A origem do topónimo Porto Pim (Faial, Açores)
Há na cidade da Horta, ilha do Faial, Açores, um lugar delicioso com uma magnífica praia de nome Porto Pim.
Vivi aí nove anos e nunca me ocorreu perguntar ou procurar ou ouvir falar nas aulas na origem deste tão singular nome. Até o Tabucchi o meteu no seu romance A Mulher de Porto Pim. E eu nada.
Peço-vos ajuda!
Bígama
Na peça teatral Três em Lua-de-Mel (uma sátira ao Frei Luís de Sousa) da autoria de Henrique Santana e Francisco Ribeiro (Ribeirinho) em que a protagonista é casada com dois homens, um outro personagem faz-lhe reparo que «isso é um caso de biandria e portanto, pode ser presa».
A minha pergunta é: existe o vocábulo "biandria"?!
Sei que o prefixo indica dois, mas não consigo encontrar a palavra em nenhum dicionário nem na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
Obrigado pela vossa disponibilidade.
Análise sintática de «palavra que vi o moço»
No trecho abaixo retirado de Sonhos D'Ouro, de José de Alencar, como ficaria a análise sintática de "Palavra que vi o moço"? Fiquei em dúvida.
«É sério, Mrs. Trowshy. Palavra que vi o moço. E a senhora também; não disfarce.»
Referência comum a grupos de dois sexos
Numa rede social o grupo é composto pelos dois sexos. Na seguinte troca de mensagens por dois elementos (F – feminino e M – masculino):
«F - Bom fim de semana, minhas caras.
M - ... e meus caros!
F1 - Disse bem, minhas caras! Somos todas pessoas!»
É correta a justificação invocada por F1 ou deveria ser sempre «meus caros», conforme M, de modo a abranger todo o grupo?
Para a frase de F estar correta, não deveria ser especificado o vocábulo pessoas, apesar de soar muito mal?
Agradeço o vosso empenho em prol da língua portuguesa.
Os verbos alargar e alongar
Antes de mais, gostaria de agradecer a vossa dedicação.
A minha dúvida tem a ver com os verbos alargar/ alongar, quer dizer, com os contextos em que se usa cada um deles.
Depois de ler diferentes definições, parece-me que nalguns contextos poderiam ser sinónimos, mas não sei se estou certa. É por isso que gostaria que me resolvessem a dúvida.
Muito obrigada pelo tempo e pela atenção dispensada.
O gentílico de Dijon (França)
Gostaria de saber qual é o gentílico de Dijon: dijonês ou dijonense?
Ao pesquisar, vejo que em português do Brasil se diz dijonense e que em espanhol também, mas confesso que me soa melhor dijonês. Será que as duas formas são admissíveis?
Agradeço, de antemão, a vossa ajuda.
Há e havia II
Cada vez mais ouço/leio a utilização do verbo haver, mais no Brasil, menos em Portugal, quando representando um período de tempo, flexionado a acompanhar o outro verbo duma frase.
Por exemplo: «O preso cumpria pena havia dois anos.»
Sempre soube que não se devia flexioná-lo e dizer: «O preso cumpria pena há dois anos.»
Agradeço que me seja esclarecida esta dúvida.
Hífenes: «guarda-roupa-cápsula»
A ortografia portuguesa contempla a possibilidade de que se sucedam mais do que um prefixo hifenizado em palavras compostas sem elementos de ligação (p. ex. vice-diretor-executivo ou ex-vice-diretor-executivo).
Não obstante (e por nunca me ter deparado com um caso desta natureza), ter-se-ia também de hifenizar a junção de uma unidade lexical autónoma (um nome) a uma palavra composta (sem elemento de ligação)?
Por exemplo, temos coleção-cápsula (uma pequena coleção especial de vestuário dentro da coleção mais geral da loja) e, consequentemente, teríamos “guarda-roupa-cápsula” ou “guarda-roupa cápsula” (esta última, talvez, porque poderia tornar mais claro que cápsula modifica restritivamente a unidade completa guarda-roupa” e evitaria outras possibilidades de relações de modificação entre os seus elementos?!)?
Agradeço, desde já, a vossa resposta!
Ordens e pedidos no infinitivo
Minha dúvida é se apenas o imperativo pode ser usado para um pedido ou se o infinitivo também.
Exemplo: «Por favor, não girar a chave duas vezes.»
Trata-se de uma opção mais formal e outra menos formal, ou, de fato, uma delas (verbo no infinitivo) está incorreta?
Ser vs. estar (significado)
As gramáticas costumam explicar a diferença entre o verbo ser e estar, na sua função copulativa, através da análise da efemeridade das propriedades ou estados, sendo o verbo estar usado nos casos de maior efemeridade. Todas as exceções são vistas como desvios idiomáticos, de referência ou proporção.
Parece-me, no entanto, que os seguintes exemplos, na sua expressão mais natural, mostram que não se trata tanto de uma questão de efemeridade ou transitoriedade, mas mais de uma questão de eventualidade ou contingência.
«Este processo químico agora é exotérmico, mas em pouco tempo será endotérmico.»
«Estes tipos de estrelas são azuis apenas dois segundos da sua vida.»
«Um lado da lua está sempre oculto.»
«Esta comida não é velha, mas está estragada.»
Assim, a verdadeira distinção entre esses verbos só indireta e probabilisticamente tem a ver com a efemeridade ou transitoriedade.
