Sara Mourato - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Sara Mourato
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Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Língua e Cultura Portuguesa – PLE/PL2. 

 
Textos publicados pela autora

Segundo o Código de Redação Interinstitucional, o código (EUR)e o símbolo (€) do euro ocorrem depois do montante, separados por espaço: «um total de 30 EUR» ou «um total de 30 €»1 .  A posição dos restantes símbolos monetários, se o texto se encontrar escrito em língua portuguesa, deve ser a mesma, ou seja, depois do montante.2

 

1 O mesmo preceito se encontra enunciado no Documento do Departamento de Língua Portuguesa da Direção-Geral da Tradução da Comissão Europeia (3.ª edição, junho de 2015). Os códigos das referências monetárias são definidos pela norma internacional ISO 4217.

2 Por outro lado, se o texto estiver escrito em inglês, irlandês, maltês ou neerlandês, o símbolo aparece antes do montante: «an amount of EUR 30» ou «an amount of €30». Note-se que, no último exemplo, se omite o espaço entre o símbolo e o número.

No Portal da Língua Portuguesa temos acesso à transcrição fonética dos mais diversos substantivos da língua portuguesa. Em relação à primeira palavra – corifeu –, esta lê-se em Portugal como tendo o o som de u: /ku.ri.f'ew/ ("curifeu"). Note-se que a sílaba tónica é a última: -feu. Em relação ao substantivo cacheiro, este pronuncia-se com a primeira vogal a fechada no português europeu: /kɐ.ʃˈɐj.ɾu/. Neste caso a sílaba tónica é -chei-.

Ainda no contexto de Portugal, importa referir que temos ainda o substantivo composto ouriço-cacheiro, que, segundo a fonte já citada, se comporta foneticamente da mesma forma: 

Efetivamente há registos da expressão «luzes do norte» para nos referirmos às «auroras boreais». No entanto, o termo mais comum e mais facilmente identificado é aurora boreal/auroras boreais. 

Note-se que, se nos referirmos ao fenómeno que ocorre no hemisfério sul, estamos perante auroras austrais ou luzes do sul. 

O mais adequado ou correto é «ir/ficar de mão a abanar» que significa «ir/ficar com as mãos vazias, sem lucrar ou tirar proveito da situação». Por outro lado, a expressão com a preposição com – «ir/ficar com as mãos a abanar» –, embora variante da expressão em apreço e, portanto aceitável*, refere-se também, de modo genérico, ao movimento real que podemos fazer com as mãos, ou seja, abaná-las. 

* António Nogueira Santos, em Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas – Português (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1988, p. 242), regista a expressão aceitando ambas as preposições: «andar/ficar com as mãos/de mãos a abanar (popular): não obter, não receber o que se esperava ou pretendia; não ser contemplado.»

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Défice de revisão minimamenta atenta

Erros em pouco mais de uma dúzia de linhas...  inaceitáveis em letra de forma.