Orações substantivas antes das principais
Em todas as gramáticas que consultei, as orações substantivas sempre estão depois das principais. Isso é uma regra?
Não posso colocar a subordinada substantiva antes da principal? Li uma resposta do Ciberdúvidas em que se diz que podemos ter as objetivas antes das principais; mas são apenas essas ou todas substantivas?
Na minha visão, podemos ter no mínimo a maioria, já que: conseguimos deslocar os objetos diretos, os indiretos, os sujeitos...
Mas sabemos que apenas a visão de um curioso não conta. Por isso peço ajuda aos Senhores.
Desde já agradeço a atenção.
O verbo desculpar: «Desculpe pelo atraso»
Qual é que está correto?
a) «Desculpe o atraso» ou «Desculpe pelo atraso»?
b) «Desculpe o atraso do meu trabalho» ou «Desculpe pelo atraso do meu trabalho»?
Obrigadíssima!
Verbos transitivos e intransitivos «de facto»
Como saber quando um verbo é ou não intransitivo de fato?
Na frase: «A professora agiu favoravelmente aos alunos», o verbo agir é verbo transitivo direto ou verbo intransitivo?
Mesmo existindo "tabelas" na Internet de verbos intransitivos, existem casos em que esses verbos têm complementos.
Enfim, na frase acima, como posso classificar o verbo?
Obrigada.
Complemento do nome: «meter-se na pele dele»
Qual a função sintática desempenhada por dele na frase : «soube muito bem meter-se na pele dele.»?
Iteroparidade vs. semelparidade
Qual a etimologia de iteroparidade?
Sobre a sequência «... e mas»
Eu gostaria de saber se há algum respaldo da gramática prescritiva para a combinação de duas conjunções (e + mas).
Encontrei isso num verso de Gonçalves Dias: «Nem tão alta cortesia / Vi eu jamais praticada / Entre os Tupis,– e mas foram / Senhores em gentileza.» (I-Juca-Pirama, VII).
Também encontrei outros exemplos:
1. «A ameaça rugiu-lhe no coração e mas a cólera cedeu à angústia e ele sentiu na face alguma cousa semelhante a uma lágrima.» (Helena – Machado de Assis);
2. «Ele aqui abriu a carteira com ares de ricaço, tirou umas notas e mas quis meter nas mãos, dizendo […]» (Paulo – Bruno Seabra).
Seria uma forma mais rara de dizer «…e, no entanto, […]»?
Obrigado.
«Enquanto não» com presente do conjuntivo num verso de Torga
Sou um amante de poesia e, a nível nacional, tenho uma grande estima pela arte de Miguel Torga (1907-1995). Defendo que o poema "Sísifo" detém uma profundidade rara e propõe uma conexão imediata às palavras utilizadas. Um poema simples e genial.
No entanto, há uma passagem sobre a qual tenho uma dúvida gramatical:
«Recomeça....
Se puderesSem angústiaE sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho duroDo futuroDá-os em liberdade.Enquanto não alcancesNão descanses.De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.Sempre a sonhar e vendoO logro da aventura.És homem, não te esqueças!Só é tua a loucuraOnde, com lucidez, te reconheças...»
Os versos «Enquanto não alcances / não descanses» são obviamente inteligíveis, mas a utilização de alcances deixa-me sempre na dúvida sobre se não seria mais correto alcançares. Está correto? Ou demonstra a utilização de licença poética para que os versos rimem emparelhadamente?
Obrigado desde já.
«Sua vida era a escrita, a leitura, a música»
Em relação à concordância verbal a frase abaixo está correta?
«Sua vida era a escrita, a leitura, a música.»
Obrigada.
A sintaxe do verbo recorrer
Vi recentemente um exercício de gramática que suscitou uma dúvida. No exercício pedia que se sublinhasse o complemento oblíquo: «Sempre que tem problemas, a Mónica recorre aos pais.»
Nas soluções do exercício aparece «aos pais» como complemento oblíquo.
No exercício seguinte era, então, pedido que substituíssem o complemento oblíquo por um pronome (precedido de preposição). Nas soluções aparecia «Sempre que tem problemas, a Mónica recorre a eles».
É possível dizer-se/escrever-se "recorre-lhes"? Se sim, não seria de considerar que "aos pais" é complemento indireto?
No mesmo exercício, numas alíneas à frente, aparecia a frase «Ele estava muito feliz com aquela notícia».
«Muito feliz» acredito que seja predicativo do sujeito por ser "pedido" por um verbo copulativo (estar).
Assim, qual seria a função sintática de "com aquela notícia"? Modificador?
Obrigada pela atenção.
Lho e lhe
Qual a diferença de usar «não lho levaria a mal» e «não lhe levaria a mal»?
Eu posso substituir o lho pelo lhe?
Obrigado.
