Verbos no conjuntivo combinados com verbos no indicativo
Tenho sempre dúvida em relação a tempos compostos do conjuntivo, em particular, à distinção entre o pretérito perfeito composto do conjuntivo (PPC) e pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo (PMPC) nestas frases:
(1) Embora ela já tenha saído/ tivesse saído há muito tempo, ainda não chegou a casa.
(2) Embora ele o tivesse visto/ tenha visto, não o cumprimentou.
(3) Embora o Jorge lá tenha ido/ tivesse ido várias vezes, perdeu-se no caminho.
Diz-se no livro de gramática que o PMPC se usa para falar de uma ação anterior a outra também passada e que o PPC se usa para falar de uma ação já realizada em relação ao presente/ futuro.
Nestes três exemplos, a oração matriz ocorre no Pretérito Perfeito do Indicativo e refere-se a uma ação do passado, e, assim, fiquei confusa com o emprego do PPC nesses exemplos.
Em relação a (4), a frase subordinante ocorre no presente, enquanto a subordinada ocorre no PMPC (i.e., tivesse amado). Não sei porque a frase é correta.
(4) A Maria duvida/ acredita que o Rio a tivesse amado. (Gramática da Língua Portuguesa 2003: 269)
Obrigada!
Casos com â antes de consoante não nasal
Que palavras além de dâblio têm um â (a com acento circunflexo) antes de consoantes não nasais?
Numeração romana em minúsculas
Quando estabelecemos os pontos de uma ordem de trabalhos, os mesmos podem ser indicados em numeração romana (i, ii, iii, iv)?
Agradeço muito o vosso esclarecimento.
A construção «igual eu»
No Brasil é muito comum dizer «igual eu» no sentido de «como eu» ou «como a mim». E também é muito comum o uso da figura de estilo elipse. Como exemplo, o emprego destes hábitos em uma frase seria:
«O João fala errado igual eu falo.» → «O João fala errado igual eu.»
Gostaria de saber se na variante do português de Portugal é incorreto este uso e, se sim, qual a forma correta de serem ditas frases como estas?
– O João fala errado igual eu. (O João fala errado igual eu falo.)
– Ele pensa igual eu. (Ele pensa como eu.)
Obrigado.
O uso de «e tal»
Tenho visto algumas vezes escrito:
«Ele tem vinte e tal, cento e tal, setenta e tal anos, a fé tem setenta e tal repartições, etc.»
Às vezes: «tenho vinte e algumas mangas»
A minha questão é:
1. Será que está certo dizer-se: «setenta e tal anos», ou «setenta e alguns anos»?
2. Qual é a designação de um número desconhecido entre 3 e 10 ou 3 e 9? Por exemplo tenho 70 e um acréscimo de canetas, porém, não sei se é 73, ou 77, ou 75, ou 79. Será que também diria por exemplo, «tenho setenta e tal»? Em árabe diz-se biḍʿ (todo o número compreendido entre 3 e 10).
Obrigado.
Abençoar e bendizer
Qual é a diferença entre abençoar e bendizer?
Transtorno e transtornos
Após conversa com uma colega de trabalho, ficamos na dúvida se, por exemplo, em e-mails, o correto é escrever-se «lamentamos os transtornos causados» ou «lamentamos o transtorno causado».
Neste sentido, solicitava esclarecimento.
Benevolência vs. bondade
Será que há diferença entre benevolência e bondade?
O provérbio «na água turva é que se apanha o bagre»
Vi um vosso comentário sobre «alguns provérbios alusivos à água», quando procurava a explicação para um sobre o mesmo tema que não constava daquela lista.
É ele o seguinte: «Na água turva é que se apanha o "bargue”».
Por mais voltas que desse não encontrei a palavra "bargue".
Antecipadamente muito obrigado pela ajuda.
A expressão «em Cristo»
Minha dúvida é deveras simples: qual é o sentido da preposição em em textos religiosos, por exemplo, «Por Cristo, com Cristo e em Cristo», «escravo de Jesus em Maria»?
Tratar-se-ia de um sinônimo mais cerimonioso de «por meio de», «mediante», «com o auxílio de», etc.?
Agradeço-vos desde já.
