A compatibilidade entre ponto de exclamação e dois-pontos, de novo
Gostaria de retomar a questão analisada em 3/10/2005. Conforme bem disse a nobre consultora Maria João Matos, a frase proposta poderia ser reformulada.É evidente que uma sentença quase sempre é passível de rearranjo, de maneira a tangenciar ou evitar situações frasais incomuns. O problema se apresenta quando se faz mister a transcrição da frase tal qual pronunciada pelo falante.A título de exemplo, suponhamos que alguém, em meio a uma acalorada discussão, está prestes a enunciar uma série de argumentos, que vão ao encontro do seu parecer. Diz assim:"Dar-me-ás razão nos seguintes fatos:"Suponhamos ainda que antevendo a possibilidade real de tais fatos virem a melindrar seu interlocutor, acrescente, esperançosa e antecipadamente:"Valha-me Deus!"Deveríamos escrever, pela lógica, a frase desta forma, pois assim foi proferida:"Dar-me-ás razão nos seguintes fatos, valha-me Deus!:"A exclamação é necessária, pois a segunda oração é exclamativa; os dois-pontos são necessários, pois introduzem uma enumeração. Não é possível escrever "Dar-me-ás razão nos seguintes fatos: Valha-me Deus!", por razões óbvias. Portanto, a meu ver, se se for enunciar "ipsis verbis" a referida frase, não há como fugir à concomitância dos sinais de pontuação.A propósito, a frase que me serviu de exemplo na anterior consulta, retirei-a de uma tradução gabaritadíssima de "Dom Quixote". Causou-me ela espécie, mas não aversão.
O verbo excepcionar
É correcto dizer-se excepcionada? Envio a transcrição do texto onde aparece:– Decreto-Lei n.º 171/2005, de 11 de Outubro: Nos termos do artigo 14.º da Lei Orgânica das Ordens Honoríficas Portuguesas, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 414-A/86, de 15 de Dezembro, o grande-colar das ordens nacionais é exclusivamente destinado a agraciar chefes de Estado. No entanto, o excepcional e relevantíssimo contributo de Kofi Annan na defesa dos valores da civilização e da causa da liberdade, nomeadamente o extraordinário empenho a favor do direito de autodeterminação do povo de Timor-Leste, justifica, indiscutivelmente, que aquela regra seja excepcionada para que a Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas, possa ser concedido o grande-colar da Ordem da Liberdade...Com cumprimentos.
A expressão «meios aéreos»
A propósito dos incêndios do último Verão, ouviu-se e leu-se a expressão «meios aéreos» para quantificar o número de aeronaves presentes em acções dos Bombeiros e da Protecção Civil. Tratando de uma expressão que envolve uma noção de conjunto, será legítimo usá-la desse modo (3 meios aéreos, p. ex.)? Agradeço o esclarecimento.
Os nomes dispersão e dispersividade
Sempre com um grande abraço de agradecimento pelo extraordinário trabalho que fazem, a pergunta: pode-se usar a palavra dispersidade, com relação ao que está disperso?
O gentílico mariense (Brasil)
Quem nasce em Maria da Fé, cidade do Sul do estado de Minas Gerais, no Brasil, é maria-fidelense? Vocês podem me responder sobre esse gentílico?
As origens da toponímia do Norte de Portugal
Tenho encontrado, quando ando pelo país, a repetição no nome de várias povoações, por exemplo Gondomar, Trofa, Bustelo, etc. Qual a origem dos topónimos?
Chanceler, nome comum de dois géneros
Como devem saber, a Alemanha vai ter em breve uma mulher como chanceler federal, e a minha dúvida é precisamente essa: há feminino de chanceler em português? Ou tem de dizer-se "Senhora Chanceler"? Obrigado!
As frases subordinadas substantivas na nova terminologia
Na vossa explicação que vi sobre a sintaxe na Nova Terminologia detectei que se excluíram inúmeras designações novas que aí surgem e que na minha perspectiva complicam imenso a classificação das orações e alteram inclusivamente o conceito de «subordinada». Só como exemplo surge uma «frase» subordinada substantiva completiva adjectival, cujo exemplo é: Aprendemos um teorema [difícil [de [demonstrar]]] - esta última «frase» («de demonstrar») é assim classificada (B4.2.6.2.3.1 e B4.2.6.2.3.1.1) Um verbo substantivado é um verbo principal?Mais: a haver aqui qualquer tipo de subordinada, qual é a sua subordinante? O adjectivo adquire agora o carácter de oração subordinante??? Pergunto pois se isto é para ensinar aos alunos (tenho um 12.º com exame já com a Nova Terminologia) ou se se trata de algum erro.
A origem do topónimo Podence
Gostaria de saber qual a origem da palavra Podence e seu significado. Grato pela atenção dispensada.
O uso de «em como» e de «em que»
Quando se insta alguém a fazer prova de algo é comum ouvir-se: «É necessário um documento em como não tem dívidas...» (por exemplo). É correcto? Não deveria dizer-se «... um documento em que (subentende-se: se declare que) não tem dívidas...»?
