Início Português na 1.ª pessoa Controvérsias
Polémicas em torno de questões linguísticas.
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Um acrónimo usado em Portugal – SIMAS, que representa Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento (cf. resposta sobre este tópico) – tem a particularidade de, na sua formação, contar uma letra (M) que é inicial não de palavra, mas de parte da palavra Intermunicipalizados. Será este acrónimo legítimo? D'Silvas Filho regista neste apontamento o que distingue este tipo de abreviações, no quadro da sua própria proposta de classificação (para uma proposta alternativa, ver, por exemplo, siglaacrónimo no Dicionário Terminológico).

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«(...) Os métodos de classificação [dos exames dos 9.º e 12.º anos, em Portugal] – que este ano tiveram a lamentável novidade de uma supervisão online, geradora, a meu ver, de um distanciamento maior entre classificadores e de um efeito de obediência muito musculado – são distintos entre docentes, ainda que se tente criar a sensação de que, perante cenários ou exemplos de resposta, descritores de níveis de desempenho e uma mesma resposta de um aluno, a pontuação atribuída por um número invariável de docentes possa ser infalivelmente a mesma. Não é. Em Português não é, nem pode ser. (...)»

[António Jacinto Pascoal, "Público", 31/08/2016]

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«(...) Com a enxurrada de questões inócuas de gramática e exercícios de audição que infantilizam e tornam artificial o próprio acto de ouvir (não percebem que os adolescentes acham ridículo semelhantes práticas de ensino?), e de escrever, este tipo de provas fere de morte o ensino do português (...)», escrevo autor neste artigo-reflexão sobre os resultados das provas de aferição de Português para 8.º ano de escolaridade, em Portugal.

[in de 10 de agosto de 2016, com o título "Provas de aferição: para uma reflexão sobre o acto de ensinar".]

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Assinado por João Paes Gameiro, e com o título “Erro no vosso site”, recebemos uma contestação ao que no Ciberdúvidas se tem recomendado quanto à obrigatoriedade do ponto nas abreviaturas – nelas incluídas nas dos numerais cardinais [cf. Textos Relacionados, ao lado]. É o que fica a aqui, na íntegra – com a devida réplica de dois dos nossos consultores que mais têm abordado este assunto, D’Silvas Filho e Maria Regina Rochaaqui e aqui, respetivamente. Leia-se, ainda, o contributo posterior de Guilherme de Almeida, disponível aqui.

Por João Paes Gameiro

«(...) Não apenas nossos melhores gramáticos e a própria Academia Brasileira de Letras estampam "3ª edição", "4ª edição", "5ª edição", sem pontos, em suas capas – o próprio Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, instrumento oficial e legal regulador da ortografia da língua, assinado pelos representantes dos governos de todos os países lusófonos, foi inteiramente redigido com ordinais sem pontos (...) Em suma, o próprio Acordo Ortográfico em vigor não usa pontos nos cardinais. De modo que dizer que escrever "quarta" como "4ª" é um erro de português não é sequer "ser mais realista que o rei". É erro, mesmo.»

[Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu + Porquê o ponto nas abreviaturas – e já não nas siglas.]

« (...)  Em primeiro lugar, é preciso avaliar qual a vantagem de se manter o ponto nos ordinais quando na sua redução com algarismos. Como se refere no texto que aqui me leva, habitualmente permite que o género masculino do ordinal se distinga do grau de temperatura: 10.º, décimo, é diferente de 10º, graus.  Depois, temos de avaliar o sentido que a tradição dá ao ponto neste caso. O ponto representa um significado não expresso, como o faz nas abreviaturas das palavras. Repare-se que em 10º é necessário indicar a seguir qual a unidade de medida: Celsius, Fahrenheit: 10º C ou 10º F. Ao passo que o ponto em 10.º serve para marcar taxativamente que se trata de um ordinal, sem necessidade de outras indicações. (...)»

  [[Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo», + Porquê o ponto nas abreviaturas– e já não nas siglas.]

Se se quer seguir a norma, deverá utilizar-se o ponto abreviativo a seguir ao número relativo ao numeral ordinal (1.º, 3.ª, 35.º…). Quanto à sigla, inicialmente era utilizado um ponto após cada uma das letras, mas a sigla acabou por se constituir como um processo de formação de palavras, sendo sentida globalmente como uma nova palavra, desaparecendo, pois, o ponto no final de cada letra. (...)

[Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo»O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu.]

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Ministério da Educação impõe, ao corpo docente, metas de sucesso, a alcançar em cada ano de escolaridade, iguais ou superiores a 90% (o objectivo é conseguir 100%!).

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O mês de julho de 2016 ficou marcado pelo lançamento do jogo Pokémon Go, cujo nome no uso em português levanta muitas questões – morfológicas, fonéticas e ortográficas.

D'Silvas Filho dá uma achega à reflexão sobre  emprego mais adequado de Pokémon, quer como nome próprio quer como item do léxico comum.