Advérbios de modo coordenados
Numa sequência de advérbios de modo, em que os primeiros são abreviados, sem utilização da terminação -mente, a concordância deve ser feita com o sujeito?
«O João chegou lenta e pausadamente», ou «O João chegou lento e pausadamente»?
E no caso de sujeitos omissos?
«Trabalhámos árdua e longamente para atingir os objetivos», ou «Trabalhámos árduo e longamente para atingir os objetivos»?
Por último, no caso anterior, a palavra árdua deve ser grafada com acento, ou não, já que constitui uma abreviatura de uma palavra não acentuada (arduamente)?
«A fim de» e «a fim de que»
Gostaria de saber se existe a locução “a fim que” ( sem o de), ou se, pelo contrário, a expressão correcta é sempre «a fim de que». Por outra, será correcta a seguinte frase: «envia-se a presente missiva a fim que Vossa Excelência dê o devido seguimento ao processo»?
O significado de chota (Angola)
«Mas, antes de transpor a porta, o Xambaia tomou-lhe o braço, arrastou-o para a chota, falando-lhe enquanto andavam.» (Castro Soromenho).
Qual o significado de chota?
Zero: um numeral cardinal
Podemos considerar o zero quantificador numeral?
Obrigada.
«Morrer morte»
«Morreu de uma morte terrível» é correcto. «Morreu uma morte terrível», sem de, eu diria que é igualmente correcto; pois também se diz «viveu uma boa vida», «quero viver a vida». Que vos parece?
O adjetivo marrom
Devo escrever «O chão cobre-se de folhas, fazendo-se um mar ocre com matizes marrom», ou «O chão cobre-se de folhas, fazendo-se um mar ocre com matizes marrons»?
Obrigado!
Asteroide e astro
Tenho ideia de ter visto, não sei em que dicionário, a hipótese de se escrever "astróides". O comum é encontrar "asteróides" ou "asteroides, mas, se são "astros" e não "asteros" ou "ásteros", não seria mais lógico escrever "astróides" e recusar a forma mais comum?
Obrigado.
Espirado em João de Barros (1496-1570)
Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 26, p. 477, col. 1, l. 25, observa-se, na entrada sabedoria, uma referência ao romance de cavalaria Crónica do Imperador Clarimundo (João de Barros, Coimbra, 1522): «… e pois isto que disse mais foi espiorado de sua graça que de minha sabedoria…» (capítulo 28.º).
Tendo efetuado alguma pesquisa, não encontrei o termo "espiorado" em nenhum lugar, devendo confessar que foi breve e superficial a pesquisa efetuada.
A minha questão é, pois: o termo "espiorado" foi palavra portuguesa – hoje um arcaísmo –, ou trata-se de uma gralha na referida enciclopédia? Se é arcaísmo, isto é, se realmente existiu, qual o significado que hoje se pode atribuir?
Antecipadamente grato, pela V.ª dedicação.
Complementos do nome
e modificador restritivo do nome:
sorriso, viagem e livro
e modificador restritivo do nome:
sorriso, viagem e livro
Um dos critérios para se distinguir o complemento de nome é ser selecionado por um nome deverbal. Neste caso, se o verbo de onde deriva o nome for intransitivo, continua-se a considerar que exige um complemento? Por exemplo: «a construção da ponte» (verbo transitivo direto = «construir algo»); «a viagem marítima» (viajar é intransitivo, se bem que reconheço que pode também ser transitivo indireto...).; «o sorriso da Maria é lindo».
Ainda... na frase: «o livro que me deste é muito interessante», a oração relativa tem função sintática de complemento do nome, ou modificador restritivo? Consideram que «livro» exige complemento?
Grata.
A grafia e a pronunciação de fêmea
Por que motivo não se escreve "fémea"? Sendo esta uma pronúncia bastante comum em Portugal (basta fazer uma pesquisa para encontrar até títulos de notícias de alguns jornais com esta grafia), não se deveria aplicar a regra de usar o acento agudo só com função de marcar a sílaba tónica nesta situação (tal como acontece em quilómetro, termómetro, barómetro, manómetro, cronómetro, etc, em que há variação de pronúncia)?
