DÚVIDAS

Voz passiva e objecto indirecto
Olá. Agradeço demais pela colaboração. Não existe uma gramática, uma única, que apresente esta explicação.   Quero aproveitar e fazer mais uma pergunta sobre voz passiva. Considere a voz ativa: a secretária enviou a carta ao diretor. Assim, passando para a voz passiva, o que acontece com o objeto indireto? Continua objeto, já que está ligado ao particípio? Ou considero complemento nominal? Suponho que não seja este o caso, se considero o particípio o verbo principal.   A carta foi enviada pela secretária ao diretor.   Suj. voz pass. agente da pass. obj. indireto?   Grato.
Encertar (linguagem popular)
Esta é sem dúvida uma página viciante... Há algum tempo, em conversa de amigos, perante a utilização do termo "encertar", chamaram-me a atenção para o facto desse ser um termo muitas vezes usado, mas que não constava nos dicionários, pelo que se devia tratar de um erro já generalizado, como o "há-des", por exemplo. Levado por tal dúvida, decidi confirmar essa ausência em dicionário e cheguei à mesma conclusão: se "encertar" não consta é porque não existe, sendo que o seu uso é incorrecto e deverá ser substituído por "encetar". Todavia, a propósito de uma dúvida apresentada sobre a expressão "enxertar" vi uma referência a "encertar" na resposta de José Neves Henriques(4/11/99). Significa então que o uso de encertar está correcto? Obrigado.
Ortografia de estrangeirismos
Gostaria de saber como o vestibular irá corrigir os textos de redação quanto ao uso dos estrangeirismos. Por exemplo, no dicionário do professor Volnyr Santos (PUC?RS) há um anexo com este item, porém não esclarece como será a correção ou a grafia aceita, tanto na PUC quanto nas demais universidades. No meu caso estou preocupada com a UFRGS. Posso escrever "xopin" ou devo escrever Shopping? Posso escrever "internete" ou devo escrever internet, email, dentre outros nomes? Aguardo respostas.
"Correr atrás do prejuízo", outra vez
Gostaria de dar apenas umas breves achegas sobre expressões populares e gíria: saiu recentemente o Dicionário de Expressões Populares Portuguesas de Guilherme Augusto Simões (Publicações Dom Quixote). Nesse dicionário aparecem bastantes expressões populares, gíria, calão e as chamadas "frases feitas"... Não está totalmente completo (aliás, nunca poderia estar) visto que a riqueza cultural portuguesa obsta a essa possibilidade.   Quanto à expressão futebolística «correr atrás do prejuízo», significa que a equipa a que o relator se refere é que tem as despesas do jogo. Um exemplo: Suponhamos que o Porto perdia numa eliminatória fora por 1-0 então ao jogar em casa (e estando 0-0 ou a perder 1-0) relativamente perto do final caberia ao Porto arriscar tudo para poder ganhar o jogo ou seja teria que "correr atrás do prejuízo".   Com os melhores cumprimentos.   
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