Controvérsias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Polémicas em torno de questões linguísticas.
A pronúncia
Um estrangeirismo?

« [N]ão creio que a pronúncia em voga venha de qualquer variante portuguesa, ainda que incorreta» – sustenta o neurocirurgião Martins Campos a respeito da pronúncia de vacina como "vàcina", com a aberto átono.

Publicação do autor no seu mural do Facebook em 14 de março de 2021.

Investigadora cabo-verdiana propõe nota pedagógica <br> sobre passagens racistas em <i>Os Maias</i>
Preconceito e colonialismo na obra queirosiana
Por Lusa

«Vanusa Vera-Cruz Lima considera que a obra deve incluir "um comentário pedagógico", para que a questão racial não seja ignorada. A Associação de Professores de Português (APP) considera que uma leitura implica a análise dos preconceitos raciais do discurso narrativo e contexto histórico.»

Notícia da agência Lusa, publicada em 7 de março no Diário de Notícias.

 

 Erradicar o português: ponto de situação

«Deitámos fora a língua erudita que tivemos a felicidade de herdar do império romano, para pegar numa língua bárbara, minimal e monolítica, incapaz ao menos de conjugar um verbo (I love you – Eu amar tu.) Uma língua que, circunstâncias do tempo, evoluiu na boca daqueles que implantariam a dita monocultura do sucesso, do triunfo pessoal.» Opinião do político e escritor açoriano Alexandre Borges acerca do uso de anglicismos nas conversas do quotidiano ou nos meios profissionais.

Artigo publicado no jornal Observador do dia 20 de fevereiro de 2021. Mantém-se a norma ortográfica de 1945, conforme o texto original.

Testar ou não testar, eis a questão
Idiomatismos do covidês

Uma interpretação (apressada) sobre o glossário O léxico da covid-19, neste artigo da autora, transcrito do Boletim Informativo ILCH, n.º 7 | maio 2020 | Edição Especial — seguido, em N.E,. da resposta do Ciberdúvidas sobre a razão (e objetivo central) desta iniciativa do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Manteve-se  a norma ortográfica de 1945, do original.

Estar na Europa hoje
Sobre a presidência portuguesa da União Europeia no 1.º semestre de 2021

«Quem nunca viveu no Portugal "fora da Europa" não pode ter verdadeiramente consciência do que este era e de quão limitados eram os horizontes e as possibilidades dos portugueses comuns» – considera a linguista Margarita Correia a propósito da presidência do Conselho da União Europeia, que Portugal assume no primeiro semestre de 2021, de 1 de janeiro a 30 de junho.

Artigo de opinião  da autora publicado no Diário de Notícias em 4 de janeiro de 2021.

O que o casamento com uma brasileira <br>pode ensinar a um português sobre a sua própria língua
Atitudes que levam a desvitalizar a expressão linguística

«Em Portugal, precisamos de exprimir-nos com menos espartilhos e descobrir que o valor da nossa língua deriva da sua vitalidade e pluralidade e não da preservação de um modelo tradicionalista de comunicação, defende o economista Rodrigo Tavares em crónica para a TSF, datada de 14 de dezembro de 2020.

A escola e a cidadania
Da história da palavra cidadania à sua importância na educação

«(...) [A] cidadania é, como a norma linguística, uma ferramenta de mobilidade social, que deve ser fornecida pela escola aos estudantes, pois nem todos a elas têm acesso em casa», sustenta a linguista Margarita Correia a propósito da polémica desencadeada em Portugal à volta da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento do currículo escolar não universitário.

Um artigo publicado em 19 de setembro de 2020 no Diário de Notícias que aqui se disponibiliza com a devida vénia.

Língua Franca do Boçalnarismo
Autoritarismo e linguagem

«Nos discursos do presidente da República e seus seguidores, uma forma de linguagem emerge – agressiva, repetitiva, ecoando, sobretudo nas redes sociais, o seu barulho ensurdecedor. Vou denominá-la de LFB (Língua Franca do Boçalnarismo)». São declarações do sociólogo brasileiro Renato Ortiz num ensaio onde apresenta exemplos dessa mesma linguagem. Texto original no jornal Nexo, publicado no dia 15 de agosto de 2020, e aqui transcrito com a devida vénia.

Um sindicato sórdido
A retoma do ensino presencial em Portugal em tempo de pandemia e uma ameaça inadmissível

Em Portugal, as escolas dos ensinos básico e secundário retomam o regime presencial em setembro de 2020, apesar da pandemia de covid-19, mas Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), ameaçou o Ministério da Educação de Portugal de o acusar como «responsável moral e eventualmente até material» de «situações de doença e contágio, que possam pôr em causa a própria vida». Em artigo de opinião publicado no jornal Expresso em 20 de julho de 2020, o professor universitário e economista Luís Aguiar-Conraria critica o líder sindical, sustentando que «[s]em uma escola presencial, o país continuará a meio gás – com as mulheres, mais uma vez, a serem especialmente sobrecarregadas, agravando-se assim uma forte fonte de desigualdade em Portugal».

A qualidade do exame de Português do 12.º Ano
Sobre as críticas feitas à prova nacional

«[...] [E]sta prova de exame de Português do 12.º Ano corresponde ao exigido, pois respeita o indicado nos referidos documentos de referência [...]», defende Maria Regina Rocha, professora de Português e coautora do Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário, numa réplica a críticas feitas* à prova do 12.º ano da disciplina de Português. Texto publicado em 13 de julho no jornal Público.

* Ler nas Controvérsias,  a transcrição do artigo de opinião  "Ainda o inenarrável exame de Português do 12.º ano", de Elisa Costa Pinto, incluídos na edição de 11 de julho de 2020 do jornal Público. Ver também "O exame de 12.º ano: quem, como, porquê?", de António Carlos Cortez,.