunção concessiva espanhola aunque por embora, e também por mas ou porém. Estes são os exemplos que coloca o dicionário:
«aunque ˈauŋke conjunção 1. embora [+conjuntivo] aunque llovía a cántaros, fueron al cine embora chovesse a cântaros, foram ao cinema 2.mas, porém no traigo todo, aunque traigo algo não trago tudo, porém trago alguma coisa»
Mas para mim o problema é que em espanhol há três casos de orações concessivas, que não sei como traduzir ao português:
I. O primeiro é o de situações reais habituais, ou seja, ações que acontecem habitualmente assim (no presente), ou aconteciam assim (no passado). Por isso, no exemplo de Porto Editora, em espanhol haveria que traduzir:
- “Aunque llueva a cántaros, van al cine” (realidade que acontece habitualmente, muitas vezes).
- Ou também: “aunque lloviese a cántaros iban al cine” (algo que acontecia muitas vezes no passado)
- Ou também: “ayer, aunque llovió a cántaros, fueron al cine” (algo que aconteceu uma vez no passado)
Nestes casos, em espanhol também se pode expressar com a conjunção adversativa pero (acho que seria a mesma coisa em português com mas):
- “muchas veces llueve a cántaros, pero ellos van al cine” (realidade que acontece habitualmente)
- Ou também: “llovia a cántaros, pero iban al cine” (algo que acontecia muitas vezes no passado)
- Ou também: “ayer llovió a cántaros pero fueron al cine” (algo que aconteceu uma vez no passado).
II. O segundo é o de situações possíveis, ou seja, ações que podem acontecer no futuro ou não: “mañana, aunque llueva/lloviese a cántaros, iríamos al cine”
III. O terceiro é uma situação impossível, porque não pode acontecer: “ayer, aunque hubiera/hubiese llovido, no habríamos/hubiéramos ido al cine” (mas ontem não choveu).
Gostaria de saber como usar nestes casos embora, e também se é possível usar sempre «ainda que».
A subclasse do advérbio incrivelmente
Na frase «Ele tinha o cabelo incrivelmente crespo», a que subclasse pertence o advérbio incrivelmente?
Será um advérbio de modo?
Cordialmente.
A grafia de subsidiodependência
O dicionário da Porto Editora diz-nos que se escreve "subsídio-dependência". O da Priberam diz-nos que se escreve "subsidiodependência".
Qual deles está errado?
O anglicismo semântico essenciais
Gostaria de saber se é válida ou merece alguma censura a utilização do termo "essenciais" com o significado de "produtos essenciais". Esta utilização é cada vez mais frequente no setor do comércio.
Alguns exemplos:
«Essenciais para carro» (Lidl)
«Essenciais para a escola» (Apple)
«Essenciais para casa» (H&M)
«Lista de essenciais» (Público, Fnac, entre outros).
Obrigado
O plural de pólis
Gostaria de saber a forma correta do plural da palavra "pólis", pois tenho pesquisado e encontrei as seguintes formas: "póleis", "poleis", "pólis".
Muito obrigada!
O nome do rio Lis
Qual a grafia correta e atual do nome que rio que passa por Leiria? Qual o acordo ortográfico que sustenta a designação atual?
Complemento do adjetivo: «a expressão incomum no contexto...»
Lemos comumente que o adjunto adverbial modifica verbo, adjetivo e advérbio e que, na ordem direta, se posiciona no fim da frase. Assim sendo, é separado por vírgulas quando posicionado de outro modo.
Mas essa diretiva não se fragiliza quando o adjunto adverbial modifique, não o verbo, mas o adjetivo? Nesses casos, parece-me que a ordem direta e, portanto, também o uso de vírgulas na ordem indireta dependem de uma análise quanto ao posicionamento do adjunto adverbial em relação ao adjetivo.
Pergunto se, no caso abaixo, a ordem direta não seria esta, sendo assim justificável não usar vírgulas:
«A expressão incomum no contexto requer leitura atenta.» (planeja-se que «no contexto» modifique o adjetivo incomum)
Se o raciocínio acima estiver de acordo com a norma, não só seria correto não utilizar vírgulas na construção acima como o uso delas poderia vincular de maneira indesejável o adjunto adverbial a outro termo:
«No contexto, a expressão incomum requer leitura atenta.» (não me parece aqui que o adjunto adverbial modifique incomum, entendo que modifique o verbo).
Muito obrigado desde já.
