Etimologia de autor e de auto-
O elemento autor-, das palavras autorização, autoridade e autoritarismo tem a mesma origem (etimologia) do que auto-, prefixo de termos como automóvel, autodidática e autocontrole?
As formas autor- e auto- são cognatos na realidade?
Muitíssimo obrigado!
A redundância «dar o aval positivo»
Tenho encontrado em vários registos escritos, nomeadamente na imprensa, a expressão «deu aval positivo».
Pergunto-me se não será uma redundância evitável, na medida em que «dar o aval» já pressupõe autorizar ou concordar e ninguém dá aval negativo.
Agradeço, desde já, o esclarecimento.
Septologia e heptalogia
Os sete livros que compõem a obra-prima do norueguês Jon Fosse saíram em Portugal com o título Septologia, e não "Heptalogia", como seria a forma mais comum de se referir a uma coletânea de sete unidades.
Pesquisei bastante e tudo a que cheguei em relação ao radical septo- aponta para acepções anatômicas ou biológicas, não numéricas.
O que teria levado a prestigiosa editora que lançou o volume a optar por esse título?
Agradeço a atenção da resposta.
O uso de solapa por Pero Vaz de Caminha
Na carta de Pero Vaz de Caminha a D. Manuel, segundo parece, lê-se o seguinte:
«A feição (dos índios do Brasil) é serem pardos, um tanto avermelhados [...]. Os cabelos deles são corredios […]. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira de penas de ave amarela […] mui basta e mui cerrada que lhe cobria o toutiço e as orelhas.»
Qual o significado de solapa?
Itálico e «narrador em off»
A palavra off (desligado ou fora) leva itálico em se tratando de um estrangeirismo.
Mas e quando aparece como parte de um composto, como ocorre em: «narrador em off»?
O off como partícula composta precisa perder o itálico na realidade? O narrador em off é o narrador da história que não é «visto pessoalmente», só tem a voz dele mesmo.
Muitíssimo obrigado!
Sujeito e vírgulas
Gostaria de pedir a vossa ajuda, por favor, para fazer a análise sintática do excerto que se segue, tomando particular atenção ao sujeito e à colocação da vírgula antes do predicado:
«[…] a própria esterilização por ação direta do fogo, isto é, em termos técnicos, a flambagem (prática que não estamos muito habituados a ver, hoje, no meio laboratorial, mas que era importante nos primórdios da medicina), implica também […].»
A frase tem um sujeito simples, embora este se apresente com duas designações diferentes, sendo que a segunda («a flambagem») é uma precisão da primeira («a própria esterilização…»).
Neste caso, e ignorando o parêntese (que seria um modificador do nome?), estará bem colocada a vírgula? Tecnicamente, está a separar o sujeito do predicado, coisa que em princípio não se deve fazer, mas ao mesmo tempo isola a segunda formulação do sujeito, enfatizando a especificidade de se tratar de uma flambagem.
Se puderem esclarecer-me, fico muito agradecido.
Catástrofe vs. cataclismo
Quais são as diferenças de significado entre os termos catástrofe e cataclismo?
Agradeço, de antemão, o auxílio.
Subordinação nominal e concordância: «intimação a pagar»
Devo considerar o complemento «a pagar» da frase «procedam à intimação a pagar» como oração completiva nominal reduzida de infinitivo, deixando o verbo obrigatoriamente no singular?
Ou posso considerá-la como oração adverbial final, nesse caso, deixando o verbo na terceira pessoa do plural (porque, esclarecendo o contexto, a intimação é de várias pessoas)?
Grato desde já.
«Em vez de» e «na vez de»
Na frase «A questão colocada era idêntica, mas com o número 5 no enunciado, na vez do número 7», a expressão «na vez de» surge como alternativa a «em vez de».
Diria que só esta é que está correta, mas não estou seguro. São aceitáveis ambas as expressões?
Agradeço antecipadamente.
O género de manche
Manche (alavanca cujos movimentos controlam a subida, a descida ou o equilíbrio lateral de uma aeronave) é masculino ou feminino? Obrigada!
