Análise sintáctica + análise morfológica
Gostaria ainda de um esclarecimento sobre se as formas do Infinitivo, do Particípio Passado e do Gerúndio podem constituir predicados de oração quando o seu sujeito é o mesmo do da outra forma verbal presente na frase, como, por exemplo, em:
1) «Chegando cedo, apanharemos o primeiro comboio.»; 2) «Antes de partirmos, arrumámos tudo.»; 3) «As pessoas saíram, terminada a reunião.» As Gramáticas Generativas e Transformacionais fazem a análise sintáctica simultaneamente com a análise morfológica.
Biotério
Gostaria de saber se o vocábulo "biotério" está consagrado na língua portuguesa ou apenas no Brasil, e qual a sua origem e significado. Sou médico veterinário e tenho desde sempre utilizado este termo, bem como "bioteria".
«Braço-direito» + «pé direito»
Trabalho como funcionária pública na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, Brasil. Passei a consultar o Ciberdúvidas com muita freqüência, tendo em vista meu interesse pela língua portuguesa.
Gostaria de conhecer a origem das expressões «braço direito» e «pé direito» usadas, por exemplo, em orações como «João é meu braço direito!» e «vamos iniciar o ano com o pé direito!»
«Chora, que logo bebes»
No âmbito do meu trabalho como professora de Português, foi-me colocada uma questão para a qual não tive resposta imediata: qual o significado da expressão «chora, que logo bebes»?
Apesar de à primeira vista me ter parecido uma ameaça pouco optimista, ocorreu-me entretanto que significasse qualquer coisa como: «compraz-te à vontade na desgraça, que os tempos mudarão e entretanto estarás a festejar outra coisa...» Um dito idêntico ao nosso «depois da tempestade vem a bonança». Será? A questão surgia a partir de uma obra de José Gomes Ferreira, onde havia um terra denominada Chora-Que-Logo-Bebes.
Hortaliça e legumes
Gostaria de saber se há alguma diferença no significado de hortaliça e de legume.
O plural de alterco
Qual o plural do substantivo alterco?
Já vi escritas as formas altercos e alterques. Qual delas é a correcta ou serão ambas?
Muito obrigado.
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
«À parte desta noite» ou «À parte esta noite»?
Para referir uma excepção, qual é a forma correcta de escrever: «À parte desta noite» ou «À parte esta noite»?
«Rua de Camões»
Tem algum sentido dizer-se “rua de Luiz de Camões”, se a rua não pertence a Luiz de Camões. Não seria preferível escrever-se “rua Luiz de Camões”. O que está a fazer a palavra “de”? Qual a lógica de “rua de Angola”, se o nome da rua é somente “Angola” e não “de Angola”?
Continuando com o uso (a meu ver indevido) da palavra “de”, porque razão se permite haver “de”, “da” e “e” entre os vários nomes de uma pessoa? Se o “de” faz parte do nome deverá ser escrito com maiúscula (De), de não faz parte do nome, não deve aparecer.
«Estou a pé»
Li uma tira de HQ, de Calvin e Haroldo, publicada no jornal “Público”, em que há a seguinte construção M «Ao sábado estou a pé às 6 horas...».
Gostaria de saber se essa construção (estar a pé) é empregada em Portugal com o sentido de levantar-se, sair da cama.
Grata.
Os dois tipos de predicado
Tendo em conta a diversidade de abordagens que vamos encontrando e a ausência de uma terminologia e visão comuns, gostaria que me explicassem como se deve proceder à delimitação do predicado de uma oração, se incluindo apenas a forma verbal ou não, em casos como os seguintes:
1) «Ele pode vir de manhã»; 2) «Eu como demoradamente»; 3) «Nós aprendemos bem a lição».
Grata pela atenção.
